quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Métodos preventivos de combate ao Greening


Felipe Furlanetti *

Citricultores, pesquisadores e autoridades de Limeira e região se reuniram na última sexta-feira, 24 de outubro, no anfiteatro do Carlton Plaza Hotel de Limeira para discutir soluções que possam amenizar os impactos socioeconômicos do Greening.

O encontro teve como objetivo mostrar a importância econômica e social da produção citrícola no Estado de São Paulo e a perda de expressão no cenário mundial, que vem ocorrendo por conta da devastação causada pela doença. 

Participaram do evento autoridades dos municípios de Limeira, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, Piracicaba, Cordeirópolis, Iracemápolis, Rio Claro, Cosmópolis e Santa Gertrudes, além de representantes do Ministério da Agricultura e da Secretaria Estadual de Agricultura.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Danilo Fischer, a intenção do encontro é discutir a citricultura na região e a ameaça que o Greening representa para o parque citrícola. "Limeira está em alerta, e há como cuidar dessa situação. Se todos se unirem com o mesmo propósito, o problema será erradicado", afirma.

Segundo Fischer, uma pesquisa feita pelo curso de Ciências Econômicas do Instituto Superior de Ciências Aplicadas (Isca) mostra que, em Limeira, a doença afetou apenas 2% de toda a plantação do município. "Esse número pode aumentar, caso os produtores não tomem conhecimento da doença", diz.

Conforme a pesquisa, Limeira possui 4.411 trabalhadores rurais envolvidos com a citricultura. Caso a doença não seja estabilizada, muitos destes não teriam especialização em outras áreas para retornar, de imediato, ao mercado de trabalho.

Entretanto, para o engenheiro agrônomo da Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), Rodrigo do Vale Ferreira, o encontro procura mostrar que ainda existem medidas de controle e que é possível conviver com a doença utilizando métodos preventivos. "A melhor receita para a longevidade dos pomares é a realização de inspeções periódicas e, em alguns casos, o manejo da planta doente, para que outras não sejam contaminadas", esclarece.

Para Ferreira, a doença não respeita cercas. "Não basta alguns citricultores exercerem o combate à doença. Se os vizinhos também não realizarem o trabalho de prevenção e controle, todas as propriedades estarão sob risco constante de contaminação. Além de destruir pomares, ela pode alterar a estrutura das cidades que vivem da citricultura. O controle demanda profissionalização e exige cada vez mais rigor e persistência", alerta.

Produtor rural do ramo da citricultura, Claudio Asbahr conta que, por falta de informação, teve que retirar no ano passado algumas plantas de seu pomar. "É uma doença silenciosa. Quando menos se espera, ela toma conta. Por isso temos que nos unir e combater este problema", opina.

Pólo agrícola

Atualmente, o Brasil produz 80% do suco de laranja consumido no mundo, sendo que 98% do suco exportado é produzido em solo paulista. No Estado de São Paulo há mais de 210 milhões de árvores cultivadas em uma área de 650 mil hectares, o que move cerca de R$ 9 bilhões por ano.

O setor representa a base quase que total da economia de 330 municípios paulistas e gera 400 mil empregos diretos. Segundo o Fundecitrus, são os citricultores que movimentam a indústria e o comércio regional, com a aquisição de máquinas, equipamentos, fertilizantes e defensivos agrícolas, além de postos de combustíveis e pedágios.

Dados sobre o Greening disponibilizados pelo Fundecitrus

Constatada no Brasil em março de 2004, o Greening atinge cerca de 4 mil propriedades em 190 municípios do Estado de São Paulo. Ele pode trazer conseqüências como: morte das plantas, diminuição da produção dos pomares, redução da área plantada, aumento nos custos produção, além de coibir a exportação do produto.

 

A doença agride todas as variedades dos citrus com rápida disseminação. Uma planta nova quando afetada não chega a produzir. Já adulta, passa a produzir cada vez menos, sendo destruída em poucos anos em decorrência da seca de ramos e queda dos frutos.

Ela é transmitida por um inseto chamado Diaphorina Citri, presente nos pomares brasileiros e na planta ornamental conhecida como murta, comum em praças e calçadas. Por isso é importante a remoção dessa espécie em cidades que a citricultura é relevante.

O Greening não tem cura. Neste caso é fundamental que todos adotem rapidamente as medidas de prevenção e controle da doença, como inspeção dos pomares, eliminação das plantas doentes, controle do inseto causador da doença, além de adquirir mudas sadias.

Os principais sintomas da doença são a presença de ramos amarelados, folhas secas e morte da planta. Os frutos geralmente ficam deformados e assimétricos, com as sementes podres e com a parte branca da casca mais grossa. Na maioria dos casos, os frutos chegam a cair do pé antes da hora esperada.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Revistas femininas se tornam guias práticos

Fernanda Dias *

As revistas femininas estão presentes na vida de mulheres casadas e solteiras muito mais do que elas imaginam. Para algumas pessoas, essas publicações não passam de algo fútil, mas na verdade, vão mais além do que dar dicas de moda e beleza. Os editoriais são voltados a assuntos relacionados ao crescimento pessoal da mulher, emocional, profissional e sexual.


Em 1973, surgiu a Nova, primeira revista dedicada ao publico feminino. Ela buscava quebrar tabus sexuais, já que na década de 70 nenhum veiculo tratava desse assunto de maneira franca. Com o passar do tempo, foram surgindo outras revistas destinadas às mulheres. Todas elas acompanharam a evolução e as mudanças que a sociedade sofreu. "No começo falar de sexo era tabu. A leitora via a sua sexualidade como assunto proibido. Hoje, a mulher não tem mais preconceitos, discute abertamente sobre o tema com a família, amigas e namorado", ressalta Caren Fonseca, responsável pelo atendimento ao leitor da revista Nova.

Segundo Angélica Banhara, diretora de redação da revista Boa Forma, existe uma diferença significativa entre revista feminina e revista para ambos os sexos. "A feminina é feita especialmente para mulheres, em que a equipe de redação participa de congressos, freqüenta academias, descobre novas formas de comportamento, entre outras coisas. É uma revista que faz diferença na vida da leitora", explica.

Entre os assuntos que mais chamam a atenção da mulherada, segue disparada a procura por reportagens relacionadas ao sexo. Em segundo lugar, as leitoras se interessam por artigos sobre paquera. "A maior parte de leitoras são solteiras. Isso não quer dizer que não tenhamos leitoras que não sejam casadas; por isso, nunca esquecemos de complementar a pauta com artigos sobre casamento ou traição", declara Nilcea Nogueiraredatora-chefe da revista Nova.

O real objetivo das revistas femininas é projetar uma mulher em busca de autoconhecimento, estabilidade no trabalho e satisfação sexual. "É aquela mulher que quer crescer em todos os sentidos, trocando experiências afetivas, explorando seu potencial como mulher e profissional", conclui Nilcea.


* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Diretor regional do Sindicato dos Jornalistas


Tamires Gonçalves *

      Mais de 50 alunos do curso de jornalismo prestigiaram a palestra com o diretor regional do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, na última quarta-feira, no auditório G4 do ISCA Faculdades.


Milena de Castro, coordenadora do curso de jornalismo, propiciou que Martim Vieira Ferreira ministrasse a palestra junto aos jornalistas Vitor Ribeiro e Daniela Rocha, onde abordaram temas referentes à regulamentação da profissão, estágio acadêmico e qualidade de ensino.

     O evento, além dos estudantes foi também prestigiado pelo professor e editor do Jornal de Limeira Rodrigo Piscitelli, Thiago Ferreira diretor da TV Jornal de Limeira e pelos jornalistas e ex-alunos do ISCA Faculdades Agnaldo Rodrigues e Paulo Correa.


* Aluna do 4º semestre de jornalismo.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Acordo Ortográfico vai mudar Língua Portuguesa


Mariana Antonella dos Santos *

No dia 29 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que estabelece o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil. Segundo o site "Comunidade dos Países da Língua Portuguesa" (CPLP), o português, além de ser a língua oficial em oito Estadossoberanos, possui duas grafias, a de Portugal e do Brasil, ambas corretas.


De acordo com o CPLP, a desvantagem dessa dupla grafia seria a dificuldade de partilha de conteúdos entre os países. A comunidade cita como exemplo a limitação do idioma em todas as formas em que a escrita é utilizada. Seja na difusão cultural (literatura, cinema, teatro), na divulgação da informação (jornais, revistas, TV e Internet) e nas relações comerciais (propostas negociais e textos de contratos).

O professor de Língua Portuguesa do ISCA Faculdades, Alexandre Mauro Bragion, acredita que o acordo ortográfico é mais uma utópica tentativa de unir internacionalmente algo de impossível padronização: a língua. "Como organismo vivo que é, ela se constrói e se modifica naturalmente no dia-a-dia", diz .

Para ele, essas mudanças ortográficas vão interferir muito pouco no que diz respeito às aulas de língua portuguesa. "Essa modificação apenas complica o ensino do português padrão nas escolas. Alunos e professores terão de rever seus conceitos e reaprender aquilo que já haviam ´decorado´", comenta o professor.

Diante das várias mudanças que ocorrerão na língua, Bragion conta que o acordo mexe, em especial, com a acentuação gráfica. "Essa questão já é um problema para os usuários do idioma padrão. A revisão dos tópicos sobre a acentuação gráfica será o ponto mais chato e difícil de se trabalhar", afirma.

Outro fator importante será o desaparecimento do acento diferencial. Não será mais utilizado o acento para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição), por exemplo. "Está aí, algo necessário que não deveria ter sido modificado. Desconheço a justificativa oficial para se excluir esse acento, que, por ser diferencial, por si só já se apresenta como necessário", questiona Bragion.

O Brasil será o primeiro país a implementar as regras oficialmente. As mudanças serão feitas a partir de 1º de janeiro de 2009, com um prazo de conclusão até o início de 2013. Nos quatro anos de transição serão aceitas as duas formas. O decreto prevê mudanças em aproximadamente 0,5% das palavras no Brasil. Nos outros países, as alterações podem chegar a 1,6%.

                                    O que muda?


Paroxítonas terminadas em "o" duplo, não terão mais acento circunflexo.Exemplo: Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo".

Mudam-se as normas para o uso do hífen.

Exemplo: Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem".

Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação.

 

Exemplo: "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos".

 

O trema desaparece completamente. 
Exemplo: "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.

 

O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k","w" e "y".

 

O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição).

 

Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas.

Exemplo: "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Alunos controlam gastos para investir nos estudos


Tamires Gonçalves e Ivan Costa *

Gastos com fotocópias, alimentação e transporte pesam no bolso dos universitários. Com isso, muitas vezes, os estudantes abrem mão dos gastos com lazer para investir nos estudos.

Segundo Antonio Venturini, dono da gráfica Venturini, localizada no interior do ISCA Faculdades, o movimento aumenta na época de provas. Além da procura por materiais deixados nas pastas dos professores, há os alunos "turistas", os que não assistem às aulas e, conseqüentemente, tiram cópias dos cadernos dos colegas de curso.

Vários são os estudantes que saem do trabalho e vão direto para a faculdade. Muitos chegam à faculdade e passam pela cantina. Segundo Zabin, proprietário da cantina do ISCA Faculdades, a turma que mais consome na cantina e paga no ato da compra são os universitários. "A maioria dos estudantes janta e também consome no intervalo".

O estudante Ítalo Ferreira, aluno do 4º semestre de Jornalismo, acredita que, para manter-se, é preciso fazer algumas escolhas, para passar o mês sem ultrapassar o limite da conta bancária.

* Alunos do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Clube Gran São João forma homens para o futuro


Ítalo Ferreira e Lucas Navarro *

Há cinco anos, o treinador de futebol, Luis Eduardo Ferreira, iniciou seu trabalho no clube Gran São João de Limeira, com garotos de 5 a 15 anos. O intuito do trabalho não é formar grandes atletas e sim homens com caráter, dignidade e hombridade. Além disso, tem também o objetivo de tirar crianças da rua para poder dar a elas uma oportunidade de vida.


O grupo é formado por 400 meninos, que são divididos em dez categorias, da Sub-6 até a Sub- 15.Os treinos ocorrem às terças e quintas-feiras, das 8h às 11h, das 14h às 17h e das 19h às 21h e às quartas e sextas-feiras, das 8h às 11h e das 14h às 17h. Às terças e sextas, os treinos ocorrem no clube Gran São João e às quartas e quintas-feiras, no campo Lagoa Nova. Em breve, os encontros mudarão de local, pois o clube está construindo seu centro de treinamento.

Além dos treinamentos, o clube participa de algumas competições, entre elas, a Copa Cerquilho (competição em que o clube se sagrou campeão, neste ano, em três categorias: Sub-10, Sub-13 e Sub-15), a Copa Real, a Copa Ouro, a Copa Gazeta e o Campeonato Municipal (em que foi campeão na categoria Sub-13).

Como Participar

A escolinha é aberta para sócios, não-sócios e crianças carentes. Para participar, basta o garoto ir até a secretaria do clube e realizar a sua inscrição. Para associados não é cobrado nada para participar, já para não-sócios é cobrada uma taxa de R$ 20. Para crianças carentes é dada uma bolsa de estudos.

Aluan Aparecido de Oliveira Ramos, 10, é um dos alunos que têm bolsa. O garoto participa das atividades há dois anos. Ele atua na posição de centroavante. Torcedor do Corinthians, ele tem como sonho ser jogador profissional e se espelha em Kaká.

Laércio Severino de Lima, pai do jogador Leonardo Gabriel Lopes de Lima, colocou o menino na escolinha, pois ele sempre quis jogar futebol. "Além de aprender o esporte, ele ficou mais desinibido, conseguindo, assim, conquistar novas amizades", diz o pai.

Domingo, dia 12 de outubro, houve uma festa para as crianças e também mais uma rodada da Copa Gran, que esse ano homenageia Nenê Coletta, que foi presidente do clube por quatro anos.

* Alunos do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Diploma:Campanha para regulamentar o Jornalismo


Roxane Regly *

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) está realizando uma campanha pela regulamentação da profissão, buscando manter a exigência do diploma de nível superior aos que exercem ou querem exercer o Jornalismo. Em nota, a Fenaj defende-se do que considera ser um "ataque sem precedentes" aos jornalistas, que "procura aniquilar a regulamentação", argumentando com uma "visão mesquinha", que "a profissão de jornalista não requer qualificações profissionais específicas".


Juntamente com os Sindicatos dos Jornalistas, a Fenaj iniciou a "luta" contra a liminar. Segundo a Federação, "a população tem direito a informação de qualidade". No último dia 17 de setembro, centenas de profissionais e estudantes estiveram reunidos na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para pedir aos ministros do STF que votem a favor da regulamentação profissional.

A campanha surgiu em 2001, quando o Sindicato das Empresas de Rádio e TV de São Paulo impetrou ação questionando a constitucionalidade do Decreto nº 972/69, que regulamenta a profissão no Brasil. A ação foi acatada pela 1ª instância da Justiça Federal, que concedeu liminar abolindo a exigência. A liminar foi derrubada, em 2005, pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, em São Paulo. E o Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), e ainda espera julgamento.

Marco Atílio Gimenez, 35, formado em Jornalismo, acredita que "a defesa do diploma pode garantir uma melhoria na qualidade dos serviços à sociedade". Marcos Paulino, 38, também jornalista formado, considera que "nos dias atuais, é inadmissível que um jornalista não tenha formação". Paulino, que já atuou como repórter, assessor e editor, e atualmente é também professor universitário, considera que exercer o Jornalismo sem certificação é como ser médico sem diploma: "Em ambos os casos coloca-se em risco a integridade, física ou moral de uma pessoa". E completa: "na faculdade, o profissional adquire uma bagagem de conhecimentos que serão levados à prática".

Mas a opinião da categoria não é unânime. Edmilson Siqueira, 57, jornalista, atualmente editor em um jornal diário em Campinas, acredita que "basta ao profissional ter talento para escrever que as técnicas jornalísticas se aprendem em pouco tempo". Para ele, as faculdades estão longe da realidade das redações: "O excesso de teorias não prepara o aluno para o dia-a-dia do profissional", diz ele.

Para os alunos dos cursos de Jornalismo, a vivência universitária é de grande importância. O estudante do 8º semestre, Alex Contin, 21, há dois anos e meio na profissão, diz que "deve haver uma preparação acadêmica séria do jornalista". Renata Reis, 25, também estudante do 8º semestre, está há dez anos no Jornalismo e há seis num jornal diário de Limeira. Para ela "é indiscutível a necessidade não apenas do diploma, mas do conhecimento que se adquire, pois este faz falta na prática", afirma.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Auto-escola atende a mais de 120 deficientes


Lilian Geraldini *

O sonho de tirar a carteira de habilitação, que antes parecia impossível para os portadores de deficiência, torna-se uma realidade cada vez mais comum. Em Piracicaba, a Vera Cruz é a única das 33 auto-escolas no município adaptada para atender a deficientes físicos, auditivos e pessoas com mobilidade reduzida. Só neste ano, 238 alunos passaram pela auto-escola, já habilitados ou em processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), destes, 129 são deficientes.


A auto-escola está há mais de 30 anos no mercado e oferece o serviço especializado há cerca de um ano, segundo o proprietário, Fernando Spessotto, e atende a nove cidades da região.

De acordo com Spessotto, tornar uma auto-escola adaptada depende de um processo burocrático. É preciso que haja um médico especializado na cidade autorizado pelo Detran (Departamento Nacional de Trânsito) para realizar, nos alunos, uma avaliação específica, em que é detectada a necessidade de cada um. São necessárias, ainda, adaptações na estrutura física da auto-escola para receber os alunos, como barras na parede lateral dos banheiros, rampa de acesso, curso de libras para os instrutores se comunicarem com deficientes auditivos, além de adaptação nos veículos (direção, acelerador do lado esquerdo, freio e acelerador manual, no caso dos paraplégicos).

"Tudo isso custa mais caro. O carro que temos custa mais ou menos 55 mil, com as adaptações sai em torno de 60 mil", diz Spessotto. A CNH também muda de preço. Para tirar uma carteira, normalmente, o custo na auto-escola é de R$500, para o deficiente ela sai por, aproximadamente, R$730.

Spessotto, que também é instrutor, salienta que não há um método especial para as aulas. "Basicamente é a mesma coisa. Não se pode entender como algo diferente, ninguém gosta de ser tratado assim", diz. E destaca que o resultado é gratificante: "Para nós é um mérito habilitar pessoas portadoras de deficiência. Elas têm até mais determinação. O deficiente auditivo, por exemplo, fica feliz quando vê alguém conversando com ele", afirma.

Para o presidente das auto-escolas e despachantes de Piracicaba, Marcos Frank, este serviço é necessário. "Há uma procura dessas pessoas com deficiência. Antes elas tinham que ir para Campinas, Sumaré ou São Paulo. Hoje se tornou mais fácil", completa.

Humberto Cosentino Neto, 62, é motorista há 40 anos. Em 2002, sofreu um acidente de moto que ocasionou uma lesão medular. Hoje ele se locomove com o auxílio de um andador. Cosentino Neto teve de tirar a CNH novamente, mas não desanimou. "Fiz sete aulas, já sabia dirigir, só tive que me adaptar a algumas coisas". Ele afirma que, com o carro automático, fica ainda mais fácil dirigir e salienta: "É ótimo ter novamente independência ao dirigir".   

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Assessoria de imprensa no Primeiro Setor


Liandra Santarosa / Felipe *

Com a responsabilidade de facilitar o acesso às informações de interesse público, as assessorias de imprensa do Primeiro Setor têm sido fundamental na gestão de relacionamento entre sociedade, veículos de comunicação e os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). E para isso, algumas regras de comunicação, como prazo para respostas e produção de comunicados à imprensa, vêm sendo instituídas, seja na esfera federal, estadual ou municipal.


Composta por profissionais de jornalismo e relações públicas, a assessoria de imprensa é um instrumento de comunicação desenvolvida para empresas privadas e públicas. Entretanto, o trabalho de uma assessoria pode variar de acordo com o seu assessorado, como no caso de um candidato político, que requer mais propaganda à informação. É o que afirma o professor do curso de pós-graduaçãoem Comunicação Pública da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Luiz Roberto Serrano, em entrevista à Folha de S. Paulo.

 

Serrano pontua que o acesso à informação pública é um direito, e todo documento deve ser comunicável, com acesso e cópia facilitados. Segundo ele, entre os alicerces da comunicação pública, estão a informação de interesse público, a legitimidade e a interatividade. "A comunicação eleitoral, por ser intensa e concentrada num espaço específico de tempo e com um único sentido, é bastante distinta da comunicação pública, a qual não induz à emoção", diz.

 

A comunicação pública, de acordo com o professor, é a difusão de interesse e utilidade para os públicos, com caráter formal e oficial. Pois é por meio dela que a sociedade em geral, e os demais meios de comunicação podem obter as informações de governos municipais, estaduais e federais "O serviço busca orientar o usuário com informação útil e racional, sem subjetividades".

 

Para o jornalista Ricardo Luiz Wollmer, diretor de imprensa, rádio e TV da prefeitura de Limeira há mais de três anos, uma assessoria de comunicações não é apenas uma preparadora de releases. "É necessário trabalhar questões de estratégias para se ter eficiência, como respeitar o prazo pedido por um jornalista para enviar respostas ou agendar uma entrevista. Quando o tempo é curto, tentamos negociar com o repórter", explica.

 

Wollmer conta que o assessor precisa conhecer profundamente o que a empresa faz, e sempre ter em mãos números e informações sobre o seu assessorado. Em outros casos, o assessor de setor público tem a obrigação de explicar ao assessorado que nem tudo é notícia, apenas o que interessa à população. "O assessor deve saber qual a rotina dos veículos e dos jornalistas para vender a pauta na hora certa, inclusive para a produção de uma entrevista coletiva, que requer grande trabalho", finaliza.


* Alunos do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Dançaterapia ajuda na recuperação do bem-estar


Camilla Paes *

Dançaterapia é o trabalho que a psicóloga Solange Dantas desenvolve no Setor de Programas e Projetos da Secretaria Municipal da Saúde de Limeira. São exercícios realizados com músicas e com coreografias que partem das habilidades dos próprios participantes. O projeto chamado "Alegria Interior", foi lançado em março de 2006. O objetivo principal era melhorar a postura, a respiração e o condicionamento físico por meio da dança dos pacientes dos outros grupos de apoio.


De acordo com Solange, com os movimentos da dança, as pessoas deixam para trás depressão, timidez, falhas de memória, dificuldades de mobilidade, entre outros. "Fica visível a transformação dos que participam da dançaterapia tanto na sociabilidade como no trato de sua própria aparência. É um método que estimula a comunicação e integração entre as pessoas, promovendo o equilíbrio interno de cada indivíduo"

Para a psicóloga, cada movimento tem um significado e a dança é uma grande aliada ao processo natural do envelhecimento, quando ocorre, para todos, a diminuição da capacidade funcional. "Essa modalidade estimula os movimentos do corpo, as potencialidades que todos têm mas que, as vezes, estão camuflados. A música induz o corpo à expressão do ritmo que lhe é inerente".

Ela conta ainda com dois fisioterapeutas que aferem a pressão arterial e fazem orientações. "Uma vez em movimento, o corpo se sente mais vivo, mais ativo, respirativo, criativo e, conseqüentemente, mais expressivo, mais alegre, mais feliz.Com a dança, o indivíduo passa a ter uma atitude mais positiva, deixando de lado o ´eu não posso´, ´eu não consigo´, e aprende, por meio de seu esforço e ação, a ver e dizer: ´eu sou capaz´".

Solange destaca que os participantes aprendem a romper padrões cristalizados e despertam áreas adormecidas em todo o corpo, oferecendo infinitas possibilidades de criação, expressão e emancipação do ser humano.O projeto integra os adultos, portadores ou não de necessidades especiais, por meio dos recursos artísticos, educativos e terapêuticos da dança.

Entre os benefícios, segundo a psicóloga, estão: ativar os músculos, resgatar as emoções vivenciadas na infância e aumentar o entusiasmo para a vida,  aumentar a resistência ao estresse, auxiliar no autoconhecimento, fortalecendo a identidade e a auto-estima, reduzir a fadiga muscular e desenvolver a criatividade.

As sessões são gratuitas e acontecem  às segundas-feiras, às 19h, na Rua Alferes Franco nº 1241, no centro de Limeira.

* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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domingo, 5 de outubro de 2008

Teatro desenvolve habilidades de jovens

Johelson Costa *

O professor voluntário José Manoel Andrade e 15 pessoas, que vão da adolescência a maturidade, ex-alunos e atuais aprendizes seus, formam um grupo de teatro, que ainda não tem nome. O objetivo é levar cultura às pessoas. Os integrantes visam apenas a arte e não o lucro. As aulas, ensaios e reuniões ocorrem aos domingos, às 9h, no salão da Igreja São Cristóvão, na Rua Tenente Raimundo Cantanhede, 306, Vila Independência, em Limeira.


As apresentações são realizadas, em sua maioria, no local dos ensaios, mas não se limitam a este âmbito. A mais recente participação do grupo foi no festival Mostra Municipal de Teatro de Limeira, no início deste ano, com a peça "O Berço do Herói", escrito pelo professor de português Julio Burgo. Trata-se de uma atualização da peça do Dias Gomes, da qual originou a novela ?Roque Santeiro? da Rede Globo.

O evento que aconteceu num domingo, 25 de maio, deu ao maestro, Robson Barboza, 31, também aluno de Andrade, que faz a preparação vocal do grupo, o prêmio de ator revelação na classificação individual.

Ivan Luis Santa Rosa, 24, iniciou aos 12 anos suas aulas de teatro com o professor. A partir do contato com a arte não parou mais. Hoje, profissional em Ciências Contábeis, atua com o grupo por lazer. "O teatro me ajudou na desenvoltura, no relacionamento com as pessoas e me fez perder a timidez", conta.

A escritora da região, Zenaide Elias, ao lançar um dos seus livros no salão da Igreja São Francisco, contou com um espetáculo do grupo, com texto escrito por ela, em homenagem às mães. "O sucesso acontece por serem como uma família, não há competição de interesses, se algum dos integrantes encontra-se em sofrimento, todos compartilham juntos", afirma Andrade.

Cíntia Furlan, 18, viveu a triste experiência de sepultar sua mãe aos 15 anos. Ela garante que o professor e todos os seus amigos de palco deram apoio sentimental e psicológico para que ela seguisse em frente. "Sem o teatro e a força que o Manoel e todo pessoal me deu não sei o que teria feito", disse emocionada.

O reconhecimento

Os alunos apreciam o trabalho voluntário do professor e sua persistência, buscando sempre o crescimento do grupo. O professor atua fora dos palcos, na empresa Galzerano-Limeira, sendo que, há 12 anos, aos domingos pela manhã, sem nenhuma ajuda de custo, leciona teatro na comunidade da Igreja São Francisco. "Admiro a devoção dele, cresci vendo a sua disposição e força. Quero, no futuro, galgar condições para que pessoas como o Manoel possam realizar trabalhos como o dele, pois conseguir espaço para desempenhar o voluntariado não é fácil, vejo isso no cotidiano do meu professor", cita Carolina Magosso, 18, componente do grupo.

Quando questionado sobre o futuro do grupo, Andrade comenta que deixará a função para a geração futura, aos seus alunos. "Nunca busquei o renome, o que importa não é o dinheiro e sim as pessoas. Falo para minha esposa que, se eu morrer hoje, morro tranqüilo e feliz, pois atingi meu objetivo aqui", confessa.

* Aluno do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Futebol limeirense à beira do fim


Ítalo Ferreira / Lucas Navarro *


Internacional e Independente não p
assam por um bom momento no cenário futebolístico. As duas equipes foram rebaixadas este ano, a Inter caiu para a série A-3 e o Independente para a Segundona (última divisão do campeonato paulista).

Após péssimas administrações, elas podem chegar ao fim do poço. A Internacional, campeã paulista em 1986, teve a pior campanha da sua história, com apenas uma vitória. Cheia de dívidas trabalhistas, sem dinheiro, não tem perspectiva de melhora no futuro. Já o Independente após uma bela campanha na Copa Energil C, onde obteve o título, acabou demitindo seu treinador Claudemir Peixoto e contratando Michel Robin, que depois de uma rodada na competição, trocou de lado e foi para a rival Internacional.Com isso, o Independente ficou sem planejamento, mudou técnicos várias vezes e acabou com péssima campanha na A-3, na penúltima colocação.

Para o jornalista Edmar Ferreira da Silva, responsável pela página de esportes da Gazeta de Limeira, "Além das más administrações, outro problema que os times enfrentam são as divisões de patrocínio. Segundo ele, é complicado uma cidade pequena ter dois times".

Os dois clubes profissionais da cidade estão fora de atividades profissionais e vêm disputando o campeonato paulista Sub-20. Nessa competição a equipe galista tem mais chances, pois planejou-se melhor do que o time leonino. Este montou a equipe com o campeonato já em andamento e só agora que vem conseguindo alguns pontos. O Independente está mais estruturado.

Salvação
Talvez o Sub-20 seja a salvação para os dois clubes nas disputas de 2009. Eles passam por problemas financeiros e não têm dinheiro para contratações, assim as categorias de base deverão ajudar no próximo ano. Segundo o jornalista Cristiano Kock, responsável pela página de esportes do Jornal de Limeira, "Aproveitar esses jogadores vai depender da cabeça deles, pois são muito novos e o rendimento pode cair".

Outra solução para as equipes da cidade seria arrumar parcerias sérias e duradouras, e investirem nos clubes e ajudassem sair da má fase, voltando de vez para o cenário futebolístico.


* Alunos do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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Atleta paraolímpico de Limeira conquista medalhas


Roxane Regly *


O atleta paraolímpico Odair dos Santos, 27, chegou ao Brasil no último dia 20, levando no peito três medalhas de bronze, conquistadas em competições de atletismo no último mês, nas Paraolimpíadas em Pequim, na China. Santos competiu em provas de 800 m, 5.000 m e 10.000 m.

Santos já participou das Paraolimpíadas em Atenas em 2004, onde faturou três medalhas. Também esteve nos jogos Parapan, em 2007, jogos Mundiais, em 2006, jogos Open Euro, em 2005, e Parapan 2003.

Segundo o medalhista, ser atleta requer muita determinação. Ele destaca que as dificuldades encontradas foram superadas, o que possibilitou a conquista de três bronzes para o Brasil. "Todo atleta paraolímpico encontra dificuldades, mas estamos ali para dar o melhor de nós. Foi o que eu fiz e, com certeza, foi excelente participar mais uma vez das Paraolimpíadas", disse Santos.

O atleta, que é recordista mundial nos 10 mil metros, conta que, por possuir uma deficiência visual chamada Retinose Pigmentaria, sofre mais dificuldades à noite, o que o levou a se esforçar ainda mais, pois todas as finais foram nesse período. "O dia-a-dia de um deficiente visual já é mais complexo. Todas as nossas ações precisam de um empenho maior e, para competir, é necessário muita garra", comenta. "Superei sol, chuva, saudade da família, mas valeu a pena todo o sacrifício. Independente de ser ouro ou bronze, só de pisar num pódio já fico muito feliz. Voltei com a certeza de que o esporte paraolímpico será visto de outra forma, mais valorizado", completa.

Natural de Oswaldo Cruz, interior de São Paulo, mas em Limeira há mais de 14 anos, iniciou nos esportes aos 10 anos, em corridas convencionais de rua e passou a treinar no para-atletismo em 2003. Atualmente ele treina pelo Centro de Treinamento Limeira Paraolímpico (CTLP), com o treinador Fábio Breda, que também é técnico da Seleção Brasileira de Atletismo, do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). Hoje, além de atleta, Santos cursa o 3º ano de Turismo, na Uniesp, em Presidente Prudente (SP).


* Aluna do 4º semestre de Jornalismo do Isca

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