sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Fibra ótica depende de investimentos altos


Lucas Claro *

A VI Senpel - Semana de Engenharia de Produção Elétrica do Isca Faculdades - recebeu na terça-feira, 28, o palestrante Dr. Fernando Antônio Pinto que abordou o tema: "Fibras Ópticas".

Fernando é licenciado em Física pela USP, mestre em Engenharia Nuclear, também pela USP e doutor em materiais e processos.

Exibindo fotos, Fernando mostrou o desenvolvimento da fibra óptica no Brasil, que ocorreu na década de 70. Hoje, o material é usado em diversos setores, principalmente nas telecomunicações. "A fibra óptica é o sistema mais perfeito em telecomunicações. E o mais rápido. Um problema que pode ocorrer hoje no Japão é conhecido hoje aqui no Brasil".

Atualmente, os Estados Unidos é o país com maior desenvolvimento da fibra óptica. Segundo o palestrante, os norte-americanos vêm investindo a muito tempo na fabricação e colocação de fibras ópticas em todo seu território, com altas tecnologias e grandes investimentos.

Para ele, o Brasil pode ter um grande avanço no setor, como os Estados Unidos. "Temos pesquisadores, engenheiros, fábricas de fibras e cabos ópticos. É só fazer o investimento para que todo o país tenha fibra óptica", disse. 

A palestra abriu espaço para perguntas da platéia, que levantou várias questões sobre o tema, indo desde danos ao meio ambiente, que segundo o palestrante não há, até aspectos da qualidade da fibra óptica nos diversos setores utilizados.

Para Fernando Pinto, os investimentos são a maior dificuldade enfrentada para o desenvolvimento da fibra óptica no Brasil.  "O investimento é muito alto. É preciso que se tenha um investimento forte do governo para possibilitar a compra de materiais, equipamentos e formação pessoal".

* Aluno do 2º semestre de Jornalismo

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quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Voto pela Paz: 'sim' ao desarmamento

Rodrigo Cezarin *

"Criança morre após acidente com arma de fogo". "Trabalhador é assassinado com seu próprio revólver". "Discussão entre vizinhos acaba em tragédia". "Motorista tenta reagir a assalto e é baleado". Essas são manchetes que já lemos e continuaremos a ler se, no dia 23 de outubro, a maioria disser "não" no referendo sobre o desarmamento.

Primeiramente, acho uma insanidade ou, pelo menos, uma falta de conhecimento aquele que pensa que ter uma arma em casa ou portá-la durante o trânsito representa segurança. Bandidos bem preparados não darão chance de você tentar lembrar onde guardou sua pistola. Bandidos mal preparados, então (muitas vezes mais nervosos que você), atirarão antes que você possa esticar o braço e sacar o seu 38.

Num assalto, seqüestro relâmpago, tentativa de estupro ou qualquer tipo de abordagem é comprovado que a vítima (sem falar do criminoso) fica extremamente nervosa, o que, digamos, é natural. Sob essa pressão é quase impossível ter a capacidade de raciocinar e reagir tranquilamente à situação. Também é ilusão pensar que, votando contra ao desarmamento, o cidadão poderá circular livremente pelas ruas da cidade ou manter na primeira gaveta de seu criado mudo um revólver. Na prática, continuará do jeito que é hoje.

É óbvio que desarmar o cidadão civil não vai terminar com os crimes, até porque sabemos que os criminosos não compram armas em lojas legalizadas e muito menos mantém registro delas. Porém, temos que eliminar os problemas a partir dos menores detalhes. Muitos crimes acontecem com armas legais que são roubadas de seus donos. Por menor que essa proporção possa parecer, você não gostaria de saber que seu pai foi morto com a arma que o ladrão tirou do seu vizinho, não é? Nessas horas você pensaria: "se ele não tivesse aquela arma em casa, isso não teria acontecido".

Particularmente, nunca tive e nem nunca pensei em ter arma de fogo em casa. Não quero imaginar meu filho abrindo a gaveta e brincando com isso. Aí você me diz: "mas se eu tiver, vai estar bem guardada". É, entendo, tão bem guardada que você jamais terá acesso quando o ladrão te trancar no banheiro.

Não acreditar na polícia não justifica querer fazer justiça com as próprias mãos. Existem outras maneiras de protestar por mais segurança, mas ninguém é capaz de descolar seu traseiro da cadeira e ir às ruas pedir isso, e agora quer nas urnas dizer "quero uma arma pra mim". E olha que nem é nisso que iremos votar. 

Eu não poderia deixar de fazer uma crítica aos políticos. Nós temos quase 600 legisladores em nível federal, entre deputados e senadores, os quais, bem ou mal, foram eleitos para decidir as leis pelo povo, e não fazer-nos ir às urnas para tomar uma decisão que outorgamos a eles em outubros passados.

Se ter uma arma de fogo em casa fosse tão bom, mais de 400 mil pessoas não teriam se mobilizado em menos de um ano para entregar as suas, durante a gloriosa Campanha Nacional do Desarmamento. Deixo como reflexão a seguinte frase, já utilizada pelo próprio governo em campanhas anteriores: "Quem usa arma é bandido ou polícia. Se você não é polícia..."

* Aluno do 4º Semestre de Jornalismo

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terça-feira, 27 de setembro de 2005

Encontro estadual reúne professores de jornalismo

Fábio Shiraga *

A Universidade de Sorocaba (Uniso) sedia nos dias 01 e 02 de outubro o I Encontro Paulista de Professores de Jornalismo. O evento é promovido pelo Fórum Nacional de docentes da área.

O encontro tem como objetivo discutir os rumos da área do Jornalismo no ensino superior brasileiro, integrar os professores em torno de questões específicas e promover o debate do ensino. A iniciativa também possibilitará troca experiências entre os participantes.

A abertura do evento será marcada por conferência sobre "A reforma do ensino superior brasileiro" e mesa redonda discutindo o "Mercado e formação profissional do jornalista".

Os docentes participantes poderão apresentar comunicações nos grupos de trabalho, voltados para os seguntes temas: Agência de Notícias, Assessoria de Imprensa, Ética, Fotojornalismo, Jornal Laboratório, Jornalismo Online, Jornalismo Segmentado, Rádio, Televisão, Revista, Projeto Experimental, Planejamento Gráfico e Modificação/implantação de novas matrizes curriculares.

As professoras Rosemary Bars, Maria do Socorro e Marcia Rosa, do Isca Faculdades, coordenarão respectivamente os Grupos de Trabalho sobre Agência de Notícias, Jornal Laboratório e Projeto Experimental.

Daniella Rubbo, professora de Produção Gráfica vai apresentar a experiência de produção do jornal Em Foco, no grupo sobre Jornal Laboratório.

"Os professores do curso de Comunicação Social do ISCA Faculdades sempre têm tido presença importante nos encontros, eventos e congressos de jornalismo por todo o Brasil", destaca Maria do Socorro.

"A realização do I Encontro Paulista  é importante porque, até então, as discussões envolviam contextos amplos, já que proposta do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo é  mais ampla, pela própria dinâmica do Fórum. Com o encontro paulista teremos condições de avaliações regionalizadas, mais ligadas às especificidades das instituições paulistas, das necessidades culturais dos alunos do Estado de São Paulo", avalia a professora Rosemary Bars.

Segundo o ponto de vista de Rosemary Bars e Maria do Socorro o mais importante destes encontros são as trocas de experiências e informações entre os professores.

"Com professores da Capital e de todo o interior Paulista, teremos com esta pluralidade um evento histórico", ressalta Maria do Socorro.

As atividades do dia 1º são abertas à participação de estudantes de jornalismo.

Maiores informações podem ser obtidas nos sites do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo e Uniso.

* Aluno do 2º semestre de Jornalismo

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segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Erros e chances

Rafael Sereno *

A eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, marcada para esta quarta-feira, é decisiva para o cenário político nacional. 

Com a imagem devassada pelas denúncias de corrupção nos últimos quatro meses, o Parlamento tem a chance de recompor-se a tempo, antes de um novo processo eleitoral.

Mas não é tão simples. A aventura Severino, cria da incompetência da articulação política e da infantilidade oposicionista, ainda está na mente do eleitor brasileiro. 

Político dotado das qualificações mais dispensáveis - fisiologismo, nepotismo e conservadorismo - sua passagem pela Pesidência da Casa foi marcada pela inércia provocada pelo escândalo do mensalão que ele não soube conduzir, o "apóia-não-apóia" em relação ao governo Lula que, nessa balança, foi obrigado a se render diante da posição de Severino, e pelos poucos projetos de relevância votados durante o período.

Agora, o "mensalinho" de Severino deixa como legado a imagem da corrupção que impregna o Parlamento. O novo presidente da Câmara terá o desafio de colocar a Casa em ordem e reunificar as divisões (que são grandes) numa agenda comum que ajude o país. Nada fácil, se considerarmos que a disputa de 2006 já teve sua discussão antecipada.

Na disputa pela presidência, temos o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), como representante do governo. Aposta audaciosa, visto que Aldo esteve à frente da Articulação Política quando fracassou na eleição de Severino. 

Na chance de corrigir seu erro (outra não haverá), o Planalto, mais uma vez, pode falhar. E nessa, Lula, que indicou Aldo, terá inteiramente a responsabilidade.

Pela oposição, José Thomaz Nonô (PFL-AL), presidente interino da Casa, é tudo o que o Planalto não deseja. Unido com o PSDB, poderia atravancar os trabalhos e dificultar a aprovação dos propósitos petistas. 

No entanto, o receio do PT é a possibilidade da abertura do impeachment. Nonô descarta, mas Lula não quer correr riscos.

Michel Temer (PMDB-SP), ex-presidente da Casa, também está nas negociações. Mas sua presença é incerta. Na última hora, poderá retirar sua candidatura. 

E como o raio às vezes cai duas vezes no mesmo lugar, há também Ciro Nogueira (PP-PI), aquele que Severino queria como ministro, representando o baixo clero. Nunca se sabe.

Responsável pela organização da pauta e coordenação das votações no plenário, o presidente da Câmara é o terceiro na linha sucessória presidencial. 

Posto que o destino geralmente não dá chances tão oportunas de se reverter um erro como o de Severino, nossos deputados possuem esta chance. Não dá pra aceitar um novo erro.   

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

 

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quarta-feira, 21 de setembro de 2005

CPP inaugura biblioteca de poesias

Wesley Cordaço *

O Centro do Professorado Paulista (CPP) irá inaugurar no próximo dia 23 de setembro a partir das 20 horas uma biblioteca de poesias em sua nova sede.

Localizado no Largo José Bonifácio, 63 no centro de Limeira, o CPP é uma entidade sem fins lucrativos que trabalha como sindicato. Possui aproximadamente 1500 professores associados, entre universitários, municipais e estaduais.

Com a criação da biblioteca, a expectativa é atrair alunos e apreciadores de poesia para dentro da entidade. Com isso, a diretoria espera estimular e cultivar e o hábito de leitura entre os jovens.

Criado para atender às necessidades dos educadores como plano médico, odontológico e colônia de férias, o CPP é uma entidade de classe que vive da contribuição mensal dos professores.

Segundo Tereza Aparecida Rodrigues, professora e secretaria do Centro, a entidade espera esse acontecimento há 14 anos e somente conseguiu essa realização graças ao empenho dos educadores. "O antigo prédio da entidade não comportava uma biblioteca por não ter espaço físico, agora teremos a oportunidade de beneficiar a população com mais cultura através dos livros de poesias", comenta.

Desenvolvida como alternativa para os alunos e apreciadores de leitura, a biblioteca atenderá todas as faixas etárias e funcionará de segunda à sexta-feira, das 08h30 às 17 horas, com acesso totalmente gratuito.

Para a inauguração a entidade espera a presença da população e dos alunos das faculdades, escolas municipais e estaduais.


* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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Seminário debate 'Indentidade Brasil'


Rafael Sereno e Lucas Claro *

Em parceria com a ECA/USP, a TV Globo realizou no último sábado, 17, o 3º Seminário do Curso de Especialização em Telejornalismo. O tema do debate, mediado pelo jornalista José Roberto Burnier, foi "Identidade Brasil". O evento é voltado para estudantes e profissionais da área de comunicação.

Estiveram presentes Luis Antônio Oliveira, coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, a professora Lisbeth Rebollo, da ECA/USP, Neide Duarte, ex-produtora de "Caminhos & Parcerias" da TV Cultura e atual repórter da TV Globo, e Maurício Kubrusly, repórter especial do quadro "Me leva Brasil", exibido no Fantástico aos domingos. 

Luis Antônio Oliveira iniciou o debate enfocando as novas características do Brasil. Em sua exposição, ressaltou o crescimento populacional que está ocorrendo no país, como o patamar de 40 milhões de habitantes alcançado recentemente pelo estado de São Paulo. "No início do século XX, mais de 80% da população vivia em áreas rurais. A partir da década de 60, o panorama mudou, com a industrialização do Sudeste".

Segundo Oliveira, este fato propiciou um crescimento extraordinário nas grandes cidades, em especial nas regiões Sul e Sudeste. Ele ainda mencionou outras características marcantes, como o número elevado de mulheres chefiando os lares, que hoje é cerca de 30%.

Ex-produtora de "Caminhos & Parcerias", exibido pela TV Cultura, onde trabalhou por sete anos, Neide Duarte apresentou em vídeo uma reportagem feita com a ONG Cais do Porto. O programa relatou o trabalho desenvolvido por mulheres parteiras no sertão nordestino. 

As imagens, marcadas pela rudeza das condições locais, revelaram a simplicidade do sertanejo, num momento caracterizado por eles como especial, que é o surgimento do novo, simbolizado pela criança que vai nascer. 

A jornalista lembrou que o país possui muitos locais onde a tradição resiste à modernidade, que hoje molda boa parte da sociedade: "Nestes lugares, o que vale é a reciprocidade humana. Quem passa hoje os valores é a televisão e não mais a tradição", afirmou.

A identidade cultural sob o confronto cultura-mercado foi abordada pela professora Lisbeth Rebollo, que mostrou a relação através da exposição de imagens da 4ª Bienal do Mercosul. 

Ela enfatizou a ligação da arte contemporânea com a realidade, exibindo ilustrações de artistas argentinos, como a de Sérgio Avello, com luzes de néon em azul e branco, piscando alternadamente e formando a bandeira do país desfragmentada, numa alusão à crise vivida em 2002, e o fotojornalismo, do paraguaio Jorge Saens. 

Experiente em reportagens que abordam aspectos populares, como festas e personagens folclóricos, o repórter Maurício Kubrusly contou particularidades que conheceu durante as viagens. 

Kubrusly comentou sobre a pobreza do país que, segundo ele passa despercebido para a maioria da população. "Temos lugares no Brasil que não tem esgoto". 

Segundo ele, os brasileiros não conseguem dimensionar o tamanho do próprio país. "Dentro do Brasil, temos várias identidades", afirmou o repórter, que citou os diversos sotaques existentes no país como exemplo dessa diversidade: "Os termos e situações variam ao longo do país, o que é absolutamente fascinante".

Me leva, Brasil

Em seu livro "Me leva, Brasil: a fantástica gente de todos os cantos do país", lançado este ano pela Editora Globo, Kubrusly conta algumas histórias marcantes que levou ao ar no quadro do Fantástico. 

Ele revelou que aprendeu muito ao fazer as reportagens. "Para fazer o livro, escrevia as histórias que vinham. Depois, ao organiza-las em seções, como bichos, comida, gente, enterro, descobri algumas que não se encaixavam em uma seção específica".

O autor decidiu reunir estas histórias em um capítulo à parte com o nome de 'Sala de Professores'. "Retrata pessoas que, durante as reportagens, me deram verdadeiras lições de vida". 

Sobre a imagem do país exterior, Kubrusly não a vê de forma negativa. "Por onde estive, a impressão que eles têm de nós é a de que somos um povo simpático. Para eles, o Brasil é sinônimo de lugar alegre, muito bonito, praias limpas e festa". 

Segundo ele, o que falta é uma projeção turística mais eficiente: "Nunca tivemos turistas aqui como antes, só que nossa estrutura ainda é lamentável".

* Alunos do 4º e 2º semestres de Jornalismo

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Produção teatral resgata interior de Minas Gerais


Samira Moura *

Com o intuito de apresentar a beleza e a arte que o Vale do Jequitinhonha possui, o grupo teatral Vozes da Cidade, de Araçuaí, interior de Minas Gerais, realizou no dia 13 de setembro a apresentação da peça teatral "O homem da Vaca e o poder da Fortuna".

Segundo um dos participantes do espetáculo, Dostoiewsky Americano do Brasil, a peça foi adaptada de um texto de cordel de Ariano Suassuna, que retrata os elementos do interior de Minas Gerais.

"A idéia sempre foi mostrar a nossa cultura para outras regiões. As pessoas imaginam a nossa cidade pobre, sem cultura, e é através do teatro que mostramos a verdadeira realidade", diz Dostoiewsky.

"O homem da Vaca e o poder da Fortuna" é retratada de uma forma pitoresca, com roupas coloridas, rimas e músicas cantadas pelos próprios atores.

O grupo Vozes não possui nenhum patrocínio e conta com a ajuda do público para realizar as apresentações, viagens e hospedagem.

A organização do teatro, figurino e cenário também foram de custo próprio do grupo, afirma Ângela Gomes Freire, participante da peça. 

Em Limeira as apresentações foram realizadas em escolas e na praça do Museu no centro de Limeira. 

Em paralelo às apresentações o grupo organizou exposições com bonecos de barro, instrumentos musicais e artigos das cidades de Araçuaí, Chapada do Norte e Minas Nova.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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Passe de Mágica une esporte e cidadania


Rodrigo Costa de Souza *

O projeto social "Passe de Mágica", coordenado pela ex-jogadora de basquete Paula, conhecida como Magic Paula, tem tido êxito em suas atividades graças à participação e integração da comunidade.

Paula sempre esteve envolvida em projetos sociais, mas almejava desenvolver um que tivesse a sua cara e seguisse sua filosofia de vida. Em junho de 2004, foi procurada por uma empresa que estava chegando à cidade de Piracicaba, e enfim pode realizar seu sonho.

O lançamento do projeto aconteceu no dia 09 de agosto de 2004, nas instalações do Tiro de Guerra na cidade.

De acordo com Maria Angélica "Branca", pelo fato do projeto ser novo, há necessidade de uma maior adaptação e melhoria, buscando seu aperfeiçoamento. Ela disse que anualmente serão reavaliados os benefícios proporcionados às crianças e à comunidade.

O projeto social patrocinado pela COOP (Cooperativa de Consumo) e pela FARNELL NEWARK In One, atende crianças de 7 a 15 anos, oferecendo aulas semanais de basquete, com direito a uniformes, lanches e noções de cidadania e ecologia.

Com dois núcleos em Piracicaba e um em Diadema, o projeto tem como parceiros o Tiro de Guerra, Sesi de Piracicaba, e o Senai. O objetivo é usar o esporte como uma ponte na transformação pessoal de cada participante, estimulando a participação das crianças em eventos, e oferecendo orientação sobre ecologia.

Segundo Branca, o "Passe de Mágica"  é de natureza estritamente social. Suas preocupações estão voltadas para educação, saúde, superação, sociabilidade, disciplina, resgate da auto-estima, cidadania e integração dos jovens.

Ela acrescenta ainda que "a meta do projeto é preparar cidadãos para o futuro através do esporte". No caso de surgirem talentos no projeto, eles serão encaminhados a locais específicos, para que haja a formação profissional do atleta.

Devido à restrição no número de pessoas que podem participar do projeto, ao sucesso e à boa participação da comunidade, há crianças na lista de espera, aguardando uma oportunidade de se integrarem.
 

Assim, a criança que quiser participar deve estar estudando. Além disto, passa por um critério de seleção, no qual é avaliada a condição sócio-econômica de sua família.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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terça-feira, 20 de setembro de 2005

Mostra fotográfica conta a história de Limeira


Marielle Jacon *

Em comemoração aos 179 anos de Limeira, a população pode conferir uma programação voltada à história do município. Um dos destaques é uma exposição de fotografias que resgata parte da memória da cidade. 

A mostra "Imagens da Memória" é composta por cerca de 80 imagens e pode ser visitada até o próximo dia 22 na Gruta da Praça Toledo de Barros.

As fotografias integram o acervo do Museu Histórico e Pedagógico Major José Levy Sobrinho e mostram a evolução da cidade.
 

Algumas imagens são do século XIX, época em que o município ainda era pouco desenvolvido. "A intenção é mostrar para a população como Limeira era naquela época e como é atualmente. Muitas mudanças ocorreram", diz a museóloga Ariadne Francisca Carrera Miguel.

Quem conferir a mostra poderá conhecer um pouco mais sobre as principais ruas da cidade, as primeiras indústrias que surgiram e os primeiros habitantes que trabalharam para fazer a cidade crescer. Há ainda registros de casas e prédios históricos que não existem mais.
 

A exposição, segundo a museóloga, tem como objetivo comemorar o aniversário de Limeira de maneira diferente. E, dessa forma, atingir toda a população, principalmente quem não tem acesso a esse tipo de arte.
 

"Escolhemos a gruta como local da exposição por ela também fazer parte da cultura da cidade. É um patrimônio de fácil acesso", afirma Ariadne.
 

A exposição fica aberta 24 horas por dia e a entrada é gratuita.

Passado e presente

Outra exposição de fotografias, instalada em frente ao Centro Cultural (Praça Coronel Flamínio Ferreira) possibilita aos visitantes comparar as mudanças ocorridas nos principais prédios históricos da cidade. São cerca de 30 imagens, nas quais estão lado a lado o passado e o presente. A visitação, também gratuita, é aberta a toda comunidade.


* Aluna do 4 semestre de jornalismo

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Facil traduz economia diversificada


Joyce Galdino *

A XIII Fácil (Feira Agro-Científica, Comercial e Industrial de Limeira) encerrou-se no dia 18 de setembro. O evento, que aconteceu no prédio da antiga Lival, expôs a diversidade econômica da cidade ao reunir o empresariado limeirense.

Esta diversidade esteve nos corredores da feira. No pavilhão principal, empresas pequenas, médias e grandes divulgaram seus trabalhos. Fornecedores de serviços e instituições de ensino, privadas e públicas, também participaram. Uma coleção de carros antigos chamou a atenção do público.

Na abertura da festa, um grupo da Secretaria Municipal da Cultura apresentou um texto histórico sobre o evento, elaborado pelo secretário da área, José Farid Zaine. 

Secretarias municipais, como Educação e Agricultura e Meio Ambiente divulgaram suas ações e shows promovidos pela Secretaria de Turismo e Eventos, junto à área de alimentação, montada na parte externa do pavilhão, animaram o público.

O prefeito de Limeira, Sílvio Félix (PDT), destacou a importância de setores de impacto na cidade, como o de máquinas, de indústria agrícola e de folheados. Porém, apontou a necessidade de Limeira diversificar seus empreendimentos. 

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Limeira (Acil), Renato Maluf, reforçou a tese, ao dizer que a feira começou como um evento escolar, mas tomou proporções e "divulga Limeira também na área de negócios'.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Alunos do Isca Faculdades são premiados no Expocom



Rafael Sereno *

Alunos do curso de Comunicação Social do Isca Faculdades foram premiados no 12º Expocom, no dia 07 de setembro. 

O evento, sediado este ano no campus da Uerj - Universidade Estadual do Rio de Janeiro - ocorreu em paralelo com o Intercom e reuniu trabalhos experimentais de faculdades de comunicação social de todo o país. 

Neste ano, foram inscritos cerca de 3000 trabalhos, mas apenas 190 classificados. O Isca Faculdades recebeu três prêmios, sendo dois em primeiro lugar e outro em terceiro. 

O curso de Publicidade e Propaganda ganhou o 1º lugar na categoria "Comunicação e Cidadania", com o trabalho para o Conselho Municipal do Idoso, realizado pelos alunos do 8º semestre. 

De acordo com a coordenadora de Comunicação Social, Adriana Pessatte Azzolino, trabalhos voltados para o terceiro setor fazem parte da grade curricular do quinto semestre do curso e, pela primeira vez, foi classificado para o concurso. "Foi um trabalho de equipe bem afinada", destaca a professora. 

Na categoria "Vinheta de TV", o aluno do 8º semestre de Publicidade Christian de Oliveira também levou o 1º lugar, orientado pelo professor Maurício Santana.

O curso de Jornalismo também foi premiado. O trabalho de Rádio-Jornal '30 minutos', coordenado pelo professor Luis Veloso, ficou em 3º lugar. 

Para Patrícia Carvalho, estudante do 8º semestre do curso e participante da turma vencedora, o trabalho permitiu uma boa bagagem para quem desejar seguir no radiojornalismo.  "Representa uma grande conquista, pois começamos e terminamos o curso com chave de ouro", diz Patrícia, em alusão ao 1º lugar em 2003, na categoria "Jornal Mural", conquistada pela mesma turma.

Para a coordenadora Adriana, os prêmios reforçam a qualidade dos cursos: "É uma confirmação da qualidade de uma equipe de professores orientadores compromissados com o aprendizado e o desempenho dos alunos, futuros profissionais de comunicação".

Em sua visão, a coordenadora ressalta não só a premiação, mas o processo educativo envolvido neste tipo de evento. "Para o próximo ano, com certeza, estaremos presentes neste e em outros eventos", avisa a coordenadora.  

Confira os trabalhos premiados:

1º lugar em Publicidade e Propaganda
Categoria: Comunicação e Cidadania 
Trabalho:  Conselho Municipal do Idoso
Realizado no 5º semestre e orientado pelos professores Antonio Peres, Inês Carvalho, Fernando Signori, José A. Sinclair, Jaime Curcio e Débora Tavares. A equipe é formada pelos alunos Vanessa Magrini, Mariana Ramos, Marcelo Prada,Christian de Oliveira, Francisco Bueno e Fernando Bosco.

1º lugar
Categoria: 
Vinheta de TV  
Criação do aluno Christian de Oliveira, do 8º semestre, orientado pelo prefessor Maurício Santana.

3º lugar:
Categoria:
 Rádio-Jornal
Realizado pelos alunos do 6º semestre de Jornalismo, orientados pelo professor Luiz Antonio Veloso.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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Jornalista critica atuação da mídia na crise

Lucas Claro e Eliara Alves *

Foi realizada no dia 30 de agosto, no anfiteatro do Isca Faculdades, a palestra "Análise da conjuntura política e socioeconômica do Brasil".


O expositor foi o jornalista Altamiro Borges, o Miro, editor da revista Debate Sindical, escritor e coordenador geral do Instituto Grabois (SP).

Miro abordou temas relativos à atual crise política, a mais longa dos últimos 100 anos, comparando a atual administração com governos anteriores. 

Criticou alguns pontos do atual governo, afirmando que "o próprio governo Lula deu brecha para a crise que está ocorrendo. Não é possível fazer uma omelete sem quebrar os ovos". Em contrapartida, elogiou outros, como o relacionamento do Brasil com outros países.

Ao longo da palestra foram levantadas discussões sobre a importância da mídia e também sobre o poder da mesma em casos como o da atual crise. 

Na opinião do palestrante, a mídia está totalmente envolvida, desenvolvendo um papel ditatorial e golpista. "A mídia é um instrumento perverso e corrosivo", disse.

O jornalista destacou ser importante as pessoas reagirem à crise, ressaltando a atuação coletiva da população como uma das formas. 

Miro elogiou iniciativas como a da Associação dos Docentes em conjunto com o Departamento de Ciências Sociais do Isca Faculdades, em promover um debate de idéias que levem as pessoas a se conscientizarem, e a buscarem soluções para problemas como o da política no país.

Segundo uma das organizadoras do evento, a socióloga e professora, Eliana de Gaspari, a palestra foi extremamente útil, já que neste momento, "o mais importante é debater e dialogar".

* Alunos do 2º semestre de Jornalismo

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quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Padre analisa crise política do país


Fernando Garayo *

Com a repercussão do escândalo político que o país vive no momento, a Agência Nova ouviu a opinião do padre Antonio Luis Fernandes. Padre Luis, como é conhecido pelos paroquianos, tem 37 anos, é formado em Filosofia, Teologia e está cursando pós-graduação em Psicodrama.   


Quais são os culpados pela crise política no país?

São vários fatores que levaram ao que estamos presenciando. Quando pensamos em crise política, é sempre bom lembrar que existem os sujeitos, que são seres humanos e podem falhar. Temos a questão do funcionamento de nossa República, a maneira como ele propicia a corrupção, o desvio de verbas e o privilégio a determinados grupos. Hoje, os principais dirigentes do PT, dos partidos da base aliada, são os personagens responsáveis pela crise. Mas não são só eles. Existe a questão da grande dívida que o PT herdou do governo do PSDB, as maracutaias dos governos anteriores, e não podemos esquecer que passamos por 20 anos de ditadura que deixou heranças macabras.

Qual é sua avaliação do governo Lula?

O governo Lula está acima da média, mesmo não concordando com muitas coisas que o governo fez e está fazendo. Ele conseguiu fazer o que o país mais temia: controlar a economia, mantendo-a numa linha crescente, com o PIB aumentando. Acredito que isso foi um ponto positivo. Reconheço que não elegemos Lula para administrar a economia. Ele foi eleito para resolver as questões sociais e, nesse sentido, o governo Lula é abaixo da média. É um governo medíocre, que não tem posturas nem propostas claras. As pessoas que estão no comando dos Ministérios da Educação, Saúde e na Secretaria de Direitos Humanos não conseguem manter projetos sociais claros e com isso o governo se degringolou.

Com o desgaste da classe política, é possível a retomada de governos autoritários?

O risco sempre existe, mas acredito que o contexto atual não é apropriado. Hoje, um golpe militar, ou algo nesse sentido, seria muito ruim. Não sei se existem lideranças, mesmo dentro dos quartéis, com capacidade para isso. O mesmo vale para golpes de esquerda. Veja o ocorreu na Venezuela: o golpe foi dado por uma pessoa dita de esquerda. Sabemos que o presidente Hugo Chaves é uma pessoa desequilibrada, mas ele surgiu de dentro dos quartéis com aspiração de esquerda, e esse risco o Brasil também corre. É muito complicado porque o Brasil possui uma estrutura social em que as coisas não ficam girando simplesmente em torno das questões macro, ao contrário da Venezuela, que a economia gira em torno das empresas petrolíferas. No Brasil, isso não existe. Não temos só petróleo. Temos uma diversificação muito grande na economia.

Como está a atuação da igreja diante desse escândalo? Existem espaços para a discussão da crise?

Sim, fazemos uma discussão muito interessante. Publicamos um texto no jornal fruto de uma reflexão feita com os leigos. Como formador de opinião, tenho dito nas homilias durante as missas. Assim como todo o Brasil foi pego de surpresa, há dentro da igreja muita gente que não quer ouvir nunca mais falar de política, porque o PT era uma última esperança e agora se igualou a todos os partidos. É um grande desserviço à formação política do povo. Para conseguirmos envolver o cidadão numa discussão política, ainda vai demorar um bom tempo.

É provável o impeachment do presidente?

É possível, e se isso ocorrer será uma pena, porque contraria todos os princípios democráticos. Nesse momento, não temos uma estrutura social e política com a capacidade para agüentar um processo de impeachment. Desconfio que poderá chegar a esse ponto, mesmo porque existe, por parte da burguesia e da aristocracia política, um desejo muito grande de vingança contra o PT. E o PT cavou a própria sepultura, porque na oposição fazia de tudo para provocar o impeachment. Agora, está recebendo o troco.
É algo assustador o presidente Lula sofrer o impeachment. O primeiro da linha sucessória é José Alencar, cujo partido está envolvido no escândalo. Aí teríamos o Severino Cavalcanti como presidente e as coisas seriam muito complicadas. Não temos visto demonstração de equilíbrio de sua parte na Presidência da Câmara. É uma pessoa que foge completamente de uma política moderna. É perigosa sua maneira de pensar. Acho que seria uma forma de golpe branco. Não seria um golpe militar no sentido de revolta, mas sim um golpe na democracia colocar um homem como o Severino para governar o Brasil nesse ano e meio que falta.

Qual a alternativa para Lula e o PT?

A crise já passou dos cem dias e o governo não fez nada. A primeira questão básica: punir os culpados, mesmo que se cometam algumas injustiças, porque não há muita clareza de quem é o culpado. Fazer isso diminui um pouco a tensão social e a pressão dos partidos de oposição. Outra questão é que o governo Lula não deveria ficar tão imobilizado como ele está hoje. Temos clareza que o presidente é bom de discurso e não de administração. O que Lula faz são aqueles discursos vazios. Bobagem essa atitude do presidente de ir para pequenas cidades fazer discursos em palanques. É a pior estratégia que o governo poderia ter adotado. Isso só vai contra o governo e na mira da imprensa, que está louca correndo atrás de falhas ou qualquer coisa que envolva o governo. Seria interessante se o PT punisse os culpados internamente e promovesse a mudança na estrutura política, principalmente acabando com a característica de tendências dentro do partido.  Na minha opinião, é a grande falha do PT, que é um monte de partidos dentro de um só. Para o governo, seria bom punir quem tem de ser punido e administrar, o que o governo não fez até agora.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Direito debate qualidade de ensino


Marcelo Grizzo *

A qualidade do ensino no campo jurídico foi tema de palestra e debate na sexta-feira (02.09) no Isca Faculdades. 

O advogado Adilson Gurgel, vice-presidente da OAB do Rio Grande do Norte, 33 anos de profisssão, alertou professores e estudantes do curso de Direito do Isca sobre a importância de se buscar execelência na formação dos futuros profissionais da área.

Gurgel leciona direito há 30 anos, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde obteve seu título de mestre. Atualmente cursa doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
 

Sua experiência profissional e acadêmica inclui os cargos de presidente da Comissão de Ensino Jurídico da UFRN, Avaliador dos Cursos de Direito pelo Ministério da Educação (MEC), presidente da Associação Brasileira do Ensino de Direito (ABED) e também presidente da OAB do Rio Grande do Norte por duas vezes, no biênio 1987/1988 e no triênio 1995/1996/1997.

O palestranta observou que a qualidade de ensino das novas faculdades de direito deve melhorar muito, principalmente levando-se em conta os resultados apresentados nos últimos concursos da OAB.
 

Em contrapartida, defendeu a atuação dessas novas instituições de ensino, dizendo que as mesmas estão buscando melhorias. A maioria, segundo ele, está investindo na atualização de suas bibliotecas e e instalações e procurando contratar professores mais qualificados.

Neste aspecto, defendeu que a expansão das faculdades é muito importante para o país, porque o índice de jovens com o 3° grau é muito baixo, algo em torno de 15% a !8% nas regiões Sudeste e Norte, enquanto no sul do país esse percentual, gira em torno dos 35%. Já nos Estados Unidos o percentual é de 70% e no Japão 80%. "Por isso é preciso que a expansão continue, mas é necessário que a qualidade no ensino esteja presente", afirmou.

Gurgel resssaltou ainda que "hoje em dia a busca de conhecimento passa a ser quase o sentido da vida, o objetivo de levar a homonização à humanização, e todos estão querendo isso, o que é muito".

* Aluno do curso de Jornalismo

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quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Prêmio Vladimir Herzog incluirá estudantes

Leandro Bollis *

Com o objetivo de reverenciar a memória do jornalista torturado e morto nas dependências do Doi-Codi pela ditadura militar em 1975, o XXVII Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog 2005 oferece algumas novidades. Ao contrário das edições anteriores, estudantes de jornalismo também podem ser premiados.

A participação foi individual ou por equipes. Na inscrição individual, foi permitida a participação de estudantes de jornalismo, desde que não ultrapassasse um terço do conjunto, ou seja, cada grupo tinha que possuir jornalistas formados. Nos trabalhos em equipes, as participações de jornalistas formados são obrigatórias. Na apresentação, as equipes podem desenvolver e demonstrar trabalhos de outros segmentos, isto é, de outras formações.

De acordo com Martin Vieira, assessor de imprensa da Câmara de Piracicaba e responsável pelo Sindicato dos Jornalistas na cidade, o prêmio pretende abrir oportunidades para todos que trabalham com jornalismo. "A intenção é divulgar e incrementar o prêmio a cada ano, sendo alcançado por todos, numa amplitude maior da sociedade. Esperamos que os resultados sejam satisfatórios", ressaltou.

O Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos tem abrangência nacional, sendo disputado ainda nas seguintes categorias: artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), fotografia, revista (reportagem), Internet e sites noticiosos , livro-reportagem,  televisão,  rádio (reportagem) e  jornal (reportagem), aberta a todos os jornalistas profissionais brasileiros devidamente registrados no Ministério do Trabalho e Emprego (Mtb) e a estudantes de jornalismo. A realização do prêmio é atribuída a uma Comissão Organizadora constituída pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo; Fenaj; OAB/SP; Vicariato da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, entidades e profissionais de comunicação convidados.

Para a professora do Isca Faculdades, Socorro Veloso, um prêmio como o Herzog, um dos mais importantes do jornalismo brasileiro, ganha com a decisão de abrir espaço aos estudantes. "A história de Vladimir Herzog precisa ser lembrada nas faculdades de jornalismo pela dimensão histórica que sua morte representou. Acredito que a participação de estudantes em iniciativas voltadas para o campo dos direitos humanos, como é o caso deste prêmio, contribui para a formação de profissionais de imprensa mais sensíveis a temas como a desigualdade social, o racismo e os desmandos da classe política, entre outros", afirmou.

A cerimônia de entrega do XXVII Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog será realizada no dia 25 de outubro de 2005, a partir das 19h30, no Parlamento Latino-Americano, localizado à Rua Auro Soares de Moura Andrade, 564 - portão 10, Barra Funda - São Paulo/SP.


* Aluno do 4 ° semestre de jornalismo

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Carros são a atração do 1º Fest Car



Wesley Cordaço *

Com aproximadamente 80 carros expostos entre antigos, esportivos, de arrancada e equipados, o 1º Fest Car, evento de carros modificado, levou ao público de Limeira um pouco do ambiente automobilístico. O evento, ocorrido no último dia 4, teve como atrações principais acrobacias de motos e queima de pneus.

Com objetivo de reunir os amantes do automobilismo, o festival foi o lançamento da prova de arrancada, prevista para novembro. Realizado em frente ao Ginásio de Esporte "Vô Lucato", o evento, organizado pela Associação Automobilística de Limeira e Região (Aure), contou com a participação de aproximadamente 1500 pessoas de toda região.

Segundo Marcos Tank, membro da (AURE), o evento superou as expectativas. "O publico que compareceu não foi apenas de amantes de carros, mas sim aqueles que gostariam de ver grandes exposições em outras cidades e não têm oportunidade", comenta. A festa contou ainda com estandes de veículos e de acessórios

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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terça-feira, 6 de setembro de 2005

Isca lança revista eletrônica TCC On-line

Rodrigo Cezarin *

O Isca Faculdades disponibilizou, pela primeira vez, uma revista eletrônica com os principais Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) desenvolvidos por alunos da instituição. O "TCC On-line" visa ampliar a divulgação e facilitar a consulta do acervo do material disponível na biblioteca da faculdade.

O trabalho teve início com uma pré-seleção efetuada pelos coordenadores de cursos, que apontaram os melhores trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Com base nesse material, a equipe responsável pela revista realizou o trabalho de elaboração, revisão, normalização e digitação.

Segundo Rosemeire Zambini, bibliotecária responsável pela revista, o fato da publicação estar disponível para consulta na Internet aumenta a abrangência do acervo disponível na biblioteca do Isca. "A revista foi organizada por palavras-chaves e indicações bibliográficas dos autores dos trabalhos. Assim, basta digitar o assunto no 'Google' e o internauta chegará ao material que deseja consultar", explica.

Rosemeire destaca a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos da faculdade. "Muitos TCCs já viraram livros, outros foram base de matérias em jornais de grande circulação. Com a revista, os trabalhos não ficam parados na biblioteca e ganham mais divulgação".

A seriedade do trabalho pode ser comprovada pelo número do ISSN, que indica o registro da revista no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e o cumprimento das normas de padronização, além da periodicidade anual.

Novos TCCs - Para os alunos que desejam desenvolver seus trabalhos, a biblioteca possui em seu acervo, além de livros de metodologia, o manual de trabalhos acadêmicos e o guia de referências bibliográficas e citações, desenvolvidos pela bibliotecária e que facilitam o entendimento das normas oficiais da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

* Aluno do 4º Semestre de Jornalismo

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segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Grito dos excluídos protesta contra crise política

Eduardo Zanzirolamo *

O Grito dos Excluídos, movimento ligado à Pastoral social da Igreja Católica, terá neste ano o tema "Brasil, em nossas mãos a mudança!".  A campanha, que tem como objetivo chamar a atenção das autoridades para a causa dos menos privilegiados, deseja mostrar as necessidades dos excluídos e protestar contra a falta de ética na política


A manifestação acontece intencionalmente nos dias 6 e 7 de setembro em todo o território nacional. Em sua 11ª edição, a campanha falará sobre a crise política. Para o padre Marcos José Theodoro, a característica fundamental do Grito é a fala dos próprios excluídos. "Não deve ser o político, nem o religioso ou a liderança sindical", reforça. 

O diácono Reinaldo Braga, da diocese de Formiga-MG, diz que a Igreja tem a vocação de lutar pelos que estão à margem. O manifesto quer explorar a discussão em torno do papel que sociedade deve exercer quanto às mudanças sociais.

* Aluno do 4° semestre de Jornalismo

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Sala de leitura leva cultura à zona rural


Andréia Carolina Avi *

A Escola Municipal de Educação Infantil "Pedacinho do Céu", localizada no Bairro dos Pires, zona rural de Limeira, inaugurou a sala de leitura "Sonho de ler para aprender". O evento ocorreu no domingo, 04 de setembro.

Na abertura do evento, a professora Edilene Cristina Oliveira Bilatto falou sobre a importância da leitura. "A mensagem de um livro é sempre intelectual e pode ser revivida a cada momento", afirmou. A diretora Ivana explicou que há mais de 40 anos o acesso à leitura era muito pouco, mas que hoje esse quadro mudou.

Durante o evento, houve apresentação de dança feita pelos alunos em homenagem ao escritor Monteiro Lobato e a encenação da peça teatral "A Princesa Feiosinha", realizada pelos alunos do 1º e 4º ano. 

Projeto

As idealizadoras do projeto são as alunas do 6º semestre de Pedagogia do Isca Faculdades Dina Dibbern Fischer, Gisele Stahlberg, Magda Patrícia Stahl e Paula Franciane Avi Nespini.

As estagiárias agradeceram à Secretaria Municipal de Educação, que doou os móveis para a sala, aos professores e à Instituição de Ensino, que se preocupam com a formação de qualidade de seus futuros pedagogos.   A professora Vera Lúcia Albertini e o pedreiro Vinícius da Matta foram homenageados pela colaboração no projeto.

O nome da sala de leitura foi sugerido pelo aluno da 4ª série, Weverton Henrique Fernandes da Silva, que diz estar alegre pela escolha. Ele acredita que os alunos irão utilizar muito o local para realizarem pesquisas.

Além de livros e televisão, a sala de leitura possui brinquedos pedagógicos. O projeto contou com doações de empresas, desde os materiais para construção até os livros e brinquedos.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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domingo, 4 de setembro de 2005

III Wheeling atrai bom público em Limeira


Viviane Mendes *

Limeira sediou, no último dia 28, o III Wheeling - Show de Motos Acrobáticas. Segundo Silvio Brito, coordenador do projeto, a prefeitura através da Secretaria de Cultura e Eventos cedeu toda a estrutura, incluindo equipamentos de som, grades de proteção e toda a parte de segurança.


Brito destacou a importância do evento para os jovens, pois o projeto focaliza o lazer e oferece oportunidades para que os motociclistas possam mostrar sua desenvoltura e habilidade. O tema do projeto é: "Pintando sonhos e colhendo idéias".

O representante da equipe Wheeling, Ulisses Andrigo Pequenho, disse que as motocicletas sofrem alterações, ganhando um ferro na parte traseira denominada ralador, pneus próprios para manobras e parte frontal aliviada.

Segundo o motociclista "Ixão", veterano em manobras radicais, a mais difícil é feita apenas com os pneus frontais (conhecida como RL). De acordo com o Ixão, o lugar mais receptivo onde esteve foi Serra Negra, no entanto já se apresentou em vários estados como Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

O espectador Alex José Neves elogiou a iniciativa: "É muito bom, estou gostando muito das apresentações, mas tem muita moto para pouco espaço, acho que poderia haver um espaço mais amplo".

 De acordo com Eduardo Costa Silva, representante da Winner e patrocinador oficial do "Wheeling", o evento abrange também o público regional, sendo grande oportunidade para a divulgação da linha 2006 dos produtos de sua empresa.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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