sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Fibra ótica depende de investimentos altos


Lucas Claro *

A VI Senpel - Semana de Engenharia de Produção Elétrica do Isca Faculdades - recebeu na terça-feira, 28, o palestrante Dr. Fernando Antônio Pinto que abordou o tema: "Fibras Ópticas".

Fernando é licenciado em Física pela USP, mestre em Engenharia Nuclear, também pela USP e doutor em materiais e processos.

Exibindo fotos, Fernando mostrou o desenvolvimento da fibra óptica no Brasil, que ocorreu na década de 70. Hoje, o material é usado em diversos setores, principalmente nas telecomunicações. "A fibra óptica é o sistema mais perfeito em telecomunicações. E o mais rápido. Um problema que pode ocorrer hoje no Japão é conhecido hoje aqui no Brasil".

Atualmente, os Estados Unidos é o país com maior desenvolvimento da fibra óptica. Segundo o palestrante, os norte-americanos vêm investindo a muito tempo na fabricação e colocação de fibras ópticas em todo seu território, com altas tecnologias e grandes investimentos.

Para ele, o Brasil pode ter um grande avanço no setor, como os Estados Unidos. "Temos pesquisadores, engenheiros, fábricas de fibras e cabos ópticos. É só fazer o investimento para que todo o país tenha fibra óptica", disse. 

A palestra abriu espaço para perguntas da platéia, que levantou várias questões sobre o tema, indo desde danos ao meio ambiente, que segundo o palestrante não há, até aspectos da qualidade da fibra óptica nos diversos setores utilizados.

Para Fernando Pinto, os investimentos são a maior dificuldade enfrentada para o desenvolvimento da fibra óptica no Brasil.  "O investimento é muito alto. É preciso que se tenha um investimento forte do governo para possibilitar a compra de materiais, equipamentos e formação pessoal".

* Aluno do 2º semestre de Jornalismo