segunda-feira, 9 de junho de 2008

Limeira receberá 56 câmeras de segurança

Felipe Furlanetti *

A Prefeitura de Limeira está realizando a instalação de postes de estrutura metálica em 32 pontos da cidade. Neles, serão colocadas câmeras de monitoramento do novo sistema de segurança do município. O objetivo, segundo o secretário de Segurança Pública, Siddharta Carneiro Leão, é proporcionar maior proteção aos moradores. O investimento está orçado em aproximadamente R$ 2 milhões. 

As entradas e saídas de Limeira, como as avenidas Major José Levy Sobrinho e Marechal Arthur da Costa e Silva, receberão 24 equipamentos. Nestes locais, a idéia é fazer monitoramento duplo, ou seja, fiscalizar a placa do veículo e identificar o condutor. "O intuito não é flagrar abusos no trânsito, mas melhorar a segurança do município", explica Siddharta, lembrando que as câmeras irão operar 24 horas por dia.
De acordo com o secretário, o projeto prevê a instalação de 56 câmeras de segurança em todo o município, entre elas 32 com giro de 360 graus, a ser instaladas na região central. Estão incluídas as praças, paradas de ônibus, baixada da rodoviária (onde há casas de prostituição) e a estação. A previsão é de que o sistema esteja funcionando ainda em junho.
As imagens captadas ficarão armazenadas por 30 dias e podem servir de auxílio à polícia em casos de furtos e assaltos. Para o caminhoneiro Adelson Lima, 41, que reside próximo a um dos pontos em que serão instaladas as câmeras, o novo sistema de segurança irá trazer mais sossego aos moradores. "Sempre viajo, e por este motivo penso que minha família estará um pouco mais segura", disse Lima.
R$ 2 milhões em equipamentos
Segundo o diretor administrativo de Segurança Pública, Nilton Xavier Ribeiro, a Central de Monitoramento, que receberá as imagens, ficará na sala do relógio, no edifício Prada, localizado na rua Dr. Alberto Ferreira, 179. "Os locais foram selecionados pela maior densidade demográfica e movimentação, além do maior registro de ocorrências", afirma Ribeiro.
As câmeras móveis serão conectadas via fibra óptica, através dos postes da rede elétrica (rede aérea). Possuem capacidade de alcance de 350 a 400 metros de zoom, com alta qualidade de imagem. "Elas têm rotação de 360 graus, podendo acompanhar a ocorrência registrada", disse o diretor. As câmeras fixas funcionarão em sistema de rede sem fio, via rádio, e serão ajustadas para focar uma determinada região. 
Segundo o secretário, a idéia de instalação do sistema começou a ser cogitada em 2005. "Amadurecemos o projeto em 2006 e passamos a realizar estudos junto aos órgãos de segurança sobre locais que receberiam os equipamentos". A empresa contratada, por meio de licitação, atua em aeroportos, portos e órgãos federais do país.

* Estudante do 3º semestre de Jornalismo e repórter da Agência Nova

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60 mil visitam Rua do Porto nos finais de semana


Rodrigo de Souza *

A cidade de Piracicaba é conhecida por possuir vários pontos turísticos, mas o principal motivo pelo qual a cidade atrai tantos visitantes é, sem dúvida, o rio Piracicaba. Um dos mais importantes rios do Estado, o Piracicaba é responsável pelo abastecimento de parte da Grande São Paulo e demais cidades da região.

À margem esquerda do rio encontra-se a Rua do Porto (ex-Rua da Praia), com mais de 40 estabelecimentos comerciais, entre eles bares e restaurantes, que aos finais de semana atraem milhares de turistas e piracicabanos. O cardápio oferece pratos típicos feitos principalmente à base de peixe frito ou assado na telha ou no tambor, além de porções e do famoso cuscuz.
Os restaurantes à beira do rio combinam culinária de qualidade com uma bela paisagem. Valdir Costa Lage, 38, supervisor de construção civil, diz que freqüenta o local porque aprecia o ambiente agradável e a comida oferecida.
De acordo com dados da Amoporto (Associação dos Moradores da Rua do Porto), cerca de 60 mil pessoas visitam o local aos finais de semana. Em geral, a chegada das famílias aos restaurantes e bares acontece por volta das 11h30. A saída não se dá antes das 14h30.
A tradicional Rua do Porto ainda conserva um ar "caipira", apesar da crescente modernização da cidade. As casas dos pescadores que ali residem são um chamado ao passado, deixando o ambiente ainda mais aconchegante. Em algumas casas são vendidas iscas e varas para que os visitantes possam pescar no rio Piracicaba. 
 Os principais pontos turísticos da Rua do Porto são o Engenho Central, situado à margem direita, onde acontecem festas e exposições, e o Parque do Mirante, um dos melhores locais para se observar o rio, a Rua do Porto e a cidade.
O local também conta com uma bela área verde, com lago, pista para exercício físico e parque infantil - o Parque Rua do Porto. Segundo o bancário Plínio César Scarpari, 42, a paisagem e ar puro servem como um alívio para o estresse acumulado durante a semana.

* Estudante de Jornalismo e colaborador da Agência Nova

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ENTREVISTA - Ricardo Wollmer


Da Redação *

Formado em 2004 pelo Isca Faculdades, o jornalista Ricardo Wollmer é o novo titular da Assessoria de Comunicações da Prefeitura de Limeira. Ele substitui o também jornalista Adalberto Mansur, que assumiu a Secretaria de Cultura da cidade. Ricardo, que foi repórter do Jornal de Limeira e trabalhou na EPTV Campinas, está na Prefeitura desde agosto de 2006. Ele concedeu a seguinte entrevista, por e-mail, à Agência Nova:


Como você ingressou no jornalismo?
Minha experiência profissional no jornalismo começou quando eu ainda estava no terceiro ano do ensino médio, em 1999. Vi no Jornal de Limeira um anúncio chamando estudantes para fazer a seção "Proibido para maiores". O critério de seleção era uma redação. Fiz e consegui entrar. Fiquei seis meses trabalhando voluntariamente no JL, fazendo esse caderno jovem, junto com a Carolina Rodrigues, da primeira turma de Jornalismo do Isca, que hoje está na rádio CBN, em Campinas. Não ganhava nada. Até que precisei sair em função do vestibular.
Depois, em 2001, quando comecei a cursar a faculdade, ingressei em um programa de estágio também no Jornal de Limeira. O trainee era destinado a um grupo de estudantes de jornalismo, que ficavam durante duas ou três semanas acompanhando a rotina do jornal e também fazendo pautas.
Em julho do mesmo ano surgiu uma vaga no JL, e o pessoal da redação lembrou de mim. Eu estava indo para o segundo semestre da faculdade. Fiquei no JL durante quatro anos e meio, até fevereiro de 2006. Lá, fiz bastante coisa: primeiro fui repórter-estagiário, cobrindo reclamações de buracos e mato alto. Depois, foram me dando outras matérias e fui fazendo mais coisas. Cuidei do caderno Livre Iniciativa (que é de economia, voltado aos empresários) e também atuei no fechamento, fotografia, revisão de matérias etc. 
A matéria que mais me marcou no JL foi a primeira que assinei como jornalista profissional: chequei a informação e divulguei, em primeira mão, que a Unicamp confirmara a abertura do segundo campus na cidade - notícia que se confirmou recentemente.
 
Você também trabalhou na EPTV Campinas. Fale um pouco dessa experiência.  
Saí do Jornal de Limeira em fevereiro de 2006 e fui chamado para ser produtor de pautas na EPTV Campinas, num contrato de trabalho temporário de seis meses. Depois, seria efetivado, mas preferi vir para a assessoria da Prefeitura, em agosto de 2006.
Na EPTV, produzia reportagens tanto para o Jornal Regional 1ª Edição como para o JR 2ª Edição. A minha função era checar informações, achar personagens e escrever a pauta para que o repórter e o cinegrafista pudessem ir para a rua fazer a matéria.
Quando meu contrato na EPTV estava para ser renovado como funcionário efetivo, recebi a proposta do meu ex-chefe do JL, o Adalberto Mansur, para trabalhar com ele na assessoria de comunicações da Prefeitura de Limeira. Resolvi aceitar o desafio. Vim para cá em agosto de 2006 e estou agora como diretor de imprensa, rádio e TV.

Que desafios você acredita que enfrentará à frente da Assessoria de Comunicações da Prefeitura?
O desafio diário que temos aqui é conseguir as respostas para os veículos de comunicação - tanto de Limeira como da região, e mesmo os veículos nacionais, como Folha de São Paulo - no prazo de apenas um dia. Isso é um pouco difícil porque a rotina das secretarias é diferente da rotina diária dos veículos. Por exemplo: quando sai a publicação de algum assunto da Prefeitura no Jornal Oficial do Município, os jornalistas ligam pedindo detalhes. Só que nem sempre as secretarias têm todos os detalhes, e nem sempre podem atender o pedido naquele dia, em função dos compromissos internos. E aí o jornalista reclama porque necessita da notícia naquele momento.
Temos feito um trabalho de conscientização (que começou em 2005, na chefia do Adalberto Mansur) para as secretarias entenderem a necessidade dos veículos. E, aos poucos, isso vem dando certo.
Outro desafio é fazer com que as secretarias entendam a necessidade de gerar pautas para a imprensa. Aqui em Limeira os veículos de comunicação - principalmente jornais impressos e tevês - têm uma dificuldade enorme para criar e produzir pautas. E, para preencher as páginas dos jornais e o espaço nas tevês, os jornalistas ligam para a assessoria pedindo fatos e entrevistados. E nem sempre temos essas informações à disposição.
Um outro desafio, que considero bastante importante, será comandar a assessoria em uma época de campanha eleitoral. Já cobri eleições municipais como repórter do Jornal de Limeira, mas será a primeira vez estando na prefeitura. Já estamos nos estruturando para dar o melhor atendimento aos jornalistas naquilo que cabe à Prefeitura. Já a parte eleitoral propriamente dita ficará sob responsabilidade dos comitês partidários, sem nenhum vínculo com a assessoria.
 
Que características deve possuir um bom assessor de imprensa, em sua opinião?
Um bom assessor de imprensa é aquele que sabe distinguir o que é importante para o assessorado e o que é importante para os jornalistas. Não adianta fazer um texto ou um evento que só agrade ao assessorado. O texto, ou o evento, precisam ter informações que sejam de interesse dos jornalistas, porque, caso contrário, aquilo que você está divulgando não será publicado. E isso, temos conseguido fazer aqui na assessoria: como a Prefeitura dispõe de muitas informações que interessam aos cidadãos, conseguimos encaminhá-las aos jornalistas. Muitas vezes, um release nosso é publicado na íntegra nos jornais impressos e também serve de base para a gravação das matérias de TV. 
Além disso, um bom assessor de imprensa - assim como todo bom jornalista - precisa entender bem de língua portuguesa, precisa ler os jornais locais, ouvir os principais programas de rádio e de tevê e estar antenado com os assuntos nacionais. Para isso, deve assistir a telejornais, e ler jornais e revistas semanais.
Um assessor também precisa saber de tudo - ou quase tudo - da vida do assessorado, para que possa encaminhar as solicitações da imprensa quando elas ocorrerem. Não precisa ter as respostas na ponta da língua, mas precisa saber com quem falar à noite e nos finais de semana e feriados, porque a imprensa é diária e procura o assessor nesses dias também.

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segunda-feira, 2 de junho de 2008

4ª edição do Congrema terá três mesas redondas


Fernanda Dias/Liandra Santarosa *

De 16 a 19 de setembro será realizado no Isca Faculdades o 4º Congrema (Congresso de Meio Ambiente), que visa promover debates entre técnicos e entidades, divulgar trabalhos científicos, e gerar reflexões sobre questões ambientais. A edição do Congrema deste ano será mais ampla, oferecendo diversas atividades, e permitirá aos participantes acompanhar os temas que mais interessam.

Nas três mesas redondas deste ano serão discutidos temas como Desenvolvimento Socioambiental, Gestão Ambiental e Recursos Hídricos. Cada mesa será composta por três palestrantes e um moderador.
Para o evento de 2008 várias presenças já estão confirmadas, entre elas a do promotor de Justiça do Meio Ambiente e professor do Isca, Luis Alberto Segalla Bevilacqua; o coordenador geral da Agência de Água PCJ (Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Francisco Carlos Castro Lahoz; e o diretor de Operações da ONG Instituto Triângulo, Fabrício França.
O presidente da comissão organizadora do Congrema, professor Dirceu Brasil, destacou a amplitude do evento. "Um congresso como este é de grande importância por reunir pessoas de diferentes locais do país e de variadas profissões, pois a questão ambiental tem característica multidisciplinar".
As inscrições para o 4º Congrema serão realizadas no site do Isca Faculdades. A taxa cobrada vai variar de acordo com a categoria do participante.

Congrema Júnior
O professor Dirceu também destacou a realização do Congrema Júnior. Destinado a alunos do ensino fundamental e médio, o evento possibilita aos estudantes a apresentação de trabalhos. Contará com a realização de caminhada ecológica, plantio de árvores, oficina de reciclagem e exposição, entre outras atividades. O Congrema Júnior é realizado desde a primeira edição do Congrema, em 1999.

* Estudantes do 3º semestre de Jornalismo e repórteres da Agência Nova

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Escola rural de Araras atende 340 alunos


Fernanda Dias* *

Terminou no sábado, 31, o prazo para as prefeituras pedirem financiamento destinado à construção de escolas na área rural. O Ministério da Educação liberou R$ 200 milhões para a construção de 229 estabelecimentos. Qualquer município pode solicitar o financiamento, no entanto é necessário apresentar a documentação exigida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), junto com um comprovante de que o terreno será utilizado para a construção da escola.

A Secretaria Municipal de Educação de Araras não irá fazer solicitação este ano, segundo Silvia Zuntin, secretária municipal de Educação. "Araras não precisa ter mais uma escola rural. O que realmente deve ser feito é a ampliação da Escola Municipal Ivan Inácio de Oliveira Zurita, mas para isso é necessário solicitação de um novo recurso", completa. 
Araras conta com apenas uma escola rural, na qual as atividades foram iniciadas em fevereiro do ano passado. O principal objetivo é oferecer educação de qualidade a todas as crianças e jovens que moram próximo ao local e melhorar o contato do aluno com a escola e a comunidade. Por esse motivo, cada estudante tem a opção de participar das oficinas oferecidas, entre elas horta e estufa, jardinagem, ecologia e meio ambiente, zootecnia e empreendedorismo rural.
Para Ana Dorta, diretora de departamento de ensino,  "essas disciplinas constituem um diferencial na formação dos alunos. Por meio delas, eles têm a oportunidade de levar o conhecimento e prática adquirida na escola para suas casas e compartilhá-los com os seus familiares". Esse é um aspecto importante, uma vez que as famílias de muitos alunos desenvolvem agricultura nos sítios, fazendas e assentamentos onde residem.
A escola rural de Araras atende cerca de 340 estudantes, oferecendo aulas no período integral. Possui alunos de educação infantil até o ensino fundamental. No momento conta com 10 salas de aula, quadra poliesportiva, campo de futebol coberto. A fim de proporcionar um melhor aprendizado para os estudantes, foram construídas também duas estufas, sendo uma para a plantação de hortaliças e outra para o cultivo de plantas ornamentais.

* Estudante do 3º semestre de Jornalismo e repórter da Agência Nova

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Todas as cores do Brasil em exposição


Lílian Geraldini/Roxane Regly *

"Mostrar as faces diferentes de um Brasil multicor, com toda sua diversidade cultural, onde há campos, flores, paisagens, bandeiras, borboletas, pássaros, figuras estilizadas, geométricos aparentes e mandalas". Este é o objetivo do trabalho da artista plástica e arquiteta Paula Pittia Ciarrocchi, que expôs suas obras no espaço "Arte na ALIE", localizado no hall de entrada do campus do Isca Faculdades, Colégio Acadêmico e COC Vestibulares. 

A exposição, intitulada Mil Cores Brasileiras, terminou no dia 30 de maio. 
A estudante Aline de Oliveira, 22, passa todos os dias pelo espaço artístico, e gostou muito dos trabalhos de Paula. Ela considerou a exposição bastante "criativa". "Através dos trabalhos pode-se perceber que a artista é uma pessoa de personalidade", avaliou. O estudante Alessandro Amorim, 27, também visitante da exposição, disse que a mostra prendeu sua atenção: "São trabalhos muito bonitos e chamativos. Eles nos passam um pouco da artista para nós"

* Estudantes do 3º semestre de Jornalismo e repórteres da Agência Nova

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Estudantes criam linha de cosméticos


Mariana Santos/Thiago Machado *

Alunos do terceiro semestre de Química do Isca Faculdades desenvolveram a empresa de cosméticos Mãe Terra. A iniciativa tem apoio do programa Incubadora de Empresas, uma parceria entre a Unicamp e o Isca para elaboração de projetos de empreendedorismo voltados a estudantes. 

A parceria, que é a primeira realizada pela Universidade Estadual de Campinas com uma faculdade particular, irá beneficiar inicialmente o curso de Química, mas a idéia é que possa ser ampliada depois para outros cursos.
O objetivo da Mãe Terra é difundir o uso de produtos naturais na fabricação de cosméticos, como argila vermelha, areia, farelo de linhaça e essência de calêndula, em substituição a produtos sintéticos.
A utilização da argila vermelha é bem vista pelos participantes do projeto, pois o produto pode ser encontrado em abundância na região de Limeira, Rio Claro e Santa Gertrudes. Além de ser um elemento de fácil extração e baixo custo, a argila é considerada um agente eficaz na limpeza da pele.
O projeto é implementado pelos alunos Lais Delbianco, Amanda da Silva, Alessandro Santos, Samuel Zanatta e Lais Rosado desde o ensino médio, quando estudavam no curso técnico de química da escola Trajano Camargo, em Limeira. Agora, na faculdade, recebem a ajuda dos professores e da coordenadora do curso, Gislaine Delbianco, e contam com a infra-estrutura laboratorial do Isca para dar continuidade ao projeto em escala de produção.

Diversificação
A linha de cosméticos Mãe Terra conta inicialmente com produtos voltados ao combate à acne, como cremes faciais e gel cicatrizante, além de sabonetes para o corpo. Mas a intenção é expandir e diversificar a linha. Xampus, condicionadores e outros tipos de cremes serão elaborados pelos alunos no decorrer do curso.

* Estudantes do 3º semestre de Jornalismo e repórteres da Agência Nova

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O bom brasileiro não desiste nunca


Ana Maria Bacocina *

"Nossa! Tenho que estudar para o concurso. Não estudei nada na sexta e ontem", diz Rodrigo, com ar de preocupação. É tarde de domingo, e falta uma semana para a prova do concurso público do INSS. Rodrigo tem 21 anos e se inscreveu para o cargo de técnico do Seguro Social. Ele escolheu a cidade de Capivari para concorrer, já que lá foram abertas cinco vagas. Em Limeira, onde reside, são apenas duas.

Este é o segundo concurso público para o qual Rodrigo se inscreve. Ele está confiante. Além da estabilidade oferecida por um emprego público, ainda tem o salário de R$1.989,87 mensais ? melhor do que aquele que recebe atualmente. 
O que mais o motiva, porém, é a certeza de não precisar mais cumprir as tão indesejáveis horas extras, se passar. O jovem quer fazer uma faculdade à noite, mas sempre que começa algum curso, precisa parar. A empresa onde trabalha é especializada em softwares para computador ? utilizados na área de engenharia mecânica ? e Rodrigo muitas vezes é convocado para fazer horas extras no período da noite e aos sábados. Com isso, não pode assumir nenhum compromisso a longo prazo, pela incerteza de conseguir cumpri-lo.  
A falta de tempo é o principal motivo para o jovem temer a concorrência: "Não consigo estudar o quanto deveria e gostaria. É muita coisa, e são poucas as horas que me sobram, além do trabalho. Às vezes começo a ler e durmo sobre os livros".
O conteúdo da prova é extenso. Abrange questões de língua portuguesa, raciocínio lógico, informática, matemática, atualidades, noções de direito constitucional e administrativo, além de ética no serviço público e temas relativos à Previdência e seguro social no Brasil.
Mas Rodrigo é esforçado e não desanima fácil. A uma semana da prova, mantém a calma: "Não adianta eu me desesperar. Preciso estudar porque senão não vou conseguir passar. Nada cai do céu".
A seis dias do concurso, Rodrigo consegue parar para estudar um pouco, depois de trabalhar o dia todo em Araraquara, treinando funcionários na utilização de um programa de computador. Coloca o fone de ouvido e se tranca no quarto para não ser incomodado. Qualquer ruído é capaz de tirar sua concentração. 
Já estudou direito e assuntos relativos à Previdência Social. Agora, precisa ver os outros conteúdos. Pega o livro de português, matéria em que tem mais dificuldade, e logo encontra um assunto que precisa relembrar: concordância nominal. É neste tema que fica concentrado durante pouco mais de duas horas, quando percebe que já passam das onze da noite e precisa dormir.
Na terça-feira, faltando cinco dias para a prova, Rodrigo chega mais cedo do trabalho. Após todo o ritual para não ser incomodado, inicia sua leitura - ainda sobre concordância, só que desta vez, verbal. A dificuldade em manter a concentração na matéria é maior, porém, entre cochilos, consegue entender parte do assunto lido.
Quarta-feira: Rodrigo está com mais vontade de estudar do que nos outros dias da semana. Pega dois livros, um de português e outro de matemática, e vai para o quarto. Começa resolvendo alguns problemas de raciocínio lógico. Português, deixa para ver no fim da noite. O tema da vez é regência verbal, no qual o jovem também se confunde um pouco. Ele dedica uma hora e meia ao assunto.
Na quinta-feira, apesar do cansaço, Rodrigo sabe que precisa estudar, pois tem só mais três dias pela frente. E é o que faz durante uma, duas, três horas corridas, quando pára de resolver às questões de matemática e vai dormir.
Na sexta e no sábado o jovem lê conteúdos de português novamente, mas um pouco menos para não se sentir cansado na hora da prova. Vai dormir cedo. Pretende relaxar para conseguir se manter concentrado durante as quatro horas de concurso.
Finalmente chega o dia da prova e Rodrigo está aparentemente calmo. Sai de casa uma hora antes e no meio do caminho percebe que esqueceu o comprovante de inscrição. Volta rapidamente para buscar o documento e consegue chegar com 15 minutos de antecedência à escola onde será aplicado o concurso. Faz a maioria das questões e deixa algumas em branco, porque, a cada resposta errada, uma questão respondida corretamente é anulada. Fica até o fim para poder levar o caderno de questões, já que o sistema rígido da Cespe/UnB, responsável pela aplicação da prova, não permite sequer que se anote o gabarito para conferência.
Questionado sobre se foi bem na prova, Rodrigo, com olhar ansioso, responde que não há como saber: é preciso esperar o gabarito, já que a maioria das questões tinha sido sobre a Previdência.
Meio milhão de pessoas em todo o Brasil participaram do mesmo processo seletivo que Rodrigo e ele é apenas um dos tantos candidatos que dividiram expectativas, vontade e determinação. Em muitos casos, esses sentimentos se unem à preocupação com o desemprego, a luta pela sobrevivência, e a responsabilidade de ter de manter uma família sem condições para isso.
Semanas depois, o resultado do concurso foi divulgado. Dessa vez, Rodrigo não passou. Mas a vida continua e os sonhos também. Ele tem ainda cinco outros concursos para fazer nas semanas seguintes e a esperança persiste: "Não foi dessa vez... Quem sabe da próxima!", conforma-se o jovem.

* Estudante do 7º semestre de Jornalismo e colaboradora da Agência Nova.

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