Renata Reis *
Desde o início do ano, a Vigilância Epidemiológica de Limeira afirma que os casos de Aids estão sob controle na cidade. Só que os diagnósticos quase dobraram em apenas um mês. Em setembro, o órgão contabilizava 26 casos desde o início de 2006. Em outubro, um novo levantamento mostrou que mais 21 pessoas tiveram a confirmação da doença.
De acordo com o coordenador do Ambulatório de DST/Aids de Limeira, Marco Antônio Pereira Francisco, uma explicação para este aumento no número de casos em um curto período é o acúmulo de notificações num mesmo prazo. Apesar de o médico concordar que houve uma elevação de transmissão do vírus HIV em alguma época, ele afirma que não se trata de um número assustador e, sim, de uma situação atípica. "Tanto que as estatísticas se mantêm na média", diz.No ano passado foram registrados 60 casos confirmados de Aids em Limeira. Após uma avaliação dos números, Francisco estima que até o fim de 2006 sejam realizadas cerca de 90 notificações. Mas, segundo ele, é preciso levar em consideração que as pessoas estão buscando a confirmação da doença, o que é um bom sinal. "Desta forma, outras pessoas podem ser poupadas", aponta.Um dos fatores que mais preocupa o coordenador do Ambulatório é a quantidade de jovens com Aids. Dos 47 casos deste ano, 33 são pessoas com idade entre 20 e 39 anos. Na faixa dos 15 anos foram notificados dois casos e, após os 55, uma pessoa contraiu a doença. "Na verdade em qualquer faixa é grave. Mas os números indicam que os jovens ainda não se preocupam com o sexo seguro. Ainda tem muito jovem que não parou para pensar sobre as conseqüências de um ato irresponsável", alerta. Francisco citou principalmente a falta do sexo seguro porque, pelo menos neste ano, nenhum dos casos teve o uso de drogas como fator de risco. Todos foram infectados através da relação sexual. Já no ano passado, dez adquiriram o vírus HIV através de drogas injetáveis. "Tudo isso também mostra que o foco para a prevenção da doença deve recair principalmente para o uso da camisinha. É que a forma de utilizar drogas tem mudado bastante, com uma grande redução nas injetáveis", fala.Entre os infectados, também predominam os homens. Até ontem, o levantamento do Ambulatório DST/Aids mostrou 26 homens e 21 mulheres na relação. "Não importa o sexo. Todos temos a responsabilidade de conscientizar e evitar que os números se alastrem", conclui. E pede que as pessoas 'não vejam apenas um rosto bonito e mantenham uma relação mais íntima'. "É preciso ter cautela e nunca é bom pensar que isso só acontece com os outros", adverte.
* Aluna do 4º semestre de jornalismo
Desde o início do ano, a Vigilância Epidemiológica de Limeira afirma que os casos de Aids estão sob controle na cidade. Só que os diagnósticos quase dobraram em apenas um mês. Em setembro, o órgão contabilizava 26 casos desde o início de 2006. Em outubro, um novo levantamento mostrou que mais 21 pessoas tiveram a confirmação da doença.
De acordo com o coordenador do Ambulatório de DST/Aids de Limeira, Marco Antônio Pereira Francisco, uma explicação para este aumento no número de casos em um curto período é o acúmulo de notificações num mesmo prazo. Apesar de o médico concordar que houve uma elevação de transmissão do vírus HIV em alguma época, ele afirma que não se trata de um número assustador e, sim, de uma situação atípica. "Tanto que as estatísticas se mantêm na média", diz.No ano passado foram registrados 60 casos confirmados de Aids em Limeira. Após uma avaliação dos números, Francisco estima que até o fim de 2006 sejam realizadas cerca de 90 notificações. Mas, segundo ele, é preciso levar em consideração que as pessoas estão buscando a confirmação da doença, o que é um bom sinal. "Desta forma, outras pessoas podem ser poupadas", aponta.Um dos fatores que mais preocupa o coordenador do Ambulatório é a quantidade de jovens com Aids. Dos 47 casos deste ano, 33 são pessoas com idade entre 20 e 39 anos. Na faixa dos 15 anos foram notificados dois casos e, após os 55, uma pessoa contraiu a doença. "Na verdade em qualquer faixa é grave. Mas os números indicam que os jovens ainda não se preocupam com o sexo seguro. Ainda tem muito jovem que não parou para pensar sobre as conseqüências de um ato irresponsável", alerta. Francisco citou principalmente a falta do sexo seguro porque, pelo menos neste ano, nenhum dos casos teve o uso de drogas como fator de risco. Todos foram infectados através da relação sexual. Já no ano passado, dez adquiriram o vírus HIV através de drogas injetáveis. "Tudo isso também mostra que o foco para a prevenção da doença deve recair principalmente para o uso da camisinha. É que a forma de utilizar drogas tem mudado bastante, com uma grande redução nas injetáveis", fala.Entre os infectados, também predominam os homens. Até ontem, o levantamento do Ambulatório DST/Aids mostrou 26 homens e 21 mulheres na relação. "Não importa o sexo. Todos temos a responsabilidade de conscientizar e evitar que os números se alastrem", conclui. E pede que as pessoas 'não vejam apenas um rosto bonito e mantenham uma relação mais íntima'. "É preciso ter cautela e nunca é bom pensar que isso só acontece com os outros", adverte.
* Aluna do 4º semestre de jornalismo

