sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Portadores de deficiência cobram melhorias


Ivan Costa *

Limeira tem população estimada em pouco mais de 270 mil habitantes (números de 2004); destes, cerca de 600 são deficientes físicos cadastrados pela Elektro, a concessionária de energia elétrica. Diariamente, essas pessoas encontram dificuldades para se locomover pela cidade, em função da falta de planejamento e de transporte público de qualidade. 

"A falta de acessibilidade nas vias públicas é uma das dificuldades que encontro para minha locomoção em Limeira. Tenho uma vida normal, mas com dificuldades geradas pela falta de adaptação dessas vias", diz o cadeirante Elias Israel de Lima, 46, estudante de Publicidade do Isca.
O lazer do final de semana fica prejudicado pela falta de adequação dos estabelecimentos, como bares, cinemas e teatros, entre outros. O cadeirante Renilson Maciel da Silva, 22, também estudante de Publicidade, conta: "Fui a um barzinho que tem vários níveis de piso. Do primeiro ao segundo piso tem rampa, mas do segundo para o terceiro, onde se encontra o caixa, não há, o que atrapalha na hora de pagar a conta ou até mesmo para comprar um chiclete ou bala".

Apoio

Esses portadores de deficiência contam com a ajuda de entidades sem fins lucrativos.  Uma delas é o Ainda (Associação Integrada de Deficientes e Amigos), que segundo a coordenadora, Kedima Silva, recebe de 15 a 20 portadores de deficiência por semana em período integral e cerca de 50 para atendimento especializado, que inclui fisioterapeutas e psicólogo, entre outros.

* Aluno do 2º semestre de Jornalismo do Isca Faculdades e repórter da Agência Nova