quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Região reduz crimes violentos

Henrique Andrielli *

A Secretaria de Estado da Segurança Pública publicou na sexta-feira, 31/10, as estatísticas policiais referentes ao terceiro trimestre de 2008. O governo do Estado de São Paulo comemora a redução dos índices de homicídios dolosos (com intenção) que estariam se aproximando dos valores considerados aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

Na região compreendida por Araras, Cordeirópolis, Leme, Limeira, Piracicaba e Rio Claro, apenas os casos de furtos de veículos sofreram aumento entre janeiro a setembro de 2008, em relação ao mesmo período em 2007.

Segundo a OMS/ONU, o índice aceitável para homicídios dolosos é de dez casos para cada 100 mil habitantes. A taxa registrada pela região (4,3) está bem abaixo do índice de referência da ONU. Leme é o único município que corre o risco de ultrapassar este indicador até o final do ano. Principalmente se for considerado o retrospecto dos dois últimos anos, quando ultrapassou a barreira de 20 casos para cada 100 mil habitantes. Apesar da redução nos casos oficiais de homicídios dolosos, passando de 17 registros em 2007 para oito casos em 2008, Leme ainda aparece no topo entre seis cidades da região. Levando-se em consideração a população de cada município (conforme dados da Fundação Seade - Sistema Estadual de Análise de Dados), Leme registrou nove homicídios para cada 100 mil habitantes.

Em Rio Claro, vice-líder neste ranking regional, o índice é de 5,2 casos para cada 100 mil habitantes. Piracicaba, com população maior (368.041 habitantes), se igualou ao índice de Araras (115.655 habitantes) e ficaram na média regional, com índice de 4,3. Considerando-se os números absolutos de assassinatos, dois municípios apresentaram aumento nas ocorrências: Araras (25%), Limeira (17%). Rio Claro registrou dez assassinatos em cada período. Os demais tiveram redução nos casos de assassinato: Leme (-55%), Cordeirópolis (-100%) e Piracicaba (-43%). No universo destas sete cidades, foram registrados 46 homicídios dolosos para uma população total de 1.067.096 habitantes, o que corresponde a uma média de 4,3 ocorrências para cada 100 mil habitantes.

Furtos e roubos

Nas ocorrências de furtos, o crime é cometido sem a presença ou percepção da vítima. Nos roubos, ou assaltos, o crime envolve ameaça física ou através de armas para subtrair o produto da vítima. Na região, o índice médio de roubos chegou a 198 ocorrências para cada 100 mil habitantes. Os furtos registrados indicam, em média, 1.082 ocorrências para cada 100 mil habitantes. A maior incidência de furtos na região pesquisada foi registrada em Leme (1.330 casos/100 mil habitantes). Piracicaba está em segundo lugar neste ranking, com índice de 1.018. O terceiro município em índices de furto em relação à sua população é Cordeirópolis, com taxa de 1.000 ocorrências. Com exceção de Leme, que apresentou um aumento de 0,1% em relação aos nove primeiros meses de 2007, os demais municípios reduziram as ocorrências de furtos em 2008.

No ranking de roubos, ou assaltos, todos os municípios pesquisados registraram redução nas ocorrências em 2008. Leme teve uma redução de 25% nos casos registrados até setembro deste ano. Foram 117 casos contra 237 registrados no mesmo período em 2007. No topo do ranking de roubos, Rio Claro apresenta índice de 351 casos para cada 100 mil habitantes, seguido por Piracicaba (279), Limeira (250) e Araras (209). A média regional entre os municípios pesquisados é de 266 casos para cada 100 mil habitantes.

Furtos e Roubos Veículos

Considerando-se os casos registrados nos seis municípios da pesquisa, foram 253 furtos de veículos e 51 roubos de veículos para cada 100 mil habitantes. Em relação a 2007, os municípios pesquisados apresentaram, em média, aumento de 4% nos casos de furtos de veículos e redução de 14% nas ocorrências de roubos de veículos. Leme (18%) e Piracicaba (19%) tiveram evolução diferente da média, registrando crescimento nos casos de roubo de veículos.

Nos crimes de furto de veículos, com índice de 147 casos (o que representa um aumento de 28,5% em relação a 2007), Leme está em último lugar no ranking regional. O município campeão é Piracicaba, com 283 ocorrências para cada 100 mil habitantes (redução de 3% sobre os índices de 2007), seguido por Rio Claro, onde o índice registrado chegou a 267 (o que representa uma redução de 3% se comparado com os nove primeiros meses do ano anterior). Limeira, com índice de 262, teve acréscimo de 21% de um ano para o outro.

Nas ocorrências de roubos de veículos, Piracicaba lidera o ranking, com 82 casos para cada 100 mil habitantes. Cordeirópolis está em segundo lugar, com taxa de 42 casos. Rio Claro, com índice de 37, é o terceiro município nesta categoria. Leme, em quarto lugar, e Limeira (quinto) estão com o mesmo índice aproximado (37 casos para cada 100 mil habitantes). Araras, com taxa de 23 casos, está na sexta colocação.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Reciclagem gera renda e ajuda meio ambiente

Ítalo / Tamires Gonçalves *

Cada vez mais aumenta a procura para venda de materiais recicláveis. Independente do motivo pelo qual a população vende os materiais, o mais importante é o meio ambiente não estar sendo poluído.

Na cidade de Limeira, há cerca de 50 sucateiros. André Luis Leite de Campos, 29, trabalha com sucata há quatro anos. "A procura pela venda aumenta no fim do ano e vai até o início do próximo ano. Devido ao calor, o consumo de refrigerantes, cervejas é maior e, com isso, aumenta a venda".

Alguns dos benefícios que a reciclagem:

Um papel demora de 3 a 6 meses para se decompor, um pedaço de tecido orgânico, como o de algodão, demora 6 meses a 1 ano.

Um pedaço de madeira pintada demora 13 anos. Um pedaço qualquer de náilon, ou tecido baseado nele, demora 30 anos para desaparecer.

Um pedaço qualquer de plástico vai durar 100 anos na terra sem se decompor.

Um pedaço de metal demora mais de 100 anos.

O saco plástico de supermercado ficará na natureza por 450 anos.

Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada.

Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado evita que seja extraída do solo cerca de 5 mil quilos de minério, a bauxita.

Com um quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes.

* Alunos do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Jornalistas dizem que falta mobilização

Thiago A. Machado *

As discussões em torno da regulamentação do diploma em jornalismo estão acaloradas. E não é de hoje. Em outubro de 2001, a juíza Carla Rister acatou uma ação pública, movida por grandes empresas jornalísticas, pedindo a desobrigatoriedade do diploma em jornalismo. À época, a juíza dava a entender que a restrição ao exercício do jornalismo apenas para os profissionais diplomados era um desrespeito à liberdade de expressão e um privilégio elitista.


Para o jornalista Vitor Ribeiro, essa é uma tentativa neoliberal de desregulamentar as profissões, que vem sendo adotada pelos grandes veículos de comunicação. "Para as empresas, quanto mais barata é a mão-de-obra, melhor. E sem a obrigatoriedade do diploma, elas podem pagar salários mais baixos", afirma. "A formação específica para jornalismo é uma regra no mundo. Nos EUA, as empresas buscam os profissionais nas faculdades", diz.

A jornalista Daniela Rocha afirma que a formação universitária é extremamente importante para o profissional de jornalismo e ajuda a prepará-lo para o mercado de trabalho. "Existem três jornais na cidade de Capivari-SP, onde já trabalhei, e nenhum dos jornalistas é formado. Percebem-se erros técnicos nas reportagens", comenta.

Segundo Ribeiro, os problemas da profissão não param por aí. "O jornalismo vem enfrentando muitas dificuldades que não se resumem somente à regulamentação. Existe a questão do estágio, dos salários baixos, das jornadas longas e da falta de mobilização sindical da classe", diz. "Nós (jornalistas) temos que nos organizar para exigirmos a regulamentação", complementa.

A idéia é também compartilhada pelos colegas de profissão. "A história do jornalismo no Brasil é muito bonita. Sempre lutamos pela liberdade de expressão (alusão à época da ditadura). Temos que nos organizar e lutar. Sozinho ninguém faz nada", afirma Daniela. "Os jornalistas são os defensores da liberdade de expressão, mas para defendê-la, precisamos nos organizar", conclui Milena de Castro, coordenadora e professora do curso de jornalismo do ISCA Faculdades de Limeira-SP.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Jornalismo esportivo on-line: pouco reconhecimento

Ítalo Ferreira *

Muitos pensam que o jornalismo esportivo on-line é um trabalho fácil. Dizem que é somente dar os resultados das partidas e mais nada. Mas ele exige informar os resultados das partidas minuto a minuto, e noticiar diariamente como andam todos os esportes, com rapidez e veracidade. Assim, os jornalistas passam o final de semana trabalhando para poder informar a população como está a situação do seu clube ou do seu esporte favorito.

Para dar conta disso, o site Lancenet tem redações em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e correspondentes no Nordeste e no Sul. Em Estados menos importantes, eles contam com o programa Craque do Futuro, uma iniciativa que incentiva o trabalho de estudantes de jornalismo. Já a redação do site Futebol do Interior é formada por dez jornalistas, mas conta com correspondentes espalhados por todo o interior de São Paulo e pelo Brasil.

Os sites precisam se atualizar para não tomar furo. É preciso ter uma agilidade tremenda, escrever com objetividade, para pode agradar todos os leitores e não perdee audiência, que, por sinal, cresce a cada dia mais, pois o acesso à internet aumentou ultimamente.

Apesar de contar com toda essa estrutura e ter todo esse trabalho, o jornalismo esportivo on-line ainda não adquiriu a mesma credibilidade do impresso. Igor Francisco Dametto, 15, costuma acessar os portais esportivos de segunda a sexta-feira. Ele diz: "Para me manter informado a respeito dos esportes, mas não acredito em tudo que é publicado na internet".

Segundo o repórter do site Futebol do Interior, Rodolfo Brito, há ainda muita desconfiança com o material da internet. Até mesmo pelo fato de em alguns sites o internauta poder mexer no material sem uma supervisão, mas num futuro bem próximo a credibilidade será a mesma dada aos meios de comunicação impressos, pois a internet está crescendo e se organizado, num futuro bem próximo a credibilidade será a mesma dada aos meios de comunicação impressos.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Jogos Abertos do Interior acontecem em Piracicaba


Lilian Geraldini *

A solenidade de abertura da 72ª edição dos Jogos Abertos do Interior, sediados em Piracicaba, reuniu cerca de dez mil pessoas no Estádio Municipal Barão de Serra Negra, na sexta-feira, 14/11, entre atletas e dirigentes das 219 delegações participantes da abertura, autoridades e população.


Por volta das 19h30, a Banda Acrópoles, em um palco montado no gramado, animou o público nas arquibancadas. Às 20h30 teve início a solenidade com a execução do Hino Nacional. Logo após, o governador do Estado de São Paulo, José Serra, fez seu pronunciamento, em seguida falou o secretário de Estado de Esportes, Lazer e Turismo, Claury Alves da Silva, e o prefeito municipal Barjas Negri.

Atletas de diversas modalidades e inclusive os portadores de deficiência física desfilaram com suas respectivas delegações, em torno do gramado do Barão. Algumas pessoas se emocionaram.

As delegações se posicionaram uma ao lado da outra no gramado e depois se dispersaram. Foi quando teve início o espetáculo dirigido por Carlos ABC (ex-diretor da Paixão de Cristo de Piracicaba), com cerca de 350 voluntários entre crianças, jovens, adultos e idosos, contando algumas lendas de Piracicaba. O espetáculo se encerrou com grande queima de fogos.

Para o Prefeito Barjas Negri, o espetáculo foi emocionante. "Foi muito bonito. Os atletas puderam verificar o carinho e a organização que Piracicaba teve para que fossem bem acolhidos e a apresentação final, se tiver sido filmada, merece ser transformada em DVD, pois se trata da história de Piracicaba e serve de divulgação aos turistas", diz.  

Integrante da Secretaria Municipal de Esportes Lazer e Atividades Motoras, a Selam, e coordenador da cerimônia, Alexandre Franco do Nascimento afirma que o evento superou as expectativas dos organizadores. "Estamos recebendo muitos elogios, as pessoas gostaram muito do espetáculo do ABC, dos fogos. Estamos satisfeitos com o resultado", completa.

As competições tiveram início no dia 10 de novembro e se estenderam até o dia 23. Todos os dias houve jogos em clubes e no ginásio municipal. 

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Serra Negra: compras, lazer e sossego


Tiago Praxedes *

Serra Negra, pertencente ao Circuito das Águas Paulista, localiza-se a 97 km de Limeira. A principal fonte de renda da cidade é o turismo e a segunda é a plantação de café.


A cidade oferece a oportunidade de desfrutar de tranqüilidade, compras e fontes hidrominerais. As mais conhecidas delas são as fontes do Italiano e a de São Carlos, esta última localizada no parque das Fontes, atrás da prefeitura municipal, no centro de Serra. No Centro de Convenções Circuito da Águas, Balneário, se encontra o complexo hidroterápico, que oferece banhos de imersão, pérola e turbilhão com sais e essências, saunas seca e úmida, piscina de contraste, duchas escocesa e circular, massagens e tratamento de fisioterapia mediante indicação médica.

 

No centro, há o comércio de artigos de lã, linha de couro, artesanato e roupas de malhas.

Entre os pontos turísticos de Serra Negra, destaca-se o teleférico, situado na praça da rodoviária, que leva o turista até o pico da montanha que tem um Cristo Redentor e uma vista panorâmica de toda cidade e região. Há também o turismo rural, com visitas a cachoeiras e pesqueiros - atrações para todas as idades.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Enfim, a recompensa


Camilla Paes e Néliane Simioni *

O ano de 2008 será especial, ao menos para os alunos do 8º semestre do curso de Jornalismo do Isca Faculdades. Na última semana de novembro, eles concluirão as apresentações de seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), tornando-se assim jornalistas formados.

Durante os quatro anos de faculdade, foram ensinadas as teorias e técnicas do jornalismo, aulas de ética e aulas práticas como fotografia, produção de um jornal, telejornal e rádio jornal. Para Priscilla Prates, aluna do 8º semestre, o aprendizado adquirido fora da classe também foi importante. "Aprendemos outras coisas que vão além das salas de aula, como experiências profissionais e de vida dos nossos professores", afirma.

A turma, segundo a professora e coordenadora do curso, Milena de Castro, é esforçada e sempre foi eticamente comprometida com o curso. "São adoráveis, não é de todas as classes que digo isso, mas eles são realmente muito esforçados e especiais, sempre que precisávamos ficar até mais tarde tendo aula eles colaboravam", relembra a professora, que hoje diz ter uma relação de amizade com a turma.  E afirma que os trabalhos de TCC estão excelentes. "Os alunos se dedicaram muito".

Após a correria do TCC e a obtenção do diploma, os formandos do curso de jornalismo irão enfrentar uma nova fase em suas vidas: o mercado de trabalho. De toda a turma, 80% já trabalha nos diferentes meios de comunicação que a região dispõe, desde rádio até assessoria de imprensa.

As expectativas para o início da carreira são diferentes, uns querem passar por todos os meios da comunicação, outros ficam com o jornalismo regional e alguns ainda pensam na possibilidade de se aventurar na capital. O aluno Alex Contin é um deles. "Sempre que posso questiono profissionais de diferentes meios sobre como anda o mercado para recém-formados em São Paulo, onde quero trabalhar. Tenho boas expectativas. Sei que o início de carreira não é fácil, vou lutar muito, mas sei que será uma batalha recompensadora. Isso não só na capital, aqui no interior também", declara.

Rita Garcia, também aluna do 8º semestre, considera que já iniciou sua carreira profissional.  Ela trabalhou por um ano e meio como estagiária logo no primeiro ano de faculdade, na rádio Excelsior Jovem Pan, em Rio Claro. Depois passou a atuar como noticiarista e pauteira na TV Claret e hoje presta assessoria de imprensa e comunicação interna a uma empresa da mesma cidade. "Acho que meu inicio já foi e posso afirmar que foi bem melhor do que eu esperava. Meus planos futuros são de fazer uma especialização para então fazer história na carreira", conclui.

Sobre os momentos marcantes que a classe viveu, a maioria citou dois deles: a publicação da primeira edição do jornal Em Foco e a despedida feita na última aula que tiveram juntos. No fim do semestre passado. Na ocasião, os alunos fizeram uma apresentação contrária ao primeiro dia de aula e falaram sobre como entraram na faculdade, a vida profissional e pessoal de cada um, as amizades e a saudade que iriam sentir. "Foi o momento mais marcante, pois mostrou que apesar de não termos tanta afinidade com todas as pessoas da sala, torcemos uns para os outros", conta Rita.

As apresentações do TCC serão do dia 24 a 28 de novembro (ver quadro). E todos estão convidados a assistir. Os alunos aguardam ansiosamente a data, não para se tornarem profissionais, pois pelo que foi mostrado ao longo destes quatro anos eles já são, mas para contar com os números do MTB (Registro Profissional de Jornalista), que fazem toda a diferença.

* Alunas do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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sábado, 22 de novembro de 2008

Jornalismo colaborativo ganha espaço em mídias


Gustavo Nolasco *

    Desde 1997 o historiador Juliano Spyer trabalha em projetos de comunidades onlines, ações colaborativas e cross-mídia - convergência entre mídias. Em seu blog "Não Zero" - nome inspirado na teoria dos jogos que indica que essa combinação é favorável à colaboração -, ele escreve sobre jornalismo online. "Percebo a dificuldade de muitos jornalistas em 'cair na rede' e vejo também que alguns já fazem jornalismo para web sem saber que estão fazendo", escreve em entrevista concedida por e-mail.


Em seu livro "Conectado, O que a internet fez com você e o que você pode fazer com ela", publicado em 2007, Spyer fala sobre o futuro do jornalismo e as possibilidades ainda pouco exploradas pelos profissionais da área, que não conseguem se adaptar às novas plataformas, porque não aprenderam que a internet é um processo naturalmente interativo e grupal. "Jornalista pergunta melhor do que responde. Na web ele terá que responder, e rápido", escreve.

    Tão rápido quanto são criadas datas comemorativas. Os argentinos Orlando Ferrero e Julián Sequeira instituíram no dia 15 de junho o DIC (Dia Internacional do Comentarista de Blog). Só para se ter idéia, os blogs, como conhecemos hoje, surgiram há apenas 11 anos. "Sempre comento nos blogs e acho muito interessante poder interagir com quem produziu a informação", diz o estudante Alexandre Melo, que, em 2004, criou a página "Adoro Blogs dos Outros". Nesse mesmo ano surgiu o Radar Cultura - projeto de Spyer -, nele parte da programação da Rádio AM e da TV Cultura são dedicados à colaboração dos internautas.

   Defensor do jornalismo colaborativo, o historiador acredita que a dificuldade no contato com a audiência seja o grande impasse na convergência do próprio jornalista para a mídia digital. "Responder cartas enviadas à redação não é uma função que tenha prestígio entre jornalistas. A maioria não lida com sua audiência e trata as pessoas que entrevista como 'fontes', e não como parceiros ou colaboradores", exemplifica no e-mail.

     Para Spyer, a interação entre jornalista e audiência nos jornais, rádios e na TV é o que faz o público se identificar com a informação. Segundo o historiador, na web essa interação é triplicada, uma vez que as possibilidades de veicular a informação englobam todas as plataformas. "Na web, a conversa é tão importante quanto a qualidade do conteúdo", finaliza.

   * Aluno do 4º semestre de jornalismo

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tendências e perigos do Jornalismo Digital


Roxane Regly *   

   "O bom texto é lido em qualquer plataforma" disse Marco Chiaretti, diretor de conteúdo do Portal Estadão, em palestra aos alunos do Isca Faculdades, no último dia da 9ª Semana de Comunicação Social (Secom), que aconteceu de 10 a14 de novembro, no principal anfiteatro da instituição. O jornalista destacou a importância das novas mídias e os cuidados a serem tomados com a chamada "revolução da web 2.0".


O termo "web", diz respeito à forma como a internet é tratada e utilizada nos dias atuais. Quando lançada, em meados de 1970, a internet era um sistema que não permitia a interatividade e apenas possibilitava a disponibilidade de informações. Este conteúdo não era grandemente difundido, pois poucas pessoas possuíam acesso. Quando os grandes jornais chegaram à internet, tratavam-se de meras reproduções de seu conteúdo impresso, prática ainda existente entre os jornais pequenos e regionais.

    Com o crescimento desse novo meio e a adesão de cada vez mais usuários, as grandes empresas de comunicação passaram a se preocupar com a geração de conteúdo exclusivo e instantâneo, ou seja, no momento em que a notícia acontece, utilizando de linguagem específica para leitores com mais urgência.

    Hoje em dia, que utilizamos o termo web e esta nos permite a interatividade com o conteúdo e uma maior realidade, são usados diversos elementos gráficos, que muitas vezes simulam até mesmo uma página de um jornal, além de existirem vídeos e podcasts - as rádios on-line.

  Chiaretti acredita que nos próximos anos há uma tendência de se equilibrar os consumidores de conteúdo digital, com os do impresso. Muito se discute sobre o fim do jornal impresso. Há aqueles que defendam que nos próximos anos, as pessoas procurarão pela informação apenas na web. Chiaretti por sua vez, considera que a associação dos computadores, ao ambiente de trabalho, não permitirá que o leitor opte por abandonar o papel. "As estatísticas dos portais mostram que a informação na web é acessada em horário de trabalho. Enquanto o computador for apenas instrumento da rotina diária e as pessoas possuírem o prazer pela leitura de um bom jornal, não é provável que haja o fim do papel", considerou Chiaretti.

   A "revolução da web 2.0" é uma preocupação do jornalista e editor chefe do estadao.com.br, pois ele sente que com esta tendência de "cada internauta receber em seu navegador apenas aquilo que deseja, escolhendo por temas, ou regiões" perde-se a figura do editor. "O jornalista é alguém que sabe fazer escolhas, baseadas em muita apuração", comentou. "Temos que valorizar o esforço editorial, pois não faz sentido querer saber apenas de uma única coisa. A hiper-regionalização não é uma boa coisa", opinou.

    Ele ainda destacou o crescimento das redes sociais como o "Limão", do Grupo Estado. "É uma rede social baseada na geração de conteúdo informativo, aberta para qualquer pessoa que deseje desfrutar daquilo que é ali disponibilizado", explicou.

 

A Secom

    A semana, organizada pelos alunos de Jornalismo e de Publicidade & Propaganda, trouxe para toda a comunidade grandes nomes da comunicação, além de worshops que proporcionaram aos participantes uma noção da prática em diversos ramos.

   Para iniciar oficialmente a série de palestras, o publicitário Thiago Lopes, da agência Talent, palestrou baseado no tema "Idéias novas no mercado de trabalho". Em continuidade à semana, na terça-feira, o repórter do programa Vitrine, da TV Cultura, Rodrigo Rodrigues, esteve presente com a palestra "Mídia falando de mídia". Ele contou seu dia-a-dia como repórter, falou sobre a programação da TV Cultura, e a apresentação do programa ao lado de Sabrina Parlatore.

    Os novos rumos da comunicação foram discutidos em uma mesa redonda realizada no terceiro dia de palestras, na quarta-feira, pelo jornalista Ricardo Kotscho, ex-assessor do governo Lula, que atualmente escreve para a Revista Brasileiros e para o portal IG, e pelo publicitário Saint?Clair de Vasconcelos, da Fenapro. Na quinta-feira, o publicitário Humberto Mendes, também da Fenapro, discutiu em palestra o tema "O que muda após o '4º Congresso'", realizando um grande debate sobre as novidades na Publicidade.

   Para finalizar o ciclo de palestras e debates, no último dia, o editor de conteúdo do portal Estadão, Marco Chiaretti, ministrou sua palestra sobre Jornalismo on-line.

Oficinas

   Na segunda-feira, a abertura da Secom aconteceu com a oficina de Ilustração Gráfica Aplicada à Comunicação, ministrada pelo publicitário Renato Fabregat, que também é além de ilustrador, professor do Isca. Na oficina foram destacadas as formas de ilustração existentes e a importância das mesmas na comunicação.

   Em continuidade, na terça-feira, o jornalista Caio Bortolan, das rádios Educadora AM e Estéreosom FM, auxiliou os participantes da oficina de Comunicação Radiofônica a produzirem uma programa de rádio, realizando matérias e spots publicitários em um programa fictício que foi chamado "Boletim Semana da Comunicação" e que em seu conteúdo apresentava aspectos da Secom.

    Bruno Bortolan, criador do portal PodcastOne, realizou na quarta-feira a oficina "Podcast: a revolução do rádio 2.0", ensinando os alunos como publicar programas de rádio na web e ressaltando a tendência de crescimento desse tipo de produção.

   A TV foi tema da oficina realizada por José Luiz, professor do Isca, na quinta-feira. Ele passou aos alunos todas as noções necessárias e termos comuns utilizados para a produção de conteúdo telejornalístico. Para finalizar a oficina, os alunos tiveram a oportunidade de simular a apresentação de um telejornal utilizando o equipamento teleprompter para a leitura dos textos durante a gravação.

   No último dia de Secom, o professor do Isca e publicitário Renato Frigo, levou aos participantes a oficina "Criação de Blog", onde ensinou como publicar idéias e produtos na web utilizando sistemas de blogs.

* Aluna do 4º semestre de jornalismo

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Humberto Mendes fala de propaganda


Tamires Gonçalves *

O publicitário Humberto Mendes participou nesta quinta-feira (13) da 9ª Semana de Comunicação do ISCA Faculdades (Secom). O profissional abordou em sua palestra o tema "O que muda na propaganda após o 4º Congresso?" e respondeu as questões levantadas pelos alunos de comunicação e professores do curso.


Mendes é vice-presidente executivo da Federal Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), atua em propaganda há 50 anos e escreve sobre a publicidade no Correio Brasiliense, Jornal do Comércio e Propaganda e Marketing.

    Durante a palestra o publicitário falou sobre o 4º. Congresso, que este ano aconteceu nos dias 14, 15 e 16 de julho, contando detalhadamente sobre todas as comissões que compuseram o Congresso e também alertou os alunos sobre o mercado de trabalho do profissional da publicidade e propaganda. "Nosso negócio é um negócio difícil, esse negócio não é para amador", declara.

    Nesta sexta-feira (14), a Secom encerará com a presença do editor-chefe de conteúdo digital do Grupo O Estado de S. Paulo, Marco Chiaretti, que também trabalhou com jornalismo on-line na UOL, StarMedia, Abril, iBest e na Prefeitura de São Paulo. O tema a ser discutido pelo jornalista é o "Jornalismo On-line".

    A oficina de hoje será ministrada pelo publicitário e diretor de criação Clic Interativa, Renato Frigo, a partir das 18h30. O evento é aberto aos profissionais da área e ao público em geral. Para quem não é aluno do ISCA pede-se a contribuição de um quilo ou um litro de alimento não-perecível, que será destinado ao Asilo João Kühl Filho, de Limeira.

* Aluna do 4º semestre de jornalismo

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Isca recebe Ricardo Kotscho e Vasconcelos


Lilian Geraldini *

O jornalista Ricardo Kotscho e o publicitário Saint´Clair Vasconcelos participaram nesta quarta-feira (12) da 9ª Semana de Comunicação do ISCA Faculdades. Os profissionais discutiram juntos sobre os "Novos rumos da Comunicação" e responderam a questões levantadas por alunos da faculdade e jornalistas da imprensa limeirense que também marcaram presença no encontro.


Vasconcelos, que é presidente do Sindicato das Agências do Estado de São Paulo, vice-presidente das Agências de Propaganda (Fenapro) e sócio da Contexto Propaganda,  lembrou que hoje o consumidor é quem está no comando, ele tem o poder de escolher o que quer ver e ouvir. Destacou ainda, que a sociedade atual é composta por informação e conhecimento, e salientou a evolução das mídias, como a internet e a TV digital.

Já Kotscho, que foi secretário de comunicação do governo Lula, e atualmente é jornalista do portal IG e da revista Brasileiros, ressaltou a importância de o jornalista manter o contato com o público e presenciar os acontecimentos. "A maioria dos jornalistas não vai tanto para a rua. O jornalista tem de ir onde o povo está", afirmou. Kotscho também lembrou que o mais relevante no trabalho jornalístico é o conteúdo e não a plataforma. Segundo ele, se uma história for boa não interessa se vai na ser publicada na internet ou em um jornal impresso.

Nesta quinta-feira, o palestrante é o publicitário Humberto Mendes, vice-presidente executivo da Fenapro, que atua na área há 50 anos e escreve sobre o tema no jornal Correio BrasilienseJornal do Comércio e Propaganda e Marketing. O tema a ser discutido é "O que muda na Publicidade após o '4º Congresso'".

A 9ª Secom prossegue até sexta-feira (14) com oficinas a partir das 18h30 e palestras às 19h30. O evento é aberto a profissionais da área e ao público em geral. Para quem não é aluno do ISCA pede-se a contribuição de um quilo ou um litro de alimento não-perecível, que será destinado ao Asilo João Kühl Filho, de Limeira.


* Aluna do 4º semestre de jornalismo 

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Alunas do Isca desenvolvem projeto Casa da Lebre

Ivan Costa e Tamires Gonçalves *

As alunas Aline Azevedo Giglioli e Neusa Bueno, do 6º semestre de Pedagogia do ISCA Faculdades apresentaram na última terça-feira (11 de novembro), aos alunos do Centro Infantil José Reinaldo Ribeiro Brugnaro, o projeto de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), Casa da Lebre.


Vera Lucia Albertini Pinheiro, professora de estágio, monitorou o trabalho das estudantes, que tomaram a iniciativa do projeto, como produto final do estágio para conclusão do curso. O trabalho foi realizado em conjunto com o Centro Infantil.  "Conversamos com a direção do Centro Infantil para decidir o que fazer e a direção pediu para criarmos algo diferente", disse Aline.

A Casa da Lebre tem como objetivo fazer com que as crianças tenham responsabilidade e cuidado com as duas lebres, Mel e Lilica, doadas pelas alunas do ISCA.

A expectativa é que possam ser realizadas outras atividades pedagógicas relacionadas aos animais, sem deixá-los apenas no viveiro, mas também atuar em todas as áreas do conhecimento, como linguagem oral e escrita, matemática, entre outros.

Segundo Neusa, o projeto estava em discussão desde outubro de 2007 e o foco em cuidar de animais se deu porque "chamaria atenção", e sendo uma "coisa viva" teria a necessidade do cuidado por parte das crianças e professores, proporcionando uma interatividade entre as crianças e os animais.

Para a diretora Centro Infantil, Araciana Rovae Cardoso Dalfré, além de ser novidade e despertar a atenção das crianças, o intercâmbio com as alunas de Pedagogia trouxe novas experiências para o Centro. "Ao trabalhar com os animais e desenvolver esse projeto, a professora também incorpora isso em sala de aula, o que facilita o ensino e torna o aprender em uma coisa prazerosa", declara.

* Alunos do 4º semestre de jornalismo

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A ética e o trabalho na web

Rebeca Barbosa *

A tecnologia da internet fortaleceu e ainda fortalece o meio jornalístico, ao fornecer aos repórteres formas eficientes, e de maneira mais profunda, à procura de informações. A capacidade de busca de documentos, reunir contexto histórico, antecedentes e identificar fontes confiáveis expandiu a caixa de ferramentas do repórter. Ela também introduziu uma cultura fundamentalmente diferente, com base na interatividade, menor número de normas e menos limites.

Este meio de se fazer jornalismo está mudando a vida e os hábitos da população. Os sites de notícias proliferam-se na rede, a ponto de hoje ser mais fácil ao internauta, primeiro decidir o que quer ver, que tipo de notícias está em busca, para então definir o site mais próprio para cumprir seu objetivo. E aí  entra a questão: toda a informação que sai pela internet é sempre confiável?

Claudio Humberto, jornalista e colunista, que tem seu próprio site há dez anos (claudiohumberto.com. br), afirma que o jornalismo online é, sim, um meio confiável, assim como qualquer outro, e ainda acrescenta que não há diferença nenhuma na ética usada no jornalismo digital para com outros. "Nas informações online, na mídia impressa ou na eletrônica, os princípios devem ser sempre os mesmos: a busca da verdade, por meio de apuração criteriosa e desassombrada, comprometida com o leitor", diz.

O que acaba diferindo o jornalismo online dos outros meios, principalmente para os jovens, são a agilidade e o baixo custo, ao contrário de todas as outras mídias. A jovem estudante de contabilidade Ana Paula Maaz, 20, comenta que quando precisa saber de algum fato ou notícia entra logo na internet. "Por ser mais rápido e fácil", explica.

 

Humberto ainda assegura que ao contrário de todas as outras mídias, o jornalismo online pode ser exercido pelo profissional principiante, por exemplo, para se apresentar ao mercado, ou por aquele com dificuldades em abrir espaço nas redações. "O sucesso só vai depender da dedicação, do profissionalismo, da qualidade do trabalho", lembra o jornalista. Assim pelo fato se ser mais abrangente, permite a utilização das variadas formas de comunicação (texto, áudio, imagens) e é mais democrático, na medida em que não exige grandes investimentos.

* Aluna do 4º semestre de Jornalsimo do Isca

 

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Gullar: da literatura ao jornalismo


Lilian Geraldini *

Cinco décadas dedicadas somente à literatura. Essa é a vida do escritor, poeta, cronista, crítico de artes, e ensaísta maranhense José Ribamar Ferreira (78), ou simplesmente Ferreira Gullar.


Na quarta-feira (22/10) Ferreira Gullar participou do projeto Viagem Literária, uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura e as bibliotecas municipais de 40 cidades de todo o estado, na cidade de Piracicaba. Dezenas de pessoas estiveram presentes ao encontro, no qual Gullar passou lições de vida e falou sobre sua carreira na poesia, na literatura e no jornalismo.

Gullar foi locutor de rádio, trabalhou na redação de alguns jornais, e "até em banca de jornal", conta. Brinca ao dizer que de todo lugar que trabalhou foi demitido. Foi companheiro de Dias Gomes na TV Globo, teve seu primeiro livro publicado aos 19 anos de idade.

Por conta do atento da ditadura militar aos oposicionistas, ele, que já havia sido preso e passado um longo período na clandestinidade, em 1971 partiu para o exílio, morando primeiro em Moscou (Rússia), passando pelo Chile, Peru e Argentina. Somente em 1977 voltou ao Brasil. "Eu não queria, mas já que saí, em todos esses lugares eu aprendi muito, isso enriqueceu a minha maneira de ver as coisas, houve muita descoberta", revela. 

Segundo ele, o que mais marcou sua carreira foi a publicação de seus livros. "A coisa mais importante para um escritor são os livros que ele escreve e o reconhecimento do público, e eu estou contente". Durante o encontro, Gullar falou sobre algumas passagens de sua vida e sobre a poesia. Para ele, não há uma receita de sucesso de um poeta. "O poeta nasce feito, se não nasce não há jeito, assim como ladrão nasce ladrão, jogador de futebol, nasce jogador de futebol".

Em uma de suas participações na Festa Literária Internacional de Parati (Flip), no Rio de Janeiro, ele que estava na palestra junto de um palestino falando sobre exílio, disse, se referindo à guerra entre Israel e Palestina, que não devemos querer ter razão. "Usei o exemplo da briga entre casais. Os dois querer sempre ter razão, mas de que adianta? Ficam cheios de razão cada um em seu canto, mas infelizes. Não quero ter razão, quero ser feliz", completa. Depois disso, conta Gullar, sua frase virou "propriedade pública".

E sobre a arte, ele argumenta: "O homem faz arte, porque a vida não basta. É um ser inquieto, criativo, que inventa a si mesmo, e a própria vida".

 

Jornalismo

O escritor participou da reforma pela qual passou o jornalismo na década de 50, quando foi implantado o lead (o quê?, quando?, onde?, quem?, como? e por que? Perguntas utilizadas para escrever o primeiro  e  mais importante  parágrafo da notícia). A técnica americana foi introduzida no Brasil, primeiro, no jornalDiário Carioca. Gullar, que foi redator do Diário, integrou a equipe do Jornal do Brasil e auxiliou no abandono do chamado nariz de cera (modo prolixo de escrever uma matéria) para adotar o lead como padrão estético. "Nós éramos um grupo de jovens, levamos isso para o JB, o que renovou o jornal", diz.


* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Sustentabilidade


Roxane Regly *

A publicitária Renata Campos abandonou a propaganda para dedicar-se à moda e à costura. Há 4 anos, ela abriu um ateliê e começou dedicar-se a duas linhas, a "Renata Campos Criação e Costura", em que trabalha com a produção de peças sob medida e conserto, e a "Renata Campos Design Sustentável", que trabalha com a produção de peças ecologicamente corretas.

Renata começou produzindo peças em lona. Porém, este material começou tornar-se escasso, o que a levou a dedicar-se exclusivamente às câmaras de ar de pneu, com a qual produz acessórios femininos, como bolsas, cintos, carteiras, colares, brincos.

"Eu não podia correr o risco de falhar com meus clientes, por isso parei com a lona, mas então surgiu a idéia da câmara de ar. Com esse material, além de colaborar com o meio ambiente, crio acessórios exclusivos", diz Renata.

Ela ressalta a importância de preservar o meio ambiente em todo o processo. "As câmaras de ar, levam de 500 a 800 anos para se decompor no meio ambiente e durante esse período eliminam toxinas que contaminam o solo e o lençol freático", diz. A artesã afirma que segue as normas do ISO 14000, que diz respeito à gestão ambiental.

Segundo ela, as câmaras de trator, caminhão e ônibus, utilizadas na produção dos acessórios, são acompanhadas de acordo com as normas do início ao fim, desde a lavagem, que é realizada com produtos biodegradáveis até a eliminação dos refugos que são vendidos para empresas especializadas na reutilização dos mesmos.

"Gosto do que faço. De todas as coisas que já fiz, nunca me senti tão feliz", conta a artesã, que busca constantemente estudar sobre assuntos ambientais, a fim de melhorar os resultados de seu design sustentável.

Como publicitária, Renata atuou em veículos de comunicação, como "Folha de S.Paulo" e "Jovem Pan Campinas", e após ter partido para o ramo de moda, já participou de importantes feiras como a "Mercado Mundo Mix", em São Paulo, quando recebeu o convite para participar da edição em Portugal.

Seus produtos atingem até mesmo o mercado internacional, para o qual exporta. O ateliê Renata Campos funciona na Rua 13 de Maio, 615, e comercializa a linha Design Sustentável no "Espaço Bendito Seja", que fica na Rua Santa Cruz, 1041. Atende pelo telefone 3011-9540.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Rodrigo Rodrigues desmistifica TV


Liandra e Felipe *

     "Eu não fico pensando em público-alvo". Essa foi uma, entre as muitas frases irreverentes, do palestrante Rodrigo Rodrigues, na terça-feira, 11/11, segundo dia da Semana de Comunicação do ISCA Faculdades.


O apresentador do programa Vitrine, da TV Cultura, foi exemplo de descontração durante todo o tempo em que esteve conversando com os alunos do Isca Faculdades.

 Rodrigo, ao falar do Vitrine, apresentou um trecho de uma edição especial que traz as suas reportagens marcantes desde de 2005. Ano em que ele, ao lado de Sabrina Parlatore, assumiu a apresentação do programa.

 "O Vitrine é um programa focado nos bastidores dos meios de comunicação", ele explica. Experiências vividas como repórter e apresentador do Vitrine, e em outras emissoras, foram de forma descontraída relatadas.

 Ao comentar sobre a maneira diferente de apresentar o programa, Rodrigo explicou que sempre agiu assim, e que isso faz parte de seu jeito de ser, esclarecendo que esse tipo do programa permite tal informalidade. "Mas para um jornalista impor o seu estilo, precisa brigar muito", comentou.

 Rodrigo também não economizou críticas à situação atual da televisão no Brasil, e a alguns modos de fazer jornalismo, que considera antiquados ou com pouca ética jornalística, por exemplo, programas de humor como CQC - Custe o que Custar, da Rede Bandeirantes, e Pânico na TV, da Rede TV.

 O segundo dia da Secom ainda contou com sorteio de livros para os alunos presentes, e a entrega da Revista Brasileiros, na qual escreve o jornalista Ricardo Kotscho.

* Alunos do 4º semestre de jornalismo

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