segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Isca implanta curso de Educação Infantil

Fernado Garayo *

Levando em conta a carência de cursos para a formação de professores, o Isca Faculdades esta implantando o Curso Normal Superior, com habilitação em Educação Infantil. A proposta visa formar profissionais que tenham consciência da profissão e da importância do seu papel na atualidade.

O coordenador do curso de Pedagogia, professor Paulo Bretones, destaca a importância de uma escola comprometida com a aprendizagem do aluno, observando que é preciso enfrentar os desafios de fazer formação de professores com qualidade. ?Por formação profissional, entende-se a preparação voltada para o atendimento das demandas de um exercício profissional específico que não seja uma formação genérica e exclusivamente acadêmica?, afirma.

O profissional a ser formado pelo novo curso será preparado para atuar nas séries iniciais do Ensino Fundamental e, segundo Bretones, deve ser um educador competente, crítico, ativo, ético e comprometido com as tarefas da docência.

O professor, segundo Bretones, deverá receber conhecimentos da cultura geral e profissional, sobre crianças, jovens e adultos, a dimensão cultural, social, política e econômica da educação. ?A articulação destes conhecimentos possibilitará a compreensão da ação educativa como um todo?, salienta.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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Leia na íntegra artigo sobre Vlado

Rodrigo Guidi *

Filho único de um casal judeu da Iugoslávia, Vlado conhece muito cedo um regime ditatorial. Foge com seus pais para a Itália, onde ganha o nome de Mário e aprende o italiano para não despertar a suspeita nazista. Zigmund, seu pai, não consegue aprender o idioma e passa por mudo para salvar a vida de sua família. Os ditadores calam o primeiro Herzog.

Vlado chega ao Brasil ainda criança e muda mais uma vez seu nome. Passa a ser Vladimir, que soa um pouco mais brasileiro.

Apaixonado por Sartre e por cinema, estuda Filosofia na USP (talvez Vlado quisesse tentar entender o ser humano). Ainda na faculdade começa sua brilhante, porém curta carreira de jornalista.

Conhece Clarice, com quem se casa e muda-se para a Inglaterra, onde nascem seus dois filhos. Foge novamente, desta vez dos ditadores brasileiros. Lá conhece o telejornalismo e o jornalismo público da BBC; faz curso sobre cinema, sua paixão, e descobre, em Roma, dois dias antes de voltar, que a censura no Brasil está ainda mais forte.

De volta ao país, trabalha na revista Visão. Vlado enxerga longe, sempre enxergou e não demora a pedir ao amigo Rodolfo Konder para ingressar no partido comunista. Vlado odiava a idéia da luta armada contra o regime militar, mas defende que os jornalistas não podem ficar passivos diante dos abusos e do cerceamento da liberdade de expressão, promovidos pelos militares. Vlado é uma pessoa democrata, incapaz de viver sob um regime ditatorial, assim diz sua origem, assim diz Clarice.

Em julho de 1975, Vlado assume a direção de telejornalismo da TV Cultura e então começam as denúncias de infiltração comunista na emissora, numa campanha desumana e cheia de inverdades, alimentada por um jornalista e por políticos do partido do governo.

"Quando dois elefantes brigam, quem sai perdendo é a grama". O provérbio indiano lembrado por Rodolfo Konder retrata bem a situação da época. De um lado o presidente Geisel e os que defendem uma abertura "lenta, segura e gradual"; do outro os chamados duros, que controlam o aparelho de repressão e querem a manutenção da ditadura militar. No meio disso tudo, os jornalistas, fazendo o papel de grama.

Tem início a chamada Operação Jacarta, desencadeada no começo de outubro de 1975 para prender os "subversivos". Alguns colegas de Vlado como Rodolfo Konder, George Duque Estrada e Paulo Markun já estavam presos quando ele se apresenta espontaneamente no DOI-CODI, na manhã do sábado, dia 25.

O jornalista é interrogado pelo capitão Ramiro, depois começa a sessão de pancadas e por último uma boa dose de "pimentinha", engenhoca inventada pelos militares para aplicar choques elétricos nos presos. Vlado não se entrega. Os militares se excedem.

Vlado está morto. Segundo a nota oficial do II Exército, cometera suicídio com uma tira de pano de seu macacão. Segundo a nota do Sindicato dos Jornalistas, uma morte a ser esclarecida e a denúncia dos abusos e arbitrariedades cometidos pelo II Exército.

Os ditadores calam o segundo Herzog, mas não calam os jornalistas, os estudantes, a Igreja e o povo brasileiro. Oito mil pessoas se reúnem na Catedral da Sé, em São Paulo, para um culto ecumênico em memória de Vladimir Herzog. Os militares tentam, sem sucesso, abafar o evento, marco na luta pela democracia no país.

Vladimir Herzog vira mito e hoje, 30 anos depois, faz falta ao jornalismo brasileiro, que carece de pessoas visionárias, engajadas e com a real noção de sua responsabilidade perante a opinião pública e a profissão que escolheram.


* Aluno do 8º semestre de Jornalismo

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quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Publicidade lança campanha de conscientização


Marcelo Grizzo *

A Agência Experimental de Publicidade e Propaganda do Isca Faculdades lançará a campanha "ConscientIsca", durante a Semana de Comunicação, que ocorrerá de 7 a 11 de novembro. 

O projeto incentivará a consciência social dos alunos da instituição. São hábitos simples que melhoram o ambiente do campus, como o uso correto do banheiro com higiene sem causar constrangimento a outros alunos e a redução no desperdício de papel.  

A campanha foi idealizada e será coordenada pelos professores Jaime Cúrcio e Sinclair Piedade. A parte de planejamento, criação e produção está a cargos dos alunos do 4º semestre do curso de Publicidade Ademilson Gonçalves, Maurício Zanetti e Leonardo Zandoval. "Com pequenos atos, poderemos resolver vários problemas que serão de grande valia para todos os alunos e também para a instituição", enfatizou Ademilson. 

Segundo professor Jaime, o comportamento do aluno deve ser de um cidadão consciente. "Com isso, pode-se diminuir gastos de energia elétrica, apagando as luzes quando não estiver utilizando a classe, desligando computadores e outros aparelhos eletrônicos. O objetivo é integrar alunos, funcionários e professores", diz. 

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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Entidade auxilia portadores de Mal de Alzheimer



Joyce Galdino *

A ABRAz - Associação Brasileira de Alzheimer e doenças similares - é uma entidade sem fins lucrativos, formada por profissionais da área de saúde e familiares de portadores da doença de Alzheimer, que busca transmitir informações sobre o diagnóstico e tratamento da doença.


Claudia Suemoto Zoriki, coordenadora cientifica da entidade em Limeira, afirma que  a intenção é ajudar as pessoas a entenderem  melhor a doença, favorecendo assim o encaminhamento dos  pacientes e uma qualidade de vida mais digna tanto para o portador como para sua família. "Tanto pessoa doente como o seu cuidador ficam estressados", diz Cláudia. 

As atividades da entidade contam com reuniões mensais, grupos de apoio e atendimento pessoal à família. Os trabalhos são divulgados com a produção de boletins informativos e do site na internet. 

Efeitos da doença podem ser reduzidos 

A demência do tipo Alzheimer é neurodegenerativa, progressiva e irreversível para a qual não existe ainda prevenção e poucas são as alternativas de tratamento farmacológico.

Quanto mais cedo for iniciado um tratamento e acompanhamento médico, mais pode ser feito por seu portador, já que é hoje possível reduzir significativamente a progressão da doença na maioria dos casos. 

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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Aluno de Jornalismo é premiado no Vladimir Herzog



Rafael Sereno *

O aluno do 8º semestre de Jornalismo Rodrigo de Proença Guidi recebeu nesta terça, 25, a Menção Honrosa na categoria Novos Talentos do XXVII Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, por seu artigo "Nasceu Vlado, foi Mário, morreu Vladimir e virou mito".

A solenidade promovida pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo ocorreu no Parlamento Latino-Americano, em São Paulo, na data em que foi celebrado o trigésimo aniversário da morte do ex-diretor de Jornalismo da TV Cultura, torturado e assassinato pelo Doi-Codi. O episódio virou símbolo da repressão militar e marcou o início da abertura à redemocratização no país.

Foi a primeira vez que estudantes de Jornalismo puderam participar. Para Rodrigo, o prêmio é um grande reconhecimento para a carreira: "Não é só meu, mas de todos os alunos do curso". 

Para a coordenadora de Comunicação Social, Adriana Pessate Azzolino, o prêmio do aluno é o sucesso de uma equipe: "O resultado de um trabalho premiado é fruto do empenho e do esforço da equipe que compõe o curso, por exemplo, professores e outros fatores como instalações e informações que circulam no meio acadêmico".

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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terça-feira, 25 de outubro de 2005

Piracicaba inicia campanha de verão contra dengue


Rodrigo Costa de Souza *

A chegada do verão e dos períodos de chuva mobiliza órgãos públicos no combate à dengue. 

Segundo Maria Cristina Ortiz, coordenadora do Centro Municipal de Controle de Zoonoses da cidade, o trabalho de combate à dengue é realizado durante o ano todo, mas é intensificado com a aproximação das chuvas. 

De acordo com a coordenadora, a conscientização é feita por cinco equipes de dez pessoas que passam de casa em casa informando a população sobre os riscos e métodos de prevenção da doença. 

O objetivo da campanha é mobilizar as pessoas por meio da informação. "Assim promovemos o envolvimento da sociedade na manutenção do ambiente doméstico livre dos criadouros do mosquito transmissor", diz Ortiz. 

Ela ressalta que um problema grave no combate do mosquito Aedes Aegypti se deve a sua reprodução. O processo ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas de pouca luz como ensolaradas, como caixas d'água, tambores, vasos de plantas, cisternas, garrafas, latas, pneus e outros, onde a água da chuva fica retida.

Saiba mais sobre a doença

São conhecidos quatro sorotipos da doença: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três.  

Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. 

A dengue clássica apresenta-se geralmente com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, perda do apetite, náuseas e vômitos, tontura, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente mata.  

A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, onde o quadro clínico da pessoa infectada se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo ocorrer sangramento e levar a pessoa à morte em até 24 horas.  

A pessoa contaminada deve fazer reidratação oral, repondo assim os líquidos perdidos, fazer uma manutenção da atividade sangüínea, se manter em repouso e somente utilizar os medicamentos prescritos pelo médico, para aliviar os sintomas. 

Segundo Fernanda Soares, do Serviço de Informação à População (SIP) de Piracicaba, a campanha da dengue neste ano será divulgada nas rádios, em panfletos distribuídos para  população e dos agentes de saúde. 

Fernanda diz que a elaboração de programas preventivos deve ser permanente, uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível, a curto prazo. 
  

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Bazar beneficente arrecada fundos à instituição


Andréia Carolina Avi *

O Nosso Lar - Serviço de Assistência à Criança - localizado na rua Alferes Franco, número 1236,  realizará nos próximos dias 26 e 27 de outubro, das 13h30 às 19 horas, o "IX Café e Amizade", um bazar beneficente elaborado pelo GRUPA (Grupo de Apoio à Diretoria).

Segundo a auxiliar de escritório da instituição, Gessy Ulbricht Pérsico, o GRUPA é composto por cerca de 30 voluntárias que realizam todo o trabalho. "Nos últimos anos, muitas pessoas entraram no grupo de voluntárias e começaram a ajudar", disse.

Por ser trabalhoso e exigir tempo para sua elaboração, este será o último bazar deste ano. Gessy explica que o evento é realizado há 20 anos e foi passando de diretoria para diretoria.
 

O objetivo é arrecadar fundos para ajudar na parte financeira da instituição, como as despesas das crianças e dos funcionários.
 

Para Gessy, a divulgação e a participação das pessoas é importante. "Desta vez, o bazar será realizado em dois dias, devido às reclamações das pessoas que muitas vezes não podem comparecer no dia previsto, já que antigamente o bazar era realizado em um dia apenas", explica.

A elaboração, produção e venda dos artesanatos são realizadas pelas próprias voluntárias, que disponibilizam aos visitantes uma mesa com salgados e doces gratuitos.
 

Dentre os artesanatos produzidos estão guardanapos, jogos para mesa e cama e tapetes. Nesta edição, a novidade será a venda de artigos de Natal, com a aproximação da data. "As voluntárias trabalham espontaneamente e não visam lucro. Elas possuem criatividade e vontade de ajudar", finaliza Gessy.  
 

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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Referendo: o que acontece com a vitória do Não?



Leandro Bollis *

Com a aprovação rejeitada no referendo sobre a comercialização de armas de fogo e munição no Brasil, onde os eleitores votaram sim ou não quanto à proibição, a vitória do "Não" trouxe uma nova dúvida aos brasileiros: o que acontece a partir de agora com este resultado? A resposta é simples, isto é, nada muda. Fica mantida a possibilidade de compra de arma e munição em lojas nos casos previstos no estatuto.

O comércio de armas e munição continua permitido, mas é necessário preencher as exigências previstas em lei para ter o registro de arma. As armas continuarão vendidas em lojas e nas fábricas. Porém, quem já tem arma e munições, legalmente registradas, pode mantê-las em casa ou no trabalho (se for o dono do estabelecimento). Os registros de armas expedidos até dezembro de 2003 deverão ser renovados até dezembro de 2006.

O referendo é uma consulta popular feita depois da aprovação de uma lei, instituído pela Constituição Federal de 1988, junto com outras duas formas de manifestação da população: plebiscito (consulta antes de determinada lei ser constituída) e iniciativa popular (apresentação de projeto de lei com assinatura de pelo menos 1% do eleitorado nacional).

O artigo 35 do Estatuto do Desarmamento diz que a lei começa a vigorar com a publicação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Diário da Justiça. O resultado deve ser divulgado na segunda (dia 24) e publicado na terça (dia 25).

Com a vitória do ''não'', o comércio de armas continua permitido, mas com as restrições que já estão em vigor. Quem quiser comprar arma terá de preencher requisitos como ter mais de 25 anos, declarar efetiva necessidade, provar ocupação lícita, residência certa, ausência de antecedentes criminais, capacidade técnica e aptidão psicológica para manusear a arma.

Confira o resultado do referendo na região:

Americana:
Não: 73.524  (61,12%)
Sim: 46.767  (38,88%)

Limeira:
Não: 96.965 (68,67%)
Sim: 44.246 (31,33%)

Piracicaba:
Não: 122.372  (64,72%)
Sim: 66.710  (35,28%)

Santa Bárbara d´Oeste:
Não: 51.976  (55,21%)
Sim: 42.172  (44,79%)

Enquete Nova

Ao contrário da decisão tomada pela maioria no país, os internautas que acessaram e participaram da enquete simulada do referendo aprovariam a proibição da venda de armas. A opção "sim" venceu com 91,3% da preferência, enquanto o "não" teve 8,7% dos votos. 

* 4º semestre de Jornalismo

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sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Isca investe em educação à distância



Viviane Mendes *

Visando atender o Ministério da Educação no que se refere ao compromisso social e a incorporação de meios educacionais inovadores, o Isca Faculdades proporciona acesso, através do uso de Ambiente Virtual, a uma maior proximidade entre aluno e professor.

De acordo com Sandra Maria Crippa, pesquisadora de Ambientes Gerenciadores de EAD (Ensino a Distância) e responsável pelo projeto e implantação do EAD no Isca Faculdades, o objetivo do projeto na instituição é flexibilizar o acesso às informações, independente de espaço físico e de horário pré-estabelecido.

O projeto de "ensino a distância" é voltado para alunos dos cursos de graduaçãos que necessitam realizar dependências e adaptações, em especial aqueles que fazem turno no trabalho ou residem em outras cidades, incluindo acesso ao conteúdo das disciplinas presenciais, registradas no ambiente.

Sandra explica que os cursos online tanto para empresas como para instituições de ensino são uma maneira econômica, cômoda e moderna de se aprimorar. Os instrumentos oferecem acesso às disciplinas via Internet 24 horas por dia, sete dias por semana, fazendo com que os alunos concluam seus respectivos cursos, sem pendências após a sua formação.

A pesquisadora ressalta que a expectativa do Isca para o próximo ano é oferecer de 20% da grade curricular em regime semipresencial do curso de Publicidade e Propaganda.

Para se inscrever no curso online, em dependências e adaptações, o aluno deve comparecer na Secretaria do campus, no início de cada semestre e realizar a matrícula. O aluno matriculado é cadastrado e recebe um login e uma senha. Para que a dependência seja realizada é necessário um mínimo de dez alunos.
  
Em disciplinas que utilizam o Ambiente Virtual Teleduc como apoio ao ensino presencial, o aluno deve realizar sua inscrição e aguardar a confirmação, realizada pelo professor. Caso o aluno já tenha realizado cadastro em outra disciplina, poderá reaproveitar os dados. Para mais informações, o telefone é 3404-4731 e o contato com Sandra ou Thomaz.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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Vlado: o primeiro grito para a democracia


Gisele Franchini *

No próximo dia 25 de outubro, manifestações em diversos pontos do país homenagearão um dos grandes jornalistas brasileiros: Vladimir Herzog. 

O jornalista, que se apresentou às autoridades para prestar esclarecimentos sobre suas ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro) foi assassinado, após ser violentamente torturado no DOI/CODI (Destacamento de Operações de Informações/ Centro de Operações de Defesa Interna), órgão da repressão política do regime militar, em 1975.

Na versão oficial da época, desmentida posteriormente por testemunhas também presas na mesma época, Herzog teria se enforcado com o cinto do macacão do presídio.

No dia 31 de outubro daquele ano, foi realizado um culto ecumênico em memória do jornalista na Catedral da Sé, do qual participaram cerca de oito mil pessoas, num protesto silencioso contra o regime. Foi o ponto de partida da luta contra a ditadura militar e Vlado se transformou numa referência também para a busca de uma sociedade de paz.

O grito silencioso pela democracia

Que jornalista foi Vladimir Herzog e o que ele representou para a história da imprensa e da política brasileira? É com o objetivo de destacar estes dois fatos que os alunos do 8º semestre de jornalismo do Isca Faculdades, Rodrigo de Proença Guidi, 32, e Rafael Henrique dos Santos, 23, estão preparando um programa de rádio para seus trabalhos de conclusão de curso.

Os alunos tiveram como proposta inicial a liberdade de imprensa e começaram a pesquisar e contar a história de Vlado para resgatar esses acontecimentos que marcaram um período crítico do país.

O objetivo é de, com o programa, conscientizar sobre a importância da existência do jornalista e de que sua morte não foi em vão. Na opinião dos alunos, sua morte foi o ponto de partida para o inicio da democracia no país. "Foi a partir da morte do Vlado que cresceram os movimentos no país para a queda do regime militar", afirma Rodrigo Guidi.

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog

Três anos após a morte do jornalista, foi realizado o I Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog, como símbolo dos jornalistas e de vários setores da sociedade brasileira na luta pelos direitos humanos e pela democracia no país.

Neste ano, a 27ª edição proporcionará o reencontro de toda uma geração que se organizou na defesa dos direitos humanos, liberdade de expressão e outros valores que, na década de 70, atuaram juntos na resistência da ditadura militar.

Veja as datas dos principais eventos que ocorrerão:

- 21 a 23/10 - Fórum Coral Mundial pela Paz e Direitos Humanos
- 22/10 - Inauguração da Exposição ?Vlado, 30 anos? (celas do Deops e Estação Pinacoteca)
- 23/10 - Abraço do Coral de Cantores em torno da Catedral da Sé
- 24/10 - Inauguração da Sala Vladimir Herzog da Associação dos Cronistas Políticos, na Assembléia Legislativa de São Paulo
- 25/10 - Sessão Solene em homenagem a Vladimir Herzog no Senado Federal
- 25/10 - Mesa-Redonda sobre Vladimir Herzog, no Auditório da Faculdade de Histórias da USP
- 25/10 - Cerimônia de entrega do XXVII Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog
- 27/10 - Homenagem a Vladimir Herzog e Tim Lopes, na sessão de abertura do 1º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo na PUC/RJ

Mais informações sobre os eventos podem sem obtidos no site do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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segunda-feira, 10 de outubro de 2005

O referendo da razão contra a sensibilidade

Rafael Sereno *

O referendo do próximo dia 23 decidirá o futuro da venda de armas de fogo e munição no país. Após uma semana de propaganda na TV e no rádio, a questão proposta aos brasileiros gera divisões de opiniões numa saraivada de confrontos estatísticos exibidos pelas duas frentes parlamentares.

A proposta já foi debatida e aprovada no Congresso ainda em 2003, mas não foi validada devido à consulta popular prevista dentro do Estatuto do Desarmamento. Nossos parlamentares já decidiram. Caberá ao brasileiro aceitar ou não.

Durante esta primeira semana de debates, foi possível identificar uma polarização contrastante entre o exercício da razão e o apelo à sensibilidade. 

Pelo lado do 'sim', a associação do desarmamento à paz foi ressaltada de forma contínua, embasada pela presença de artistas de grande peso popular e pelas imagens chocantes de mortes por armas de fogo.

Pelo lado do 'não', o direito do indivíduo de decidir sobre a necessidade de se ter ou não uma arma foi amplamente difundido, embasado por situações de pessoas que precisam da arma para sua legítima defesa.

Os dois lados apresentaram dados estatísticos diversos. Os dois lados deixam perguntas em aberto. Será que o eleitor consegue decodificar e entender as informações?

Apelo à sensibilidade

Definir o valor de um objeto é uma questão altamente subjetiva. Um passo preciso nesta direção pode estar na análise de sua finalidade. Para que serve uma arma de fogo? Dentre as várias respostas, podemos encontrar um lugar-comum: a defesa. 

É da natureza humana o sentimento de auto-defesa ante uma ameaça. Como ferramenta, a arma pode oferecer resistência mediante um preço: o risco de morte. 

É contra esse risco que a campanha do "Sim" fortalece sua idéia, exibindo casos trágicos de morte com forte cunho domiciliar. Ninguém, em sã consciência, gostaria de ver uma tragédia acontecer em casa, ou ter um parente ou conhecido morto por um disparo acidental. 

No entanto, fincar o desarmamento neste argumento é pensar de forma isolada e ignorar a coletividade. Os casos de morte por acidentes domésticos chegam a 5% da totalidade dos casos envolvendo armas de fogo. 

Posso até eu ser o próximo. Ou você, caro leitor. Mas se estendermos a discussão, poderíamos pensar em proibir os veículos para amenizar as mortes no trânsito, já que são instrumentos que matam se usados inadequadamente, como as armas. 

Da mesma forma, ninguém gostaria de ver também um parente morto num acidente de trânsito. Não existe nenhuma campanha para proibir o uso de veículos no país. Pior: não há política pública voltada para a educação no trânsito, que deveria começar na infância.

Portanto, direcionar a campanha para esta análise é apelar para o lado emotivo do brasileiro (que possui, historicamente, características pacíficas). 

Não existe relação nenhuma entre o desarmamento e a paz. Estabelecer comparações com países em que o desarmamento deu certo, como Austrália, Japão e Inglaterra, é um descalabro. São sociedades e culturas bem diferentes do Brasil. Eles não têm os abismos educacionais, econômicos e sociais que temos.

Uma sociedade sem armas é um ideal pacifista que deve ser perseguido, mas que exige pressupostos básicos para tal.

Exercício da razão

A violência possui raízes nas desigualdades sociais. No Brasil, a marginalização de classes é revelada pela nossa história. Um exemplo: a abolição dos escravos fechou um terrível ciclo, mas abriu outro. Não se pensou em como incluir o negro livre na sociedade do século 19. O resultado foi um aumento considerável de mendigos nos grandes centros urbanos e uma marginalização sem precedentes.

Obviamente, é apenas um exemplo de como uma sociedade ajuda a produzir sua própria violência. Para se combatê-la, não seria um plano mágico, como o desarmamento, que iria amenizá-la. A venda de armas continuará ilicitamente, agora abastecida pelo submundo do mercado negro. É como os entorpecentes: proibidos, mas fáceis de se encontrar em qualquer festa noturna para jovens.

A fiscalização seria outro problema. Como o governo irá fiscalizar o cidadão? Haverão policiais para fazê-lo, considerando a insuficiência latente que há para a proteção do cidadão, já prevista na Constituição? A arma em poder do cidadão só virá a ser descoberta após alguma ocorrência. Ou seja: depois do disparo, prevenção zero.

O desarmamento facilitará a ação dos bandidos. Com o cidadão desarmado, é presumível afirmar que os assaltos à mão-armada devem aumentar assustadoramente. Pode até não acontecer mortes, mas não elimina o risco de um disparo, que estará em poder do criminoso, nem tirará a sensação de medo e insegurança tão presente nos dias de hoje.

Combater a violência significa agir preventiva e corretivamente. Não se vê artistas de TV em campanha para os baixos investimentos em educação. Violência diminui-se em longo prazo com investimentos maciços no sistema educacional. Nota zero para a maioria de nossos políticos que não procuram o consenso em torno de uma agenda comum para este grave déficit social.

Se a solução é agir com correção, o treinamento e o aparelhamento eficaz do Estado é fundamental para a diminuição da violência. Dois episódios recentes apontam o buraco da ineficiência de nossos vigilantes: o policial assassinando uma pessoa desarmada numa rodovia paulista e os inacreditáveis roubos de dinheiro e entorpecentes dentro de um posto da Polícia Federal, com suspeitas recaindo para a própria polícia.

Epílogo

Não precisamos de armas numa sociedade. O desarmamento é um passo preciso. Mas não o primeiro. Deve ser o último, conforme avanços de políticas públicas racionais que devem ser iniciadas já, com vistas a longo prazo. A violência tem causas bem distintas de um simples porte de arma.

Desarmar é uma ótima idéia. O momento de fazê-lo é impróprio.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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sábado, 8 de outubro de 2005

Encontro avalia desafios do ensino de Jornalismo

Rodrigo Costa de Souza *

O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) promoveu nos dias 01 e 02 de outubro, na Universidade de Sorocaba (Uniso), o primeiro encontro paulista de professores da área.

O encontro teve como objetivo discutir a situação do Jornalismo no ensino superior brasileiro e a integração dos professores em torno de questões específicas da área. A iniciativa também possibilitou a troca de experiências entre os participantes.

A professora Socorro Veloso, do Isca Faculdades, coordenou grupo de trabalho sobre jornal laboratório. Em sua opinião, "o evento foi um acontecimento histórico, porque pela primeira vez os professores paulistas de jornalismo se reuniram para discutir questões relacionadas ao seu trabalho"

No grupo de trabalho de jornal laboratório, segundo Socorro, foram apresentados oito trabalhos, relatando experiências de jornais e revistas desenvolvidos em diversos cursos do estado. "Ficou claro que o principal desafio do professor é motivar o aluno para produzir um jornal ou uma revista", avalia a docemte.

Socorro ainda ressaltou que "outro desafio do professor é conseguir incentivar o aluno, superando assim a dificuldade de decifrar a linguagem, quebrar paradigmas, e propor novos estilos tanto de texto quanto de diagramação na produção desses jornais e revistas".

No 1º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo também foram debatidos a luta pela valorização do Jornalismo, as dificuldades do mercado para absorver a grande quantidade de profissionais formados todos os anos e a Reforma da Educação Superior.

De acordo com Daniella Rubbo professora de Produção Gráfica do Isca Faculdades, "o evento teve grande importância por consolidar o Fórum Nacional de Jornalismo". Em sua visão, outro ponto importante é que no estado de São Paulo se concentram 25% dos estudantes de jornalismo do Brasil.
 

Daniella, que expôs a experiência de produção do jornal laboratório
 Em Foco, do Isca,  atribuiu grande importância à presença de um grupo representativo de professores da instituição no evento.

Também participaram do encontro a professora Rosemary Bars, que coordenou o grupo de Agência de Notícias; o professor Paulo Roberto Botão, que apresentou trabalho sobre a agência
 Nova; a professora Márcia Eliane Rosa, que coordenou o grupo de Projetos Experimentais, e o professor Luiz Veloso.

O professor Paulo Roberto Botão também assumiu a coordenação de um grupo que irá propor alterações nos instrumentos de avaliação de cursos usados pelo MEC para a área de Jornalismo.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Treinamento mobiliza estudantes

Samira Moura *

Com o objetivo de preparar a comunidade escolar para agir em situações de emergência, o Isca Faculdades realizou nos dias 05 e 06 de outubro um exercício de evacuação de prédio.

A atividade integrou a VII Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT), realizada de 03 a 07 de outubro. Os funcionários foram treinados para orientar os alunos em situações de emergência.

Segundo a assistente social Heloísa Helena Sampaio Soler, do Isca Faculdades, o exercício de evacuação é uma exigência do MEC e requer a participação dos funcionários, estagiários, terceiros, alunos e visitantes.

No dia 05 de outubro participaram do treinamento os alunos do Colégio COC Acadêmico e os universitários do curso de Direito (diurno) do Isca Faculdades. No dia 06 de outubro foi a vez de todos os estudantes do período noturno.
 

Antes de participar da simulação, os alunos receberam um material de divulgação com as recomendações necessárias para a ação de evacuação.
 

Seguindo as normas, ao toque da sirene os alunos saíram das salas, acompanhando as placas de sinalização. Fecharam as janelas, apagaram luzes e desligaram os ventiladores, dirigindo-se aos locais de acesso determinados previamente pela equipe de prevenção para que não houvesse confronto.

Os deficientes físicos, idosos, gestantes e pessoas com mal súbito tiveram prioridades, utilizando a rampa de locomoção.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Professores pré-avaliam projetos experimentais


Andréia Carolina Avi *

Aconteceu no último dia 30 de setembro, 6ª feira, a pré-avaliação dos trabalhos de conclusão de curso dos alunos de jornalismo no Isca Faculdades.


A banca foi composta pelos professores Rosemary Bars Mendez, Maria do Socorro Furtado Veloso, Paulo Roberto Botão, Luiz Antônio Veloso Siqueira e Rogério Eduardo Rodrigues Bazi.

Segundo o professor Rogério, a finalidade da pré-banca é verificar se os projetos estão em uma linha adequada de orientação e também de levantamento bibliográfico.
 

Oito grupos se apresentaram e os temas abordados foram livro reportagem, programa de rádio, televisão, vídeo reportagem, monografia, jornal impresso e projetos de assessoria de imprensa.
 

Para Rogério, os trabalhos estão muito bem encaminhados este ano. "Eles tiveram notas consideravelmente altas e nós diagnosticamos que nesse ritmo, em que os trabalho estão sendo desenvolvidos, teremos excelentes projetos no fim do ano", disse.

O professor explica que neste momento os trabalhos estão entre 50 a 60% prontos, por isso não se tem uma visão total. "Esperamos que os alunos sejam mais críticos neste momento do trabalho e tenham calma e firmeza para revisarem o que apresentaram com muita qualidade".

Os trabalhos serão apresentados para a avaliação final nos dias 1, 2, 5, 6 e 7 de dezembro, tendo início às 19 horas. Cerca de três trabalhos serão apresentados por dia.

Novidades

Neste ano a banca contou com duas novidades, a principal aconteceu na pré-banca, na qual os professores tiveram a responsabilidade de dar uma nota aos trabalhos expostos. 

Essa nota será adicionada com a nota  da banca final e dividida por dois, sendo o resultado a nota final do projeto. "Na nossa visão, essa alteração foi muito benéfica porque os alunos se dedicaram bastante nesta primeira parte para tentarem uma nota maior no final", explica.

A outra novidade foi a possibilidade do aluno, juntamente com o orientador, convidar profissionais que atuam no mercado ou professores que lecionam em outras faculdades para compor a banca da avaliação final, que além deste profissional contará com a presença do professor orientador e um professor do curso de jornalismo. Essa decisão cabe aos dois envolvidos, que decidirão se será válido ou não.  

* Aluna do 4° semestre de Jornalismo 

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quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Engenharia apresenta feira tecnológica

Lucas Claro *

A Semana de Engenharia de Produção Elétrica do Isca Faculdades, realizada entre os dias 26 e 30 de setembro, contou com uma novidade nesta sua sexta edição:  "A Feira de Máquinas e Equipamentos Tecnológicos".

A exposição, realizada no segundo dia da semana, teve a participação de diversas empresas e pôde dar um conhecimento prático para os alunos do curso. 

Segundo um dos organizadores da Feira, o estudante Evandro de Oliveira, do 3º ano de engenharia, o evento foi de grande importância e mostrou novidades no setor de equipamentos tecnológicos. "A feira foi muito válida, mostrou o avanço tecnológico e as inovações do setor. Isso serve de exemplo para outras faculdades", avalia.

A mesma opinião tem o estudante Nivaldo Pinto, para quem o mais importante foi a presença de empresas fortes no mercado atual.

Nivaldo pretende no próximo ano organizar, junto com outros alunos de engenharia,  um evento maior. "Para o ano que vem pretendemos aumentar os expositores, e assim, ganhar maior reconhecimento para a Semana de Engenharia e para o Isca Faculdades".

Segundo o coordenador do curso de Engenharia de Produção Elétrica Ronald Antonio Avelar Flores a Semana de Engenharia é importante para os alunos terem um conhecimento real da área. "Esta semana é para analisar, estudar o que é o curso, questionar, saber realmente o que é engenharia de produção elétrica e aquilo que irão trabalhar no futuro", diz.

* Aluno do 2º semestre de Jornalismo

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Militância Social é destaque na Semana de Estudos

Gisele Franchini *

Os alunos do curso de Ciências Sociais, em parceria com a coordenadoria do Isca Faculdades, estão promovendo entre os dias 3 e 7 de outubro a Semana de Estudos de Ciências Sociais.

No primeiro dia do evento, o tema central foi o movimento social, ministrado pelo professor de História da rede Estadual e presidente da Associação Terra Boa de Assentamento Rural de Araras, Elvio Aparecido Motta.

O palestrante iniciou seu bate-papo ressaltando a importância das Universidades terem a iniciativa de promoverem encontros para se discutir os fenômenos dos movimentos sociais, que geram a interação com grupos de jovens e possibilitam o crescimento pessoal, cultural e profissional. "O movimento social carece de muita gente, muitos ombros, braços e muitas mentes", disse.

Elvio fez uma reflexão sobre a necessidade de sensibilizar futuros profissionais para a prática de movimentos junto às comunidades num país onde quem "dá as cartas" é a burguesia. Reforçou também sua idéia de que o Brasil é um país que precisa fazer sua revolução e esta tem que "sair do povo e ser autêntica das aspirações das pessoas que constroem esse país".

A ascensão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual crise política brasileira também foram lembradas dentro do contexto da palestra: "Lula não ganhou a eleição com o dinheiro da militância por que essa nunca teve dinheiro. Nós trocamos a nossa capacidade de fazer campanha pela inteligência do Duda Mendonça", comentou.

O coordenador do curso de Ciências Sociais, professor Vladimir Cardoso de Oliveira, também destacou a importância dos alunos estarem fazendo essas discussões constantemente para compreenderem o comportamento e a evolução da ideologia dos movimentos sociais. "A Sociologia é uma ciência que procura observar todo o comportamento humano dentro do espaço social e essa discussão é essencial", acrescentou.

O professor espera uma grande participação na quinta-feira, onde alunos e ex-alunos apresentarão trabalhos de pesquisas e TCCs em formato de WorkShops, o que proporcionará interessantes debates e troca de experiências.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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terça-feira, 4 de outubro de 2005

Propaganda política e crise brasileira


Leandro Bollis *

Adolpho Queiroz é doutor em comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), onde atua no Programa de Pós-graduação em Comunicação e orienta um projeto de pesquisa sobre "Propaganda política nas eleições presidenciais do Brasil republicano". 

É vice presidente da Intercom, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação,  editor da revista "Comunicação & sociedade", do programa de pós da Metodista. Formado em publicidade e propaganda pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

Em entrevista à Nova, analisa o quadro político atual e o futuro da propaganda política.

O senhor acredita que a propaganda política será mais difícil nas próximas eleições?
 
Não, ela deverá ter as mesmas características, com intensa utilização da televisão, do rádio, dos jornais, outdoors, pesquisas de opinião e brindes. Como o congresso não votou a reformulação das campanhas, deve ficar tudo igualzinho a 2004, 2002, 2000, etc.

Diversos petistas estão trocando de partidos. Por que a maioria está optando pelo PSol, da Senadora Heloísa Helena?
 
A senadora Heloisa Helena foi "eleita" pelo próprio presidente Lula, como sua algoz, quando ele mandou expulsá-la do PT. Ela hoje deve conquistar boa parte do eleitorado petista e do eleitorado mais intransigente e radical. E, quem sabe até, de grandes parcelas do eleitorado, dependendo do discurso e das propostas que fizer à sociedade.

O senhor acredita que a reforma política vai acontecer ainda no Governo Lula?

Não, o governo Lula não tem força para fazer mais nada.
 
O Sr. acredita que nas próximas eleições o povo vai votar mais consciente?

Pelo que tenho visto, lido e ouvido por aí, o povo deve votar maciçamente "anulando" o seu voto nas próximas eleições. Se a atual crise não for resolvida satisfatoriamente, vamos ter uma enxurrada de votos "nulos" em 2006. E se a crise for resolvida de forma adequada, é até provável que as pessoas voltem a ter esperanças de que votar ainda é um ato cívico que pode representar uma mudança. Caso contrário, a nossa jovem democracia estará em xeque-mate ! Mais para mate que para xeque.
 
Após todos escândalos, o TSE quer mudar o processo eleitoral do país. O senhor acredita que estas medidas serão válidas para evitar crimes como prática do caixa 2? E quanto as penalidades para estes tipos de crimes?

Não há mais tempo para mudar a regra das eleições do ano que vem. O prazo venceu em no último dia 30. Quanto ao caixa dois, temo que ele continue existindo nas próximas eleições. E acho pouco provável que deputados e senadores, que fazem as "leis" neste país, construam "leis" que penalizem eles próprios de receber auxilio para as campanhas eleitorais. Apesar de todas as denúncias deste ano, com o escândalo do mensalão, por enquanto nada mudou. E nada deve mudar para 2006. Isso significa que empreiteiras, companhias de lixo, revendedores de remédios, de merenda 
escolar, empresas que fazem estradas, etc e tal, continuarão "comprando a alma dos políticos brasileiros". A menos que a sociedade brasileira se rebele. Se isto acontecer, as coisas mudam. Se não, vão ficar todas do mesmo 
tamanho.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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Teatro de Americana reabre com ópera italiana


Rodrigo Cezarin *

A Prefeitura de Americana reabre, na próxima sexta-feira (7/10), o Teatro Municipal "Lulu Benencase" com uma nova repaginação. O evento de reinaguração contará com ópera, apresentação de orquestra e coral, e terá continuidade com o 9º Festival Nacional de Teatro de Americana.


Segundo Fernando José Giuliani, secretário municipal de Cultura e Turismo, a reforma trouxe ao local uma característica mais contemporânea. "A fachada e o rol de entrada ganharam ares mais modernos. Além disso, foi reformada toda a estrutura de camarotes, cobertura e parte elétrica", explica.

Com a nova estrutura, o secretário espera que o espaço possa fazer parte do Circuito Nacional de Teatro, trazendo para Americana peças de maior porte. "O Lulu Benencase é um dos melhores (teatros) do estado, podendo comportar obras maiores", destaca Giuliani.

O evento que marca a reabertura do Teatro contará com a Ópera em Concerto "L'amico Fritz", do italiano Pietro Mascagni. A solenidade terá ainda a apresentação da Orquesta Sinfônica Municipal de Americana, que será regida pelo maestro Marco Pace, de Milão (Itália), e do Coral de Americana (Corda), sob o comando de Ana Paula Retger.

Estão programados também para esta semana, como parte das festividades de reabertura do Teatro, no sábado (8), o lançamento do CD "Virada Paulista" e, no domingo, a peça infantil "João e o Pé de Feijão".

Na terça-feira (11) tem início o 9º Festival Nacional de Teatro de Americana, que objetiva promover o intercâmbio entre grupos da cidade e de outros estados, destacando e divulgando novos talentos, além de valorizar as artes cênicas e incentivar as manifestações culturais no país. O festival encerra-se dia 22 de outubro.

Os eventos em virtude da reinauguração do Teatro encerram-se nos dias 23 e 24 de outubro com a apresentação da ópera "O Barbeiro de Sevilha", também de origem italiana.

O Teatro Municipal "Lulu Benencase" conta hoje, além da grande estrutura de palco, com sete camarins, uma sala de imprensa, dois camarotes, salão de exposições e uma lanchonete. Na reforma, a Prefeitura investiu R$ 207 mil, além de R$ 30 mil recebidos de patrocinadores.

* Aluno do 4º Semestre de Jornalismo

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segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Programa de TV beneficia entidades em Limeira

Joyce Galdino *

Limeira está competindo no programa "Cidade Nota 10", exibido aos domingos pela TV Bandeirantes às 17h30, com apresentação de Otávio Mesquita.


O programa é uma disputa entre municípios que tem como objetivo beneficiar entidades. O prefeito Sílvio Félix (PDT) acompanhou a participação de Limeira no programa. 

Em sua primeira disputa, Limeira venceu Araçatuba mas perdeu na seqüência para Santos. Este programa será levado ao ar dia 16.

Os asilos "João Kühl Filho" e "Cantinho do Vovô" receberam ajuda com o "Cidade Nota 10".

O Asilo João Kühl Filho foi beneficiada com o prêmio de R$15 mil. Além do prêmio em dinheiro, tintas para reformas e roupas foram doadas por patrocinadores do programa. 

Para o "Cantinho do Vovô" foi a melhor coisa que aconteceu. O prêmio de R$45 mil  foi uma ajuda grande e a mudança também. Os benefícios trouxeram conforto e tranqüilidade para os idosos que permanecem no local.

Cerca de 17 toneladas de alimentos arrecadados na "Prova Social", por toda população de Limeira foram divididos entre todas as Entidades da cidade, segundo informou o presidente do Asilo João Kühl Filho, Antônio Milton Pereira Cabral.


* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

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Cruz de Santo André

Rafael Sereno *

Em meio a turbilhões de denúncias de corrupção que colocaram o país numa crise sem precedentes, o Partido dos Trabalhadores (PT) estará no próximo sábado, 09 de outubro, elegendo a cúpula que comandará o partido pelos próximos três anos.



Ricardo Berzoini, representante do Campo Majoritário - ala que domina o PT há dez anos - tem, na defesa do governo Lula, o principal fundamento para a manutenção do grupo. 

Já seu oponente, Raul Pont, da Democracia Socialista, ex-prefeito de Porto Alegre, uma das mais bem-sucedidas experiências petistas, defende a volta às origens socialista, com posições radicais em relação à economia.

O eleito terá uma difícil missão. Caracterizado ao longo de tempo como um partido "ético",  o PT viu seu projeto de reeleição para 2006 ameaçado pela denúncias de corrupção.
 

O partido teve a cúpula degolada dentro de 30 dias. O ex-ministro da Casa Civil foi o primeiro. Fundador e ex-presidente do PT, Dirceu teve papel significativo na composição de alianças que elegeu Lula.
 

No governo, manteve posição de destaque ao lado de Palocci e Gushiken no chamado "núcleo duro", a quem o presidente ouvia antes das decisões. Caiu no levantar do dedo acusador de Roberto Jéferson (PTB) e agora luta para não ser cassado.

Em seguida, Delúbio Soares, o ex-tesoureiro. Acusado de distribuir mesadas para governistas votarem a favor do governo, Delúbio celebrizou-se pelo "choro das oito da noite" e pela negação.
 

Negou veementemente as acusações e relações com Marcos Valério e não saiu do partido. Esforça-se para não levar a culpa sozinho e, para isso, agarra-se no partido para se salvar.

Sílvio Pereira, ex-secretário-geral, foi além. Confessou a regalia de um "Land Rover" por meio de um favorecimento à empresa GDK, numa licitação para a Petrobrás. A grana na cueca de um assessor do irmão do ex-presidente do PT, José Genoíno, foi o golpe fatal. Fez o PT virar piada nacional.

O Brasil só perdeu com a fragilização do PT. Partido de origem esquerdista, transformou o pensamento radical-sindicalista de 1980 numa máquina partidária com mais de 800 mil filiados no país que chegou ao poder pelo voto direto após três derrotas seguidas.
 

Agora, o partido que recebeu solidarizações pelas mortes dos ex-prefeitos de Santo André, Calso Daniel, e de Campinas, Toninho, vê sua história ser colocada em xeque. Em 2001, o caso Santo André por várias vezes enredou-se pela trama política. Acabou em crime comum.

Na atual crise, a morte de Celso Daniel retoma com novas possibilidades. Pode desvendar o início do período negro do PT. A tese de crime comum já não convence. O ex-prefeito sabia ou estava envolvido em caso de corrupção.

E no meio do caminho, o PT chega à beira dos trilhos buscando uma maneira de se reerguer no cenário político.

Ainda que tenha de cortar da própria carne na cassação de deputados e mesmo que convença na política econômica, a cruz de Santo André indica duas saídas: reestruturação política-ideológica ou derrota certa em 2006.
 

Para que faça a escolha, o PT tem a ferramenta ideal nas mãos: o governo.     

 

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo

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