sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Referendo decide a venda de armas de fogo

Eduardo Zanzirolamo *

O referendo do desarmamento, no próximo 23 de outubro, consultará a população de todo o país sobre a venda de armas de fogo e munição. A questão já movimenta a opinião pública e em alguns aspectos causa dúvidas em relação ao que deve ser cumprido

Na opinião do ex-promotor de Justiça, Antônio Gabriel Lino, "a idéia é boa". Entretanto, eleacredita que será difícil as pessoas que possuem o porte de arma ou até mesmo as que não possuem entenderem que a proibição diminuirá a incidência de violência. Lino diz também que apesar da lei ajudar na diminuição da criminalidade, a polícia não está tão bem preparada para monitorar essa situação.

Uma pesquisa realizada pela Datafolha em abril deste ano mostra que 83% dos entrevistados aprovam a lei do desarmamento. Segundo dados do Ministério de Justiça, desde julho de 2004 a população entregou à polícia federal aproximadamente 350 mil armas. 

Além de demonstrar uma consciência madura em relação à segurança nacional, a campanha pelo desarmamento recebeu da Unesco o prêmio na categoria Direitos Humanos e Cultura da Paz e foi considerada uma das melhores estratégias de promoção da paz já desenvolvidas na história do Brasil.

Em outubro deste ano, ficará a cargo da população brasileira decidir se o comércio de armas de fogo e munição para particulares deve ser proibido ou não no país. Para o referendo, estão disponíveis nos cofres do Tribunal Superior Eleitoral R$ 200 milhões.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo