sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Luís Nassif elogia PAC e Bolsa Família

Paulo Silas *

O jornalista Luís Nassif, comentarista econômico da TV Cultura, ministrou palestra aos empresários de Limeira e região sobre a realidade política e econômica do País. O evento aconteceu no dia 4 e foi promovido pela Unimed Limeira e a FIP (Federação Infrafederativa Paulista).

Nassif iniciou o bate-papo com os empresários comparando o atual momento político com a década de 1920, em que havia grande insegurança devido ao modelo econômico. "Hoje as classes E e D estão emergindo graças aos programas sociais. Por outro lado, a classe média está sendo jogada para baixo, em razão dos altos tributos".
Sobre a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), o jornalista acredita que este ainda não é momento para eliminá-la totalmente. Mas salientou que a cobrança deve prever uma variação na alíquota - que hoje é de 0,38% -, de acordo com a arrecadação de tributos.
"Numa gestão que não consegue administrar com a verba atual, quando se corta um pouco dessa verba, vira um caos", opinou, em relação à eliminação radical de tributos. Porém, Nassif concorda que a carga tributária é alta e que é necessário diminuí-la. Segundo ele, o amortecimento da carga só será possível se a gestão pública diminuir os custos e os gastos atuais.
De acordo com o jornalista, o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) é um avanço para o Brasil e foi uma das medidas mais relevantes do atual governo. "É importante porque pega um conjunto de investimentos que não são contigenciados. O País pode virar um canteiro de obras".
Em relação ao programa Bolsa Família, Nassif diz tratar-se de um programa essencial. No entanto, a metodologia deve ser revista. Para ele, é imprescindível melhorar a base de dados e ter uma "porta de saída". "Ao contrário de que muitos pensam, precisamos aumentar os gastos na área social e não reduzi-los".
Diante da atual crise política, ele acredita que os partidos, hoje, não significam mais nada. E aproveitou para comentar o caso Renan Calheiros, que definiu como "uma derrota da grande imprensa". Segundo o jornalista, a imprensa está virando um instrumento político, quando deveria ser mediadora. "Estamos num momento de redescoberta do Brasil", conclui o jornalista.

* Aluno de Jornalismo do Isca e repórter da Agência Nova