quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Região reduz crimes violentos

Henrique Andrielli *

A Secretaria de Estado da Segurança Pública publicou na sexta-feira, 31/10, as estatísticas policiais referentes ao terceiro trimestre de 2008. O governo do Estado de São Paulo comemora a redução dos índices de homicídios dolosos (com intenção) que estariam se aproximando dos valores considerados aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

Na região compreendida por Araras, Cordeirópolis, Leme, Limeira, Piracicaba e Rio Claro, apenas os casos de furtos de veículos sofreram aumento entre janeiro a setembro de 2008, em relação ao mesmo período em 2007.

Segundo a OMS/ONU, o índice aceitável para homicídios dolosos é de dez casos para cada 100 mil habitantes. A taxa registrada pela região (4,3) está bem abaixo do índice de referência da ONU. Leme é o único município que corre o risco de ultrapassar este indicador até o final do ano. Principalmente se for considerado o retrospecto dos dois últimos anos, quando ultrapassou a barreira de 20 casos para cada 100 mil habitantes. Apesar da redução nos casos oficiais de homicídios dolosos, passando de 17 registros em 2007 para oito casos em 2008, Leme ainda aparece no topo entre seis cidades da região. Levando-se em consideração a população de cada município (conforme dados da Fundação Seade - Sistema Estadual de Análise de Dados), Leme registrou nove homicídios para cada 100 mil habitantes.

Em Rio Claro, vice-líder neste ranking regional, o índice é de 5,2 casos para cada 100 mil habitantes. Piracicaba, com população maior (368.041 habitantes), se igualou ao índice de Araras (115.655 habitantes) e ficaram na média regional, com índice de 4,3. Considerando-se os números absolutos de assassinatos, dois municípios apresentaram aumento nas ocorrências: Araras (25%), Limeira (17%). Rio Claro registrou dez assassinatos em cada período. Os demais tiveram redução nos casos de assassinato: Leme (-55%), Cordeirópolis (-100%) e Piracicaba (-43%). No universo destas sete cidades, foram registrados 46 homicídios dolosos para uma população total de 1.067.096 habitantes, o que corresponde a uma média de 4,3 ocorrências para cada 100 mil habitantes.

Furtos e roubos

Nas ocorrências de furtos, o crime é cometido sem a presença ou percepção da vítima. Nos roubos, ou assaltos, o crime envolve ameaça física ou através de armas para subtrair o produto da vítima. Na região, o índice médio de roubos chegou a 198 ocorrências para cada 100 mil habitantes. Os furtos registrados indicam, em média, 1.082 ocorrências para cada 100 mil habitantes. A maior incidência de furtos na região pesquisada foi registrada em Leme (1.330 casos/100 mil habitantes). Piracicaba está em segundo lugar neste ranking, com índice de 1.018. O terceiro município em índices de furto em relação à sua população é Cordeirópolis, com taxa de 1.000 ocorrências. Com exceção de Leme, que apresentou um aumento de 0,1% em relação aos nove primeiros meses de 2007, os demais municípios reduziram as ocorrências de furtos em 2008.

No ranking de roubos, ou assaltos, todos os municípios pesquisados registraram redução nas ocorrências em 2008. Leme teve uma redução de 25% nos casos registrados até setembro deste ano. Foram 117 casos contra 237 registrados no mesmo período em 2007. No topo do ranking de roubos, Rio Claro apresenta índice de 351 casos para cada 100 mil habitantes, seguido por Piracicaba (279), Limeira (250) e Araras (209). A média regional entre os municípios pesquisados é de 266 casos para cada 100 mil habitantes.

Furtos e Roubos Veículos

Considerando-se os casos registrados nos seis municípios da pesquisa, foram 253 furtos de veículos e 51 roubos de veículos para cada 100 mil habitantes. Em relação a 2007, os municípios pesquisados apresentaram, em média, aumento de 4% nos casos de furtos de veículos e redução de 14% nas ocorrências de roubos de veículos. Leme (18%) e Piracicaba (19%) tiveram evolução diferente da média, registrando crescimento nos casos de roubo de veículos.

Nos crimes de furto de veículos, com índice de 147 casos (o que representa um aumento de 28,5% em relação a 2007), Leme está em último lugar no ranking regional. O município campeão é Piracicaba, com 283 ocorrências para cada 100 mil habitantes (redução de 3% sobre os índices de 2007), seguido por Rio Claro, onde o índice registrado chegou a 267 (o que representa uma redução de 3% se comparado com os nove primeiros meses do ano anterior). Limeira, com índice de 262, teve acréscimo de 21% de um ano para o outro.

Nas ocorrências de roubos de veículos, Piracicaba lidera o ranking, com 82 casos para cada 100 mil habitantes. Cordeirópolis está em segundo lugar, com taxa de 42 casos. Rio Claro, com índice de 37, é o terceiro município nesta categoria. Leme, em quarto lugar, e Limeira (quinto) estão com o mesmo índice aproximado (37 casos para cada 100 mil habitantes). Araras, com taxa de 23 casos, está na sexta colocação.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Reciclagem gera renda e ajuda meio ambiente

Ítalo / Tamires Gonçalves *

Cada vez mais aumenta a procura para venda de materiais recicláveis. Independente do motivo pelo qual a população vende os materiais, o mais importante é o meio ambiente não estar sendo poluído.

Na cidade de Limeira, há cerca de 50 sucateiros. André Luis Leite de Campos, 29, trabalha com sucata há quatro anos. "A procura pela venda aumenta no fim do ano e vai até o início do próximo ano. Devido ao calor, o consumo de refrigerantes, cervejas é maior e, com isso, aumenta a venda".

Alguns dos benefícios que a reciclagem:

Um papel demora de 3 a 6 meses para se decompor, um pedaço de tecido orgânico, como o de algodão, demora 6 meses a 1 ano.

Um pedaço de madeira pintada demora 13 anos. Um pedaço qualquer de náilon, ou tecido baseado nele, demora 30 anos para desaparecer.

Um pedaço qualquer de plástico vai durar 100 anos na terra sem se decompor.

Um pedaço de metal demora mais de 100 anos.

O saco plástico de supermercado ficará na natureza por 450 anos.

Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada.

Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado evita que seja extraída do solo cerca de 5 mil quilos de minério, a bauxita.

Com um quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes.

* Alunos do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Jornalistas dizem que falta mobilização

Thiago A. Machado *

As discussões em torno da regulamentação do diploma em jornalismo estão acaloradas. E não é de hoje. Em outubro de 2001, a juíza Carla Rister acatou uma ação pública, movida por grandes empresas jornalísticas, pedindo a desobrigatoriedade do diploma em jornalismo. À época, a juíza dava a entender que a restrição ao exercício do jornalismo apenas para os profissionais diplomados era um desrespeito à liberdade de expressão e um privilégio elitista.


Para o jornalista Vitor Ribeiro, essa é uma tentativa neoliberal de desregulamentar as profissões, que vem sendo adotada pelos grandes veículos de comunicação. "Para as empresas, quanto mais barata é a mão-de-obra, melhor. E sem a obrigatoriedade do diploma, elas podem pagar salários mais baixos", afirma. "A formação específica para jornalismo é uma regra no mundo. Nos EUA, as empresas buscam os profissionais nas faculdades", diz.

A jornalista Daniela Rocha afirma que a formação universitária é extremamente importante para o profissional de jornalismo e ajuda a prepará-lo para o mercado de trabalho. "Existem três jornais na cidade de Capivari-SP, onde já trabalhei, e nenhum dos jornalistas é formado. Percebem-se erros técnicos nas reportagens", comenta.

Segundo Ribeiro, os problemas da profissão não param por aí. "O jornalismo vem enfrentando muitas dificuldades que não se resumem somente à regulamentação. Existe a questão do estágio, dos salários baixos, das jornadas longas e da falta de mobilização sindical da classe", diz. "Nós (jornalistas) temos que nos organizar para exigirmos a regulamentação", complementa.

A idéia é também compartilhada pelos colegas de profissão. "A história do jornalismo no Brasil é muito bonita. Sempre lutamos pela liberdade de expressão (alusão à época da ditadura). Temos que nos organizar e lutar. Sozinho ninguém faz nada", afirma Daniela. "Os jornalistas são os defensores da liberdade de expressão, mas para defendê-la, precisamos nos organizar", conclui Milena de Castro, coordenadora e professora do curso de jornalismo do ISCA Faculdades de Limeira-SP.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Jornalismo esportivo on-line: pouco reconhecimento

Ítalo Ferreira *

Muitos pensam que o jornalismo esportivo on-line é um trabalho fácil. Dizem que é somente dar os resultados das partidas e mais nada. Mas ele exige informar os resultados das partidas minuto a minuto, e noticiar diariamente como andam todos os esportes, com rapidez e veracidade. Assim, os jornalistas passam o final de semana trabalhando para poder informar a população como está a situação do seu clube ou do seu esporte favorito.

Para dar conta disso, o site Lancenet tem redações em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e correspondentes no Nordeste e no Sul. Em Estados menos importantes, eles contam com o programa Craque do Futuro, uma iniciativa que incentiva o trabalho de estudantes de jornalismo. Já a redação do site Futebol do Interior é formada por dez jornalistas, mas conta com correspondentes espalhados por todo o interior de São Paulo e pelo Brasil.

Os sites precisam se atualizar para não tomar furo. É preciso ter uma agilidade tremenda, escrever com objetividade, para pode agradar todos os leitores e não perdee audiência, que, por sinal, cresce a cada dia mais, pois o acesso à internet aumentou ultimamente.

Apesar de contar com toda essa estrutura e ter todo esse trabalho, o jornalismo esportivo on-line ainda não adquiriu a mesma credibilidade do impresso. Igor Francisco Dametto, 15, costuma acessar os portais esportivos de segunda a sexta-feira. Ele diz: "Para me manter informado a respeito dos esportes, mas não acredito em tudo que é publicado na internet".

Segundo o repórter do site Futebol do Interior, Rodolfo Brito, há ainda muita desconfiança com o material da internet. Até mesmo pelo fato de em alguns sites o internauta poder mexer no material sem uma supervisão, mas num futuro bem próximo a credibilidade será a mesma dada aos meios de comunicação impressos, pois a internet está crescendo e se organizado, num futuro bem próximo a credibilidade será a mesma dada aos meios de comunicação impressos.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Jogos Abertos do Interior acontecem em Piracicaba


Lilian Geraldini *

A solenidade de abertura da 72ª edição dos Jogos Abertos do Interior, sediados em Piracicaba, reuniu cerca de dez mil pessoas no Estádio Municipal Barão de Serra Negra, na sexta-feira, 14/11, entre atletas e dirigentes das 219 delegações participantes da abertura, autoridades e população.


Por volta das 19h30, a Banda Acrópoles, em um palco montado no gramado, animou o público nas arquibancadas. Às 20h30 teve início a solenidade com a execução do Hino Nacional. Logo após, o governador do Estado de São Paulo, José Serra, fez seu pronunciamento, em seguida falou o secretário de Estado de Esportes, Lazer e Turismo, Claury Alves da Silva, e o prefeito municipal Barjas Negri.

Atletas de diversas modalidades e inclusive os portadores de deficiência física desfilaram com suas respectivas delegações, em torno do gramado do Barão. Algumas pessoas se emocionaram.

As delegações se posicionaram uma ao lado da outra no gramado e depois se dispersaram. Foi quando teve início o espetáculo dirigido por Carlos ABC (ex-diretor da Paixão de Cristo de Piracicaba), com cerca de 350 voluntários entre crianças, jovens, adultos e idosos, contando algumas lendas de Piracicaba. O espetáculo se encerrou com grande queima de fogos.

Para o Prefeito Barjas Negri, o espetáculo foi emocionante. "Foi muito bonito. Os atletas puderam verificar o carinho e a organização que Piracicaba teve para que fossem bem acolhidos e a apresentação final, se tiver sido filmada, merece ser transformada em DVD, pois se trata da história de Piracicaba e serve de divulgação aos turistas", diz.  

Integrante da Secretaria Municipal de Esportes Lazer e Atividades Motoras, a Selam, e coordenador da cerimônia, Alexandre Franco do Nascimento afirma que o evento superou as expectativas dos organizadores. "Estamos recebendo muitos elogios, as pessoas gostaram muito do espetáculo do ABC, dos fogos. Estamos satisfeitos com o resultado", completa.

As competições tiveram início no dia 10 de novembro e se estenderam até o dia 23. Todos os dias houve jogos em clubes e no ginásio municipal. 

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Serra Negra: compras, lazer e sossego


Tiago Praxedes *

Serra Negra, pertencente ao Circuito das Águas Paulista, localiza-se a 97 km de Limeira. A principal fonte de renda da cidade é o turismo e a segunda é a plantação de café.


A cidade oferece a oportunidade de desfrutar de tranqüilidade, compras e fontes hidrominerais. As mais conhecidas delas são as fontes do Italiano e a de São Carlos, esta última localizada no parque das Fontes, atrás da prefeitura municipal, no centro de Serra. No Centro de Convenções Circuito da Águas, Balneário, se encontra o complexo hidroterápico, que oferece banhos de imersão, pérola e turbilhão com sais e essências, saunas seca e úmida, piscina de contraste, duchas escocesa e circular, massagens e tratamento de fisioterapia mediante indicação médica.

 

No centro, há o comércio de artigos de lã, linha de couro, artesanato e roupas de malhas.

Entre os pontos turísticos de Serra Negra, destaca-se o teleférico, situado na praça da rodoviária, que leva o turista até o pico da montanha que tem um Cristo Redentor e uma vista panorâmica de toda cidade e região. Há também o turismo rural, com visitas a cachoeiras e pesqueiros - atrações para todas as idades.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Enfim, a recompensa


Camilla Paes e Néliane Simioni *

O ano de 2008 será especial, ao menos para os alunos do 8º semestre do curso de Jornalismo do Isca Faculdades. Na última semana de novembro, eles concluirão as apresentações de seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), tornando-se assim jornalistas formados.

Durante os quatro anos de faculdade, foram ensinadas as teorias e técnicas do jornalismo, aulas de ética e aulas práticas como fotografia, produção de um jornal, telejornal e rádio jornal. Para Priscilla Prates, aluna do 8º semestre, o aprendizado adquirido fora da classe também foi importante. "Aprendemos outras coisas que vão além das salas de aula, como experiências profissionais e de vida dos nossos professores", afirma.

A turma, segundo a professora e coordenadora do curso, Milena de Castro, é esforçada e sempre foi eticamente comprometida com o curso. "São adoráveis, não é de todas as classes que digo isso, mas eles são realmente muito esforçados e especiais, sempre que precisávamos ficar até mais tarde tendo aula eles colaboravam", relembra a professora, que hoje diz ter uma relação de amizade com a turma.  E afirma que os trabalhos de TCC estão excelentes. "Os alunos se dedicaram muito".

Após a correria do TCC e a obtenção do diploma, os formandos do curso de jornalismo irão enfrentar uma nova fase em suas vidas: o mercado de trabalho. De toda a turma, 80% já trabalha nos diferentes meios de comunicação que a região dispõe, desde rádio até assessoria de imprensa.

As expectativas para o início da carreira são diferentes, uns querem passar por todos os meios da comunicação, outros ficam com o jornalismo regional e alguns ainda pensam na possibilidade de se aventurar na capital. O aluno Alex Contin é um deles. "Sempre que posso questiono profissionais de diferentes meios sobre como anda o mercado para recém-formados em São Paulo, onde quero trabalhar. Tenho boas expectativas. Sei que o início de carreira não é fácil, vou lutar muito, mas sei que será uma batalha recompensadora. Isso não só na capital, aqui no interior também", declara.

Rita Garcia, também aluna do 8º semestre, considera que já iniciou sua carreira profissional.  Ela trabalhou por um ano e meio como estagiária logo no primeiro ano de faculdade, na rádio Excelsior Jovem Pan, em Rio Claro. Depois passou a atuar como noticiarista e pauteira na TV Claret e hoje presta assessoria de imprensa e comunicação interna a uma empresa da mesma cidade. "Acho que meu inicio já foi e posso afirmar que foi bem melhor do que eu esperava. Meus planos futuros são de fazer uma especialização para então fazer história na carreira", conclui.

Sobre os momentos marcantes que a classe viveu, a maioria citou dois deles: a publicação da primeira edição do jornal Em Foco e a despedida feita na última aula que tiveram juntos. No fim do semestre passado. Na ocasião, os alunos fizeram uma apresentação contrária ao primeiro dia de aula e falaram sobre como entraram na faculdade, a vida profissional e pessoal de cada um, as amizades e a saudade que iriam sentir. "Foi o momento mais marcante, pois mostrou que apesar de não termos tanta afinidade com todas as pessoas da sala, torcemos uns para os outros", conta Rita.

As apresentações do TCC serão do dia 24 a 28 de novembro (ver quadro). E todos estão convidados a assistir. Os alunos aguardam ansiosamente a data, não para se tornarem profissionais, pois pelo que foi mostrado ao longo destes quatro anos eles já são, mas para contar com os números do MTB (Registro Profissional de Jornalista), que fazem toda a diferença.

* Alunas do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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