segunda-feira, 7 de abril de 2008

Os desafios da ética na comunicação

Da Redação *

Censura na TV, plágio na internet e parcialidade nas notícias foram alguns dos temas recentemente abordados pelos estudantes do 3º semestre de Comunicação Social do Isca Faculdades, na disciplina Ética e Legislação. Para debater essas questões, os alunos realizaram entrevistas com professores da área, jornalistas e publicitários, entre outros profissionais.


O idealizador do projeto foi o professor e administrador Jaime Curcio, 35, também conhecido pelos alunos como "Jaime, o brasileiro". Apesar de ser formado em Administração de Empresas, ele conta que sua história profissional está ligada à comunicação. Jaime é proprietário de uma agência de comunicação em Piracicaba e leciona no Isca Faculdades há cinco anos.

Professora e coordenadora do curso de Jornalismo, Milena de Castro afirma que a disciplina Ética e Legislação possui um aspecto fundamental: "O aluno que se forma sem conhecimento da ética não será um profissional completo". Ela lembra que o jornal americano New York Times há alguns anos despediu um de seus repórteres, Jayson Blair, porque este inventava histórias e personagens em suas matérias. "Essa é a maior falta de ética que um profissional de jornalismo pode cometer", resume a professora.

"A ética é uma postura cotidiana, de profissionalismo, e um bom exercício da prática jornalística tem a ver com garantia e credibilidade das fontes. É necessário ser o mais fiel possível no relato dos fatos e, acima  de tudo, ter compromisso com o leitor", disse Milena.

Para o coordenador do curso de Publicidade, Antônio Peres, "a ética é o princípio norteador da existência do ser humano, pois se você não tem um referente ético, vale tudo". Ele cita um exemplo do que seria um ato condenável na publicidade: "Veicular propaganda de cerveja em um horário em que crianças estão assistindo TV não é ético, pois elas ainda estão com o seu caráter em formação".

Entrevistado pela Agência Nova, o professor Jaime Curcio lembrou que "a comunicação é uma arma" e por isso deve ser manejada com extremo cuidado no campo da ética. Sobre problemas como o plágio na internet, observou: "Na verdade, ainda somos 'migrantes virtuais'. Sem dúvida nenhuma a internet ainda está para ser descoberta e precisará de legislação. Hoje é muito falha".

*Colaboraram: Gustavo Nolasco, Lílian Geraldini, Mariana Antonella, Roxane Regly, Virgílio Gabriel (estudantes do 3º semestre de Jornalismo e repórteres da Agência Nova).