Eliara Clemente *
Porta de entrada para quem deseja exercer a advocacia, o exame da Ordem dos advogados do Brasil (OAB) transformou-se nos últimos anos, no tormento da maioria dos estudantes que concluem o curso de Direito em todo o país.
O exame de número 129, realizado em maio, apresentou o terceiro pior resultado em 35 anos da história da OAB. Dos 22.207 inscritos, apenas 2.053 foram aprovados, o que representa uma fatia de 9,79% dos candidatos, sem contar os 1.232 que se inscrevera,, mas sequer apareceram para fazer a prova. O pior resultado já registrado na história da categoria aconteceu em maio de 2005: apenas 7,16% dos bacharéris foram aprovados.A razão do desempenho negativo dos candidatos gera controvércias entre a Ordem dos Advogados e os própriod bacharéis. O impasse coloca de um lado a OAB tcendo críticas às faculdades, ao afirmar que os números refletem a queda na qualidade de ensino, e do outro os bacharéis e instituições de ensino que criticam o método utilizado para avaliara o candidato.Rafael Puzone Tonelo, teve de prestar o exame da Ordem por três vezes para enfim ser "legitimado".Tnelo formou-se bacharel no fim do ano passado, e frequentou diversos cursos preparatórios para conseguir passar da segunda faze."O exame não avalia a inteligência do aspirante a advogado, e acaba fazendo com que o candidato se preocupe mais em decorar do que realmente entender e articular sobre a questões que envolvem o exercício da profissão", afirma Rafael.Na opinião de Claudio Felippe Zalaf, titular do Tribunal de Ética Profissional TED-1 da OAB de São Paulo, o problema é que hoje em dia as instituições de ensino informam,porém não formam os bacharéis em direito. Zalaf diz ainda que a avaliação é necessária, pois funciona como um filtro de intelectualidade, e afirma que o ideal seria o exame ser mais rígido.Segundo dados da OAB, o Brasil possui hoje cerca de mil cursos jurídicos que formam anualmente, algo em torno de 120 mil novo bacharéis.Deste total apenas 30% conseguem a habilitação para atuar ana àrea. A entidade chegou a modificar o sistema de pontuação da prova e seu tempo de duração, que era de quatro passou para cinco horas em 2006.Neste ano a entidade realizou três exames: em janeiro, maio e o último em agosto, e para se ter uma idéia do que é passar no temido exame da Ordem dos Advogados do Brasil 9OAB), dos 19.644 inscritos que prestaram no mesmo período que Tonelo, em agosto deste ano, apenas 3.016 conseguiram vencer a
* Aluna do 4°Semestre de Jornalismo
