
Da Redação *
Formado em 2004 pelo Isca Faculdades, o jornalista Ricardo Wollmer é o novo titular da Assessoria de Comunicações da Prefeitura de Limeira. Ele substitui o também jornalista Adalberto Mansur, que assumiu a Secretaria de Cultura da cidade. Ricardo, que foi repórter do Jornal de Limeira e trabalhou na EPTV Campinas, está na Prefeitura desde agosto de 2006. Ele concedeu a seguinte entrevista, por e-mail, à Agência Nova:
Como você ingressou no jornalismo?
Minha experiência profissional no jornalismo começou quando eu ainda estava no terceiro ano do ensino médio, em 1999. Vi no Jornal de Limeira um anúncio chamando estudantes para fazer a seção "Proibido para maiores". O critério de seleção era uma redação. Fiz e consegui entrar. Fiquei seis meses trabalhando voluntariamente no JL, fazendo esse caderno jovem, junto com a Carolina Rodrigues, da primeira turma de Jornalismo do Isca, que hoje está na rádio CBN, em Campinas. Não ganhava nada. Até que precisei sair em função do vestibular.
Depois, em 2001, quando comecei a cursar a faculdade, ingressei em um programa de estágio também no Jornal de Limeira. O trainee era destinado a um grupo de estudantes de jornalismo, que ficavam durante duas ou três semanas acompanhando a rotina do jornal e também fazendo pautas.
Em julho do mesmo ano surgiu uma vaga no JL, e o pessoal da redação lembrou de mim. Eu estava indo para o segundo semestre da faculdade. Fiquei no JL durante quatro anos e meio, até fevereiro de 2006. Lá, fiz bastante coisa: primeiro fui repórter-estagiário, cobrindo reclamações de buracos e mato alto. Depois, foram me dando outras matérias e fui fazendo mais coisas. Cuidei do caderno Livre Iniciativa (que é de economia, voltado aos empresários) e também atuei no fechamento, fotografia, revisão de matérias etc.
A matéria que mais me marcou no JL foi a primeira que assinei como jornalista profissional: chequei a informação e divulguei, em primeira mão, que a Unicamp confirmara a abertura do segundo campus na cidade - notícia que se confirmou recentemente.
Você também trabalhou na EPTV Campinas. Fale um pouco dessa experiência.
Saí do Jornal de Limeira em fevereiro de 2006 e fui chamado para ser produtor de pautas na EPTV Campinas, num contrato de trabalho temporário de seis meses. Depois, seria efetivado, mas preferi vir para a assessoria da Prefeitura, em agosto de 2006.
Na EPTV, produzia reportagens tanto para o Jornal Regional 1ª Edição como para o JR 2ª Edição. A minha função era checar informações, achar personagens e escrever a pauta para que o repórter e o cinegrafista pudessem ir para a rua fazer a matéria.
Quando meu contrato na EPTV estava para ser renovado como funcionário efetivo, recebi a proposta do meu ex-chefe do JL, o Adalberto Mansur, para trabalhar com ele na assessoria de comunicações da Prefeitura de Limeira. Resolvi aceitar o desafio. Vim para cá em agosto de 2006 e estou agora como diretor de imprensa, rádio e TV.
Que desafios você acredita que enfrentará à frente da Assessoria de Comunicações da Prefeitura?
O desafio diário que temos aqui é conseguir as respostas para os veículos de comunicação - tanto de Limeira como da região, e mesmo os veículos nacionais, como Folha de São Paulo - no prazo de apenas um dia. Isso é um pouco difícil porque a rotina das secretarias é diferente da rotina diária dos veículos. Por exemplo: quando sai a publicação de algum assunto da Prefeitura no Jornal Oficial do Município, os jornalistas ligam pedindo detalhes. Só que nem sempre as secretarias têm todos os detalhes, e nem sempre podem atender o pedido naquele dia, em função dos compromissos internos. E aí o jornalista reclama porque necessita da notícia naquele momento.
Temos feito um trabalho de conscientização (que começou em 2005, na chefia do Adalberto Mansur) para as secretarias entenderem a necessidade dos veículos. E, aos poucos, isso vem dando certo.
Outro desafio é fazer com que as secretarias entendam a necessidade de gerar pautas para a imprensa. Aqui em Limeira os veículos de comunicação - principalmente jornais impressos e tevês - têm uma dificuldade enorme para criar e produzir pautas. E, para preencher as páginas dos jornais e o espaço nas tevês, os jornalistas ligam para a assessoria pedindo fatos e entrevistados. E nem sempre temos essas informações à disposição.
Um outro desafio, que considero bastante importante, será comandar a assessoria em uma época de campanha eleitoral. Já cobri eleições municipais como repórter do Jornal de Limeira, mas será a primeira vez estando na prefeitura. Já estamos nos estruturando para dar o melhor atendimento aos jornalistas naquilo que cabe à Prefeitura. Já a parte eleitoral propriamente dita ficará sob responsabilidade dos comitês partidários, sem nenhum vínculo com a assessoria.
Que características deve possuir um bom assessor de imprensa, em sua opinião?
Um bom assessor de imprensa é aquele que sabe distinguir o que é importante para o assessorado e o que é importante para os jornalistas. Não adianta fazer um texto ou um evento que só agrade ao assessorado. O texto, ou o evento, precisam ter informações que sejam de interesse dos jornalistas, porque, caso contrário, aquilo que você está divulgando não será publicado. E isso, temos conseguido fazer aqui na assessoria: como a Prefeitura dispõe de muitas informações que interessam aos cidadãos, conseguimos encaminhá-las aos jornalistas. Muitas vezes, um release nosso é publicado na íntegra nos jornais impressos e também serve de base para a gravação das matérias de TV.
Além disso, um bom assessor de imprensa - assim como todo bom jornalista - precisa entender bem de língua portuguesa, precisa ler os jornais locais, ouvir os principais programas de rádio e de tevê e estar antenado com os assuntos nacionais. Para isso, deve assistir a telejornais, e ler jornais e revistas semanais.
Um assessor também precisa saber de tudo - ou quase tudo - da vida do assessorado, para que possa encaminhar as solicitações da imprensa quando elas ocorrerem. Não precisa ter as respostas na ponta da língua, mas precisa saber com quem falar à noite e nos finais de semana e feriados, porque a imprensa é diária e procura o assessor nesses dias também.
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