quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Novo ministériode Lula deveficar para2007,diztars

Juliana Coletta *

Em entrevista ao site de notícias Folha online, dois importantes interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deram sinais claros que apesar da pressão dos partidos aliados, a reforma ministral e a formação completa do novo governo devem ficar para 2007.

O ministro das relações institucionais, Tarso Genro, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmaram que Lula não tem pressa em definir o novo ministério e que só o fará após formar um governo de coalizão ou até mesmo depois da eleição para a presidência da Câmara e do Senado, que deve acontecer em fevereiro. De acordo com o ministro, Lula já informou aos aliados que pode inaugurar o novo mandato em 1° de janeiro, sem ter feito todas as mudanças. ?O presidente pode perfeitamente tomar posse em janeiro com alguns ministros confirmado e outros podendo ser substituídos?, afirmou Tarso.Segundo o ministro, a transição está composta de três fases: A primeira está sendo cumprida desde que Lula foi reeleito, é manter contatos informais com as principais lideranças políticas em busca de diálogos para a chamada ?coalizão política?. A segunda será cumprida a partir da semana que vem, que se resume em conversas institucionais com os partidos políticos que podem compor seu novo governo.O PMDB será o primeiro partido a ser recebido pelo presidente, o encontro está marcado para a semana que vem com o presidente da legenda, Michel Temer. Além do PMDB, Lula se reunirá nos próximos dias com o PDT e o PV. ?O ponto de partida é a formação da coalizão?, disse Tarso.A terceira fase da transição onde será feita a escolhas para a ocupação dos cargos, terá inicio somente depois que Lula Concluir as conversas com os partidos e as discussões sobre mudanças no campo econômico e social em seu segundo mandato.O que presidente quer com a coalizão, é testar uma espécie de base aliada provisória nos próximos meses, e só bater o martelo após o resultado da disputa pelas mesas diretoras do parlamento, o que pode adiar até março do ano que vem as mudanças na equipe.
* Aluna do 4° Semestre de Jornalismo