Elen Lima *
Para completar a noite, a cerimônia foi interpretada por Cristina Martins em língua juruna (nativa dos índios brasileiros) e contou também com intérprete de libras (língua brasileira de sinais) por Samantha Camargo Daroque.
Classificado como um dos cinco salões mais importantes do segmento no Brasil, o SAC visa divulgar e valorizar a arte contemporânea.
O evento, promovido pela Pinacoteca Municipal "Miguel Dutra" em parceria com a Secretaria Municipal de Ação Cultural e empresas, reúne 78 obras selecionadas pela Comissão de Seleção e Premiação. A comissão é formada pelos professores José Spaniol (orientador dos cursos de pintura e gravura da Pinacoteca do Estado de São Paulo); Márcio Perigo (da Unicamp) e Marcos Rizolli.
Segundo a coordenadora da mostra, Maria Darcy Longo Libardi, a Secretaria de Ação Cultural nomeou a comissão organizadora formada por Juliana Pavanelli, Danilo Salvego e Flávio Camargo.
O salão recebeu 824 trabalhos de mais de 12 estados e destes, apenas dois piracicabanos foram selecionados. "As expectativas do número de inscrições foi ultrapassada", salienta Darcy.
Além das obras, o SAC apresenta nesta edição um diferencial: paralelamente estão acontecendo intervenções urbanas, realizadas por Gustavo Torrezan, em toda a cidade, performances teatrais, palestras, oficinas em escolas e abertura da exposição "Passa-tempo", da artista Alzira Fragoso, que realiza trabalhos para deficientes visuais.
"Como pedagoga e diretora da Pinacoteca Municipal, eu procuro enfatizar ações educativas para a inclusão dos deficientes nas artes, especialmente crianças", observa Darcy.
Ela diz que a verba para o evento era zero, e graças às parcerias foi possível atingir os objetivos.
O SAC ficará aberto para visitação pública até 30 de novembro, no Engenho Central, de segunda à sexta-feira, das 9 às 11 e das 13 às 18 horas, e aos sábados e domingos, das 13 às 18 horas.
* Aluna do 4º semestre de Jornalismo

